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 Adiemus [O primeiro baby da parceria Dana-Jú(DKSMulder)/Elfa]

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Dana

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MensagemAssunto: Adiemus [O primeiro baby da parceria Dana-Jú(DKSMulder)/Elfa]   Sex Jul 25, 2008 8:10 pm

NOME DA FANFIC: ADIEMUS

AUTORAS: Elfa Galadriel e Dana Katherine Scully Mulder (AKA DKSMulder)

DISCLAMER: Mulder e Scully não são nossos, pois se fossem, eles teriam ficado juntos e terminado a série felizes para sempre como mereciam. Fizemos esta fic visando diversão, não lucro, que deveria ser o que todo roteirista deveria visar.
Todos os personagens que são mencionados aqui e que pertencem aos Arquivos X pertencem a Chris Carter e a Fox.

RESUMO: William Van de Kamp era um menino mergulhado em uma vida tediosa, até que uma descoberta mudou toda sua história.
Essa fic é shipper, se você é contra então não leia... Se você é shipper pode entrar e desfrute... ATENÇÃO: SE VC É UMA ABELHA FIQUE LONGE...

NOTAS DAS AUTORAS: Antes de começar a ler essa fic é altamente recomendado que você separe uma caixa de lenços. As autoras não tomam a responsabilidade por teclados e mouses inundados de lágrima uma vez que o aviso foi dado. Ah! E Obrigada a todas as betas que tiveram a paciência de lerem nossa fic Very Happy:D:D:D

N.A. 2: Hum... pensei que já tinha escrito, mas Adiemus significa nós nos aproximaremos, por isso o nome da fanfic.

- Elfa Galadriel: Hei perva nipônica, demorou, mas conseguimos... Espero que o pessoal goste, Celeborn aprovou a história, espero que as nossas adoráveis amigas pervertidas gostem apesar da falta do NC-17 beijos élficos para todos!
- DKSMulder: Hei, perva élfica, pois é... e de pensar que queríamos terminar ela no primeiro dia em que escrevemos... dá pra acreditar que deu 31 páginas?! Bom, aproveitem!

ADIEMUS


Wyoming
25 de março de 2008

Estava um dia claro, sem nuvens, o sol batia no celeiro vermelho e William pensava como a vida na fazenda era mais que tranqüila, na realidade era muito parada, ele era uma criança diferente, e acreditava que era por isso que se sentia tão deslocado na escola. Na escola, na cidade, na igreja, simplesmente parecia que não pertencia àquele lugar. William era muito inteligente. Coisas que pareciam absurdamente fáceis a ele, se mostravam desafios praticamente impossíveis às outras crianças de sua idade, e até mesmo seus pais tinham dificuldade de acompanhar seu raciocínio. Quando pediu um computador a seus pais eles prometeram que seria seu presente de aniversário, mas o padre disse que isso não era máquina para um garotinho de 7 anos, e então como sempre, quando o padre falava seus pais obedeciam, William teria que aguardar até os 18 anos para ganhar seu computador. Então precisava procurar algo para fazer, e que não fosse correr com os outros meninos bobos da vizinhança, nem atirar pedras nos bichos, hábito garotos da sua idade, e que William condenava. Ele queria algo emocionante, algo como nos filmes, uma espionagem, ou uma investigação como ele via nos seriados de TV, grandes mistérios e verdades surpreendentes.

Então resolveu brincar de agente da polícia, e procurar pistas era o seu primeiro objetivo. Já havia tentado vasculhar o guarda roupas de sua mãe, mas ela o expulsou de seu quarto e mandou que ele brincasse na parte de fora da casa, então ele resolveu investigar o celeiro. Nas cocheiras não procurou, ele sabia que ali só havia muita sujeira, resolveu procurar no fundo do celeiro, não havia nada lá além de feno, e quando já havia desistido de sua investigação, ele viu a escada que levava a parte de cima, onde seu pai guardava as sementes e onde ele nunca permitia que o William subisse, pois dizia que era perigoso. Mas seu pai não estava lá, será que as pistas de verdade estavam lá? Ele subiu lentamente, e começou a investigar, descobriu que os sacos das sementes espetavam os dedos, e que aquela parte do celeiro era tão sem graça quanto as outras. Estava indo embora quando pisou em uma parte onde as madeiras do chão estavam despregadas, e pensou que seu pai estava certo ali era meio perigoso, mas a luz do sol que filtrava pela abertura na parede fez algo brilhar em baixo da madeira, e William tinha certeza que tinha achado uma pista. Levantou a madeira com as mãos e com uma expressão de surpresa descobriu que estava totalmente solta. E ali em baixo encontrou uma caixa vermelha encardida, com muitos anos de poeira acumulada em cima. Era decididamente a pista que ele procurava, dentro da caixa havia uma boneca velha e encardida, muitos papéis, e um grande envelope amarelado, e estava escrito “Para William”. Ele resolveu ler a carta afinal, o único William ali naquela casa era ele...

"Meu filho... pode parecer difícil de acreditar, mas eu sempre te quis, por favor, não pense que você, alguma vez, foi indesejado por mim ou por seu pai, nós te amamos muito desde a sua concepção. Gostaríamos mais que tudo no mundo de ter ficado com você e vê-lo crescer, mas te amamos demais para deixar que nossos desejos sacrificassem a sua infância ou sua vida, por isso, abrimos mão de tê-lo conosco. Espero que um dia sua família adotiva dê-lhe esta carta, e que possamos nos rever, esta é a única esperança que me mantém forte, pois se pensar que nunca mais poderei te segurar no colo ou te abraçar e sentir seu cheiro... temo não conseguir tomar a mais difícil decisão da minha vida, desejo que viva feliz e despreocupado, e que tenha a mesma infância que eu tive, mesmo que para isso, eu não possa saber onde você está, te amo mais do que tudo na vida, de alma e coração, e não se preocupe, pois estaremos sempre com você. Mamãe.”

“PS: Não confie em ninguém"

O papel estava manchado e tinha muitos borrões, provavelmente lágrimas que ela havia derramado enquanto escrevia a carta. William só percebeu que ele mesmo havia derramado algumas quando uma lágrima caiu na ponta do papel, ele limpou o rosto com a mão e soluçou, de repente, uma onda de tristeza e desespero o invadiu, ele não sabia se eram seus próprios sentimentos ou eram apenas lembranças de uma época que as palavras estavam além do seu entendimento. Então, ele enxugou as lágrimas com raiva. “Por que seus pais nunca haviam falado sobre aquilo?” Ele vivera uma mentira até agora, e isso inexplicavelmente o fazia sentir raiva. Por que aquela carta estava tão bem escondida? Eles não tinham o direito de esconder isso dele. Então ele retirou outro papel da caixa, e do que ele pode entender era o documento de adoção, lá havia o nome de seus pais adotivos, e lá estava escrito: William Scully Mulder, “era esse o meu nome?!” pensou, então leu as linhas que diziam que sua mãe “Dana Katherine Scully” o entregou por livre e espontânea vontade, mas ao que dizia a carta não havia sido assim, ela estava sofrendo, e muito em ir embora. Então a raiva de William cresceu.
Ele entrou em casa, sua “mãe” estava fazendo muffins para o café depois da missa, ela olhou sorridente pra ele e ele colocou a carta em cima da mesa, zangado, ela olhou para a carta e sabia o que iria acontecer...

- Querido...
- Por que vocês não me contaram?
- Onde você encontrou isto? – ela foi para pegar a carta, mas William a puxou para o peito, para proteger as palavras de sua mãe.
- É minha, está endereçada a mim.
- William, isto pode ser para qualquer William...
- Não, não pode, é para mim, eu sei que é. - ele disse com a convicção que apenas uma criança de 7 anos poderia ter.
- Vamos conversar sobre isso, mocinho, isso não é atitude para com a sua mãe.
- VOCÊ NÃO É MINHA MÃE! - ele gritou.
O olhar ferido da mulher à sua frente o fez se arrepender de ter gritado aquilo, mas ele sabia que era a verdade, sem querer causar ainda mais problemas, ele subiu até seu quarto. Ele sabia que estava em apuros. Ainda podia ouviu os soluços de sua mãe adotiva quando seu pai chegou. Logo William foi chamado até a sala e obedeceu.
Sua mãe estava no sofá, com um lenço manchado nas mãos, seu pai estava em pé, e não encarou William enquanto ele se sentava no sofá. Um longo silencio tomou conta da sala. O homem que ele havia acreditado por sete anos que era seu pai, olhou em seus olhos e disse:
- Com que direito você fala assim com sua mãe mocinho?
- Ela não é minha mãe. – ele disse seco.
- Seu ingratinho – disse o pai furioso, tirando sua cinta. Mas a mãe não permitiu que ele tocasse em William.
– Eu lhe disse Mary, disse que não precisávamos de um moleque, mas você queria um de qualquer jeito. Agora ele diz “Você não é minha mãe” e não é mesmo. Esse garoto não é como os outros. O padre Paul disse que devíamos ter abandonado ele quando percebemos, mas não, você queria um filho, mas isso NÃO É UM FILHO, VOCÊ NÃO SABE O QUE OS PAIS DELE ERAM, E SE ERAM ADORADORES DO DEMONIO? E SE ESSE MENINO FOR DO DIABO?
Seu pai lhe dizia absurdos, estava fora de foco, e isso estava assustando o pequeno William então ele não pensou duas vezes, correu para o seu quarto e ficou lá até quando ele teve certeza de que aqueles que um dia ele acreditou que eram seus pais estavam dormindo. Então pegou a caixa que estavam as suas grandes pistas, um casaco grosso, uma muda de roupa, os muffins que haviam sido esquecidos na cozinha, e decidiu que ali não era seu lugar, e que havia alguém em algum lugar no mundo que o amava, e que sofrera ao ter que deixa-lo, então William teve certeza que apesar de sua mãe parecer estar em apuros era melhor estar ao lado dela do que de Joe Van De Kamp, que acreditava que ele era o filho do demônio.

No outro dia, quando Mary foi acordar William para ir à missa, encontrou apenas a cama vazia. Algumas roupas e a mochila de William haviam sumido, quando ela olhou, viu a janela aberta e as cortinas se esvoaçavam para fora dela. Ela soltou um grito de horror... William havia fugido.
Naquela tarde, a sala dos Van De Kamp estava movimentada com policiais, Ela o culpava por ter falado aquelas coisas horríveis e ele, para falar bem a verdade, também. Joe sempre fora impulsivo, não falava muito e quando o fazia, normalmente não falava a coisa certa, ele simplesmente disse o que lhe veio em um momento de raiva e agora sofria as conseqüências, pois apesar do que disse, ele também amava William.


Última edição por Dana em Dom Jul 27, 2008 3:38 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Adiemus [O primeiro baby da parceria Dana-Jú(DKSMulder)/Elfa]   Sab Jul 26, 2008 2:33 pm

Haunted Town, Montana
5:05 AM

Scully acordou com um aperto no peito, e um pouco de falta de ar. Aquele havia sido um sonho estranho, se lembrou de William, de como sentia falta de seu bebê, que já não era mais nenhum bebê e se pôs a pensar no que ele poderia estar fazendo agora, dormindo, provavelmente. Se ele estava estudando, se ele se saía bem na escola, em que escola estaria? E mais importante de tudo, se ele era feliz. Ela foi até a janela do pequeno apartamento que dividia com Mulder e olhou preocupada para fora. Mulder estava roncando atrás dela, “entregue aos braços de Morfeu” e ela desejou poder estar dormindo também, mas não havia como. Seu sono havia ido para bem longe dali. Ela sentou-se na sala e ligou a televisão, aquela agonia estava custando a passar, e se fosse algo com William? E se ele estivesse em perigo? Não! Pare, Dana, não pode ser. Ele está bem, ele TEM que estar bem, seu sacrifício não pode ter sido em vão. Será que ele sentia falta dela? Ah, que besteira! Ela pensava. Ele não tinha nem um ano quando...

Wyoming
26 de março

O caminho até a cidade havia sido longo, ele estava cansado e com sono. Fugir a noite não havia sido uma boa idéia, mas agora ele sabia que o mais difícil estava por vir, como sair da pequena cidade, sem que algum conhecido dos Van de Kamp o levasse de volta? E quando ele menos esperava um homem o abordou.
- Olá! – disse o homem.
William ficou calado encarando o homem esquisito a sua frente, ele usava óculos engraçados e tinha um cabelo loiro comprido, bem estranho para os padrões da sua cidade.
- Você está perdido? – insistiu o homem.
E William continuou calado.
- Talvez eu possa lhe ajudar. – disse o homem sorrindo.
William começou a pensar se talvez o homem pudesse mesmo ajudá-lo então se lembrou da carta de sua mãe.
- Minha mãe me disse para não confiar em ninguém.
- Verdade? – riu o homem – Acho que seu pai também lhe diria isso.
- Você nem sabe quem é meu pai! – disse Willia revoltado.
- Ok! Se você não precisa de ajuda, tudo bem! – mas se precisar, estarei aqui nesse caminhão. – E William ficou olhando o homem se afastar e pensou que isso era uma grande idéia, o homem ia ajudar, mas ele não iria saber. William escalou a parte de trás do caminhão e se escondeu entre as lonas. E lá ficou até que o caminhão deixou a pequena cidade.

Washington D.C
Casa Branca

Dois homens de terno conversavam numa sala escura.

- Encontramos a família do menino...
- Que menino?
- Mulder.
O outro homem o fitou intensamente.
- Faça o que tem que fazer!
...Billy Miles saiu da sala com o mesmo olhar inexpressivo que sempre usara como um supersoldado.



Lugar desconhecido
29 de maio

Quando William acordou estava sendo observado por um homem de aspecto sujo, o homem gritava que ele não podia dormir no caminhão dele, mas Will pensou, onde estaria o homem loiro que lhe oferecera carona? Assustou-se quando o homem gordo disse que iria chamar a policia e resolveu descer do caminhão.
Sem saber onde estava e que horas eram Will perambulou pela cidade, que parecia ser muito grande. Era muito movimentada. A barriga de Will lembrou que fazia quase um dia que ele havia saído de casa, e que os muffins que sua mãe, ou melhor, Mary havia feito já não existiam mais. Ele ainda estava cansado, mas sabia que precisava continuar, e tentando se esconder ele viu um homem de terno e gravata fazendo sinal para ele. William assustado resolveu se esconder do homem e pulou em uma caminhonete que estava saindo do estacionamento. Quatro dias se passaram até William parar de pular de um caminhão para o outro e só descer quando era expulso pelo dono. Nesses quatro dias ele só tinha conseguido comer algumas frutas e pães que uma senhora lhe dera com pena. Ele estava sujo e cansado, e começou a perceber que não sabia nada de seus pais além do nome de sua mãe e seu próprio sobrenome... Scully Mulder.

Haunted Town,

- Mulder, de novo não, lembra o que aconteceu da última vez que os Pistoleiros se meteram? – disse Scully em tom cansado e irritado.
- Scully, eles disseram que é importante...
- Mulder...
- Ok, você não vai, então eu vou sozinho!
Scully suspirou.
- Quantos dias nós vamos ficar lá?
- Dois dias, três no máximo. - ele respondeu como uma criança que é permitida comer a sobremesa antes do almoço.

William desceu da caminhonete correndo quando o homem soltou o cachorro da cabine do motorista, assustado ele atravessou a rua sem olhar, buzinas tocaram e muitas palavras feias, que o Padre Paul ficaria horrorizado em ouvir, foram ditas. Ele não era uma criança chorona, nem mesmo medrosa, mas estava triste porque cada vez mais, parecia que nunca encontraria sua mãe, e agora, nem mesmo o caminho de volta para a casa dos Van De Kamp. Ele sentou na calçada e as lágrimas começaram a cair. Fazendo um beicinho sentiu um cheiro incrível de batatas fritas, coisa que quase nunca comia, mas adorava. Então ele foi para a lanchonete e preparou sua melhor carinha de cachorrinho chutado para ver se alguém lhe dava algo para comer. Quando olhou pelo vidro, viu uma tigela enorme de batatas fritas, olhou intensamente para a comida, quando percebeu que estava sendo observado por um par de olhos bem azuis. Eles pertenciam a uma linda mulher ruiva, e quando William virou seu biquinho em sua direção, percebeu que isso mexeu com ela.
A moça virou-se e chamou alguém. Logo um homem de cabelo castanho e olhos muito verdes o encarou. O homem fez sinal em direção às batatas, e William fez sinal positivo com a cabeça. O homem então fez sinal para que William entrasse, porém a mulher falou algo e mandou que Will esperasse.
Será que ela não ia deixar o homem dar as batatas a ele? Ele pensou: “Por favor, moça seja boazinha comigo também!”. As pessoas saíram da mesa, e ele sabia porque, “eles foram se sentar longe da janela para não me ver” pensou. Com lágrimas teimosas que insistiam em cair Will pegou a mochila que já estava rasgada e saiu arrastando quando ouviu:

- Ei garoto! – disse o homem de olhos verdes.

William pensou como ele era alto, logo atrás dele, veio a moça ruiva, ela tinha uma sacola da lanchonete nas mãos. William sorriu a janelinha entre os dentes, tinha um ar doce e sapeca ao mesmo tempo. Seu olhar foi direto à sacola. Só quando o homem lhe chamou pela terceira vez foi que ele percebeu que estavam lhe perguntando algo:
- Você está perdido?
- Não – mentiu e pensou “não confie em ninguém”
- Ok! Então o que um menininho da sua idade faz aqui sozinho?
Pense Will pense. – Meus pais morreram. E agora estou sozinho. – Não deixava de ser meia verdade, ele estava sozinho mesmo, e provavelmente nunca acharia seus pais.
- Larry, vamos levá-lo para o serviço social.
- Por favor, não moça, por favor, não.
- Mas porque não? – perguntou o homem desconfiado.
- Homens maus querem pegar minha família – mentiu nervoso, não queria voltar para os Van De Kamp - não me levem para o orfanato.
Scully puxou Mulder de lado e disse – Acho que ele está mentindo.
-Por que você acha isso Scully, ele me parece bastante nervoso.
- Acho que ele fugiu de casa...
-Scully, como você vai se sentir se “os homens maus” pegarem ele? – Disse Mulder com cara de cachorrinho chutado.
-Sei o que você está pensando Mulder... Por favor, ele não vai conseguir tomar o lugar de William na nossa vida...
- Mas pode ser parte de uma nova tentativa... Ele está tão sozinho como nós...
- Ele não é um cachorrinho Mulder...
- Por favor, desculpe, mas eu estou com fome... – e os dois viraram e olharam para a pequena figura.
- Qual é o seu nome garoto? – disse o homem.
William pensou em mentir, mas quando tentou falar outro nome saiu automaticamente.
- William...
Ela lançou um olhar dolorido a ele. O que será que fez ela olha assim para ele? Será que ela havia ouvido sobre sua fuga? Será que ela sabia?
- M...Larry...
- Frankie, por favor.
- Não... - mas ela estava hesitando e Mulder agarrou a oportunidade.
- Por favor, dá uma chance para nós!
- Não...
- Uma chance para ele então... – ele a olhou com carinha de cachorrinho chutado.
- Ok Larry, mas isto é temporário, se até amanhã, não descobrirmos nada sobre ele, acionamos o serviço social.
Então Mulder pegou a sacola da mão de Scully e sentou na calçada ao lado de Will, e disse:
- Agora me conte como você veio parar aqui?

Apartamento de Scully e Mulder
Mais tarde

Já era tarde e Scully ainda não havia dormido, ela olhava ferida para o menino, ela queria muito que fosse o seu filho ali deitado na cama dela, não que esse que estava não fosse adorável, ele era, mas não era o seu. Algo nele deixava um sentimento estranho nela.
Como Scully conhecia Mulder, tinha certeza de que ele não sabia cuidar de crianças, mesmo que prometendo tomar conta do menino.
Scully ouviu Mulder perguntando ao menino se ele sabia tomar banho sozinho. “É lógico que ele não sabe Mulder” disse mesmo sob os protestos do menino que jurava que sabia. Então sobrou para ela o banho, sobrou para ela escovar os dentes dele, e servir o jantar, isso jantar, porque Mulder achava que pão com pasta de amendoim e geléia era um jantar... E quando chegou à hora de dormir, ele dormiu primeiro que William...

Apartamento de Scully e Mulder
30 de maio

Scully acordou sentindo um calor estranho sorriu em pensar que Mulder devia estar todo encolhido para poder deitar em seu colo, passou a mão pelos seus cabelos e abriu os olhos sorrindo, quando viu o menino encolhido em seu colo agarrando-se a ela como se fosse seu próprio filho, os seus olhos encheram de lágrimas.
Scully viu Mulder a observando.
- Ei...
- Ei...
- Precisamos conversar... - diz ela com olhar preocupado.
Mulder ficou em silêncio e ela se desvencilhou de William para ir para um lugar mais reservado.
Na cozinha, os dois ficaram em silêncio, sem vontade de tocar no assunto delicado que estava deitado na cama deles neste exato momento.
- Scully... Não podemos deixá-lo... - começou Mulder.
- Mulder, nós não podemos levá-lo. - ela fez uma pausa e o silêncio reinou novamente.
- Eu não quis nem mesmo trazer o meu próprio filho pra essa vida, Mulder. Não que eu me arrependa do tempo que passo com você, mas não podemos arrastar uma criança com a gente a todo lugar que vamos. Já nos mudamos três vezes só este ano, o que acha que William vai achar disto?
- Nós podemos ensiná-lo em casa. - veio o argumento hesitante.
Mulder não queria interromper sua busca pela verdade, mas esta criança precisava deles. ‘ Mulder não era ingênuo o suficiente para pensar que este menino ocuparia o vazio que o bebê deles havia deixado, mas ele queria ajudar este William, e ele também não tinha ninguém.
- Mulder, e quem vai ensiná-lo? - Scully disse com uma sobrancelha levantada.
Ele percebeu que teria que ter muito cuidado em suas próximas palavras.
- Hã... É...
Era incrível como uma pessoa daquele tamanho podia pôr tanto medo nele pelo simples ato de levantar uma sobrancelha.
- Nós dois pode... ríamos...- ele disse com um sorriso vitorioso.
- E quando você acha que vamos ter tempo como nossos empregos e nossa "pesquisa"?
- Scully, eu tenho dinheiro...
- Não é disso que estou falando, Mulder, o que acha que o povo de Hunted Town vai achar se, de repente, do nada, surgir um menino crescido de 7 anos na casa de um casal no qual eles pensavam que não poderia ter filhos?! - o volume estava aumentando e Mulder achava que daqui a pouco “só morcegos” poderiam ouvir sua parceira.
- Sem contar que você disse que iria cuidar dele e o que você fez?! Dormiu, pela primeira vez em 15 anos que eu te conheço antes de mim, ou pior, antes dele.
Mulder teve o bom senso de corar ao ouvir isto.
- E se... Nós ficássemos com ele, disséssemos que ele estava com os avós e que só agora ele pôde vir, pois tivemos que vir primeiro para arranjar as coisas.
- E quanto à escola?
- Ele pode ir a Haunted Elementary... Como sou professor lá, seria mais fácil conseguir uma vaga. É uma escola pequena, então não vamos ter problemas.
- Mulder... Não podemos pensar que ele é uma substituição... Ele não pode viver assim... - ela se sentou em uma das cadeiras e cobriu o rosto com as mãos.
- Scully, ele não é... Ele é só uma criança que precisa de ajuda, e sinceramente, nós somos um casal que precisa de uma criança, mas não é só isso, eu sinto que isto é certo, que devemos fazer isto.
Scully pendeu a cabeça e respirou fundo.
- Ok, nós vamos tentar então. Mas precisamos descobrir mais sobre ele, e se ele estiver mentindo e os pais deles estiverem desesperados atrás dele?
- Nós vamos.
Mulder a abraçou.
- Obrigada Scully!
No outro dia, Scully teve que ir trabalhar, ela deu um beijo no topo da cabeça de William e antes de ir, fez panquecas para o garoto e Mulder. Quando ela voltou para o quarto, viu Mulder e William deitados em posições iguais e riu... Eles pareciam pai e filho já. Ela sentiu uma pontada, sabendo que sempre teria esse vazio dentro de si, mas que talvez, no final das contas, não seria tão má idéia. Afinal, que pessoas melhores que ex-agentes do FBI para cuidar de um menino perseguido?
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MensagemAssunto: Re: Adiemus [O primeiro baby da parceria Dana-Jú(DKSMulder)/Elfa]   Seg Jul 28, 2008 10:20 pm

Quando Mulder abriu os olhos viu uma janelinha simpática e dentes muitos brancos brilhando para ele, como aquele sorriso tão novo podia trazer uma sensação tão familiar ele não entendia, mas sabia que isso era bom e Mulder ansiava que isso também chegasse a Scully. Ele entendia que tudo o que ela havia feito para salvar William ainda doía muito.
Eles foram atraídos até a cozinha pelo cheiro das panquecas de Scully e William novamente mostrou aquele sorrisinho encantador.

- Hummmmmmmm o que é isso? – perguntou o garoto curioso.
- São panquecas.
- Wow!!!!!!!! – disse Will com os olhos brilhando.
- Hey garoto deixe uma para mim também. – disse Mulder tentando fingir uma voz revoltada.
William virou para Mulder com a boca cheia e disse:
- Eu estou com fome!
- Não fale de boca cheia, William!- disse Scully em um tom maternal que, Mulder pensou, lhe vinha com naturalidade.
Ele limpou um pedaço de panqueca que havia voado da boca de William e limpou o canto da boca do menino que tinha um pouco de manteiga de amendoim.
William engoliu a panqueca.
- Desculpe.- ele disse sorrindo e voltou a cavar mais uma vez em suas panquecas.
Scully sorriu, havia visto o que Mulder fez e se lembrou de tantas vezes que ele o havia feito o mesmo com ela.
Ela não conseguiu se segurar antes de lhe dar um beijo profundo e demorado que só foi interrompido pelo comentário de William.
- URGH, fala sério!
E os dois sorriram meio sem jeito, então Mulder disse:
- Ah Frankie, eu preciso ir estou atrasado para o serviço... - se aproximou para dar um beijo em Scully.
- Ei, William, o que você acha de vir comigo para o meu trabalho?
- Mas eu queria ficar aqui com a Frankie... Aí ela podia fingir que era minha mãe...
Scully virou rapidamente para que Will não visse suas lágrimas, mas ele era rápido em perceber as coisas e logo consertou:
- Ok Larry eu vou com você - disse com a cabeça baixa e segurando as lágrimas que estavam pedindo para sair.
Mulder se ajoelhou de frente para ele, lhe limpou as lágrimas.
- Ei, vou te dizer uma coisa e quero que você nunca se esqueça, ok?
William assentiu com a cabeça a abaixando para tentar esconder as lágrimas.
- A Frankie não está chorando por sua culpa, ok? Nós passamos por muita coisa e algumas lembranças ainda machucam, mas nunca se esqueça que não é por que não te queremos na nossa vida.
Mulder ergue o rosto do menino para olhar para ele, William o examina para saber se ele está falando a verdade e só vê sinceridade nos olhos de Mulder.
Então acena com a cabeça novamente não se atrevendo a falar, pois isso traria mais lágrimas.
- Então agora vai dar um abraço na Frankie antes de irmos.
William vai abraçá-la de cabeça baixa. Scully o abraça forte junto ao peito, ela ainda chora.
- Me desculpe, William, me desculpe.
- Não é sua culpa também, ma... Frankie...
Scully dá um beijo na testa de William. No carro, o garoto é só silencio e Mulder tenta conversar.
- Você gosta de basquete?
- Humhum.- Diz Will distante
- O que mais você gosta?
- Humhum...- disse distraído
- Will?
- Ok
- William!?
-...
- WILLIAM?
O menino olha assustado para o homem ao seu lado.
- Estou falando com você...
- Eu estava pensando, por que a Frankie chorou? Ela não quer filhos? Ela não pode ter filhos?
- Hum... Acho que não posso lhe contar isso sem ela junto...
- Ah, por favor! Por favor! - fazendo carinha de triste.
Mulder que ainda não era vacinado contra essa carinha suspirou fundo e começou a contar:
- Nós tivemos um filho, há muito tempo atrás... Ele foi um milagre. - Mulder sorriu.
- Ele teria a sua idade e o seu nome... E não duvido que se pareceria muito com você hoje..- Ele tinha os olhos dela e a pele clara dela. – Mulder sorriu ao se lembrar do bebê que vira por tão pouco tempo. - Mas... Aconteceram muitas coisas no primeiro ano de vida dele e Frankie... Ele teve de ir... Ela queria uma vida melhor para ele...
Como Mulder explicaria uma conspiração alienígena que obriga ra Scully a dar o filho deles para uma criança de 7 anos?
- Por quê? Porque ela não podia dar essa vida pra ele? Ela seria uma ótima mãe...- William suspirou.- Queria que ela fosse a minha mãe às vezes, sabe... Mas... Acho que ela não gosta muito de mim...
- Deixe apenas que ela se acostume Will, quando ela me conheceu eu também achei que me odiava... E o menino sorriu a expressão de pânico que passou pelo rosto de Mulder à lembrança do fato.
- Vocês vão mesmo ficar comigo? – Mulder estava feliz por mudar de assunto.
- Não é tão fácil assim, Will...
- Oh... – Will olhou para baixo.
- Mas, ei,- Mulder ergueu o queixo do garotinho.- Não vamos te largar no meio da rua, não se preocupe... Se nós não formos sua família, encontraremos uma para você.
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MensagemAssunto: Re: Adiemus [O primeiro baby da parceria Dana-Jú(DKSMulder)/Elfa]   Qua Ago 13, 2008 7:27 pm

Alguns Dias Depois...

William estava achando divertido passar todos aqueles dias no escritório de Larry, principalmente com aquele computador irado ligado na internet. Ele passou quase o dia todo jogando, mas perto da hora de voltarem para casa, lembrou-se que poderia procurar algo sobre seus pais, então entrou no google e digitou “Scully” muita coisa apareceu, então ele entendeu que sua missão não seria fácil.

Casa Branca

Um homem correu como nunca na vida, ele precisava entregar essa mensagem, não era possível que eles estivessem vivos, mas pelo o que ele ouviu sobre esse casal é bem provável que sim, mas serem procurados pelo google não significa uma pista, mas seu superior havia sido rígido sobre isso < Qualquer sinal deles ou do garoto devo ser avisado > . Ele realmente achava que o garoto estava procurando sua família, mas acharia alguma pista? Será que a internet poderia ajudar? Algo que nem eles, do governo secreto haviam pensado...

Escritório de Mulder
Duas semanas depois

-Vamos Will...
- Mas já? – Disse Will com cara de pavor.
Mulder sorriu ao menino. O que seria aquilo que Will estava vendo que o deixou tão assustado quando ele entrou.
- O que você está vendo?
- Nada... – Will estava apavorado, até agora o computador havia funcionado perfeitamente, e agora ele resolveu travar?!?! Bem na página tinha algo sobre um homem chamado Scully que trabalhava para a marinha... Será que era alguém da família dele? Será que Larry ia desconfiar da sua pesquisa, - e se ele descobrir e me devolver para os Van de Kamp? - Pensou William triste, num ato desesperado chutou o estabilizador e desligou o pc.
- Não faça isso Will, assim você estraga o computador, pensei que você sabia desligar.
William estava tão assustado que só balançou a cabeça e não disse nada, pegou sua mochila e foi atrás de Larry para voltar para casa.
Mulder começou a desconfiar de William depois desse fato, e começou a prestar mais atenção ao que Scully o havia dito outra noite. Ele ligou seu computador novamente e procurou os sites que William havia procurado, no histórico, mas William havia apagado o histórico. Mulder riu, era estranho que ele estivesse mentindo, mas ele teve que admitir que o menino era inteligente.

Mercy Hospital
No dia seguinte

No dia seguinte Larry não pôde levar William com ele e Frankie ficou tentando desviar o assunto quando William perguntava. Frankie teve que atender a uma emergência, então precisou levá-lo ao hospital junto com ela. Ela logo terminou de atender ao paciente e retornou a sua sala.
- William, só vou pegar alguns resultados e vou embora, quer vir comigo?- ele acenou avidamente que sim com a cabeça.
Em toda sua vida no campo, William quis ver como era realmente um laboratório de hospital e um de seus sonhos era ser médico, ele ficava imaginando como devia ser legal salvar vidas como no ER.
Quando eles chegaram ao laboratório, Amy, técnica do laboratório, o cumprimentou apertando suas bochechas, ele odiava quando as pessoas faziam isto, e olhou para Frankie.
- Frankie, posso entrar no laboratório também?
Frankie o olhou, espantada, e sorriu, pediu para Amy, que os deixou entrar prontamente. William olhou maravilhado os microscópios e os aparelhos técnicos dali.
Enquanto ele olhava para o laboratório e todos os equipamentos, Frankie o chamou em um microscópio.
- Quer ver como é o seu sangue?- ela indagou.
- Quero! - ele respondeu sorrindo.
Ela mandou que ele lavasse as mãos e eu uma picada no dedo dele com uma agulha, depois preparou uma lâmina e a colocou sob as lentes do microscópio.
Ele olhou maravilhado quando viu a imagem.
-Uau!- William não pode se conter.
Ela sorriu mais uma vez e começou a explicar o que era cada uma das células, ele escutou atentamente sem desgrudar os olhos dela.
- Eu ouvi dizer que as hemácias não têm núcleo, é verdade?
Frankie o fitou, espantada, pois aquilo não era matéria de primário.
- Sim, elas não têm núcleo para poder carregar mais oxigênio e gás carbônico, onde você ouviu isso?
- Eu li um dos livros na sua sala.- ele disse ficando vermelho.- É que quando eu crescer, quero ser igual a você.- ele ficou mais vermelho ainda e xingou internamente a sua pele clara.
Ela abriu um sorriso enorme, como ele nunca havia visto, e logo um sentimento de felicidade lhe encheu.
Frankie o abraçou forte, junto ao peito e ele pôde ouvir o coração dela que batia rápido.
- Vamos sair daqui antes que eu me debulhe em lágrimas.- ela disse rindo e eles voltaram para casa conversando sobre biologia, fisiologia, medicina e tudo que o cérebro de William podia guardar.

Apartamento de Scully e Mulder
Mais tarde

Scully e William chegaram em casa e resolveram pedir uma pizza "gigante" como sugeriu o menino, afinal como ele disse Larry comia demais. Quando Mulder chegou entrou com um sorriso de orelha a orelha, o que fez despertar a preocupação de Scully. William comentou:
-Ih olha a cara dele Frankie! Ta com cara de que vai falar uma coisa que provavelmente você não vai gostar...
- Olha só Mul... Larry; Tão pouco tempo e ele já o conhece tão bem... - disse com uma cara irônica.
William deu um sorriso com janelinha para a felicidade dos dois.
- Bom então não vou contar a novidade que tenho para vocês...
- Ah! Por favor, conta! - implorou William.
- Acho que não vou querer saber...
- Arrumei uma escola para o William!
- Ainda bem - disse Frankie - Achei que você ia falar que tinha comprado um cachorro...
- Eu preferia o cachorro - disse William fazendo bico; já que não gostou muito da idéia de ir à escola, pois as recordações anteriores que ele tinha não eram nada agradáveis.
Quando a pizza chegou William estava emburrado em frente à TV, e Scully pensou como o menino gostava de imitar o Mulder, até mesmo para assistir TV de mau humor, era idêntico.
Mulder pagou o rapaz da pizzaria e disse:
- Oba! Pizza!
- Hey deixe para nós também! - reclamou um William muito mal humorado - Além de me colocar na escola ainda que comer a minha parte da pizza?
Mulder fingiu estar preocupado e comentou com Scully:
- Acho que nos metemos numa encrenca. - disse com um olhar divertido - Você reparou como ele se adaptou fácil a nós? Se eu não soubesse diria que ele é um Scully legítimo! Você viu como ele brigou comigo? Uma mistura perfeita de Dana e Bill Scully em um dia cinzento...
E só parou o comentário infeliz quando a luz fria que veio de um par de olhos azuis arderam em sua nuca.
- Will! - Scully disse mais alto do que o garfo que batia com força no prato!- Não quebre o prato, ok?
William bufou! Ele largou o garfo no prato!
- Will. - Mulder o chamou.- Você tem que comer, você tem que estudar, o que achou que iríamos fazer? Simplesmente deixar você sem educação? - Mulder disse severo.
William deu de ombros.
- Não é que eu não quero aprender, é só que eu não quero ir pra escola.
- William, não é só sobre aprender, na escola, você tem que brincar com outras crianças...
- Vocês não conhecem as outras crianças, vocês não sabem como é ser o estranho!
Mulder e Scully dividiram um olhar de compreensão.
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Dana

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MensagemAssunto: Re: Adiemus [O primeiro baby da parceria Dana-Jú(DKSMulder)/Elfa]   Sab Ago 16, 2008 2:04 pm

Haunted Elementary


Dia seguinte





Na escola William fez uma prova de
habilidades e, como sempre se destacou dos demais. E para variar ele era tido
como estranho. Mas não ligava mais, pois seu pai, quer dizer, Larry -
ultimamente ele tinha que segurar essas palavras que teimavam em querer sair de
sua boca, "lembre-se Will ele não é o seu pai", - continuando Larry e
Frankie adoram ver como ele é inteligente. Então outro dia Larry foi buscar
Will na escola e foi parado pelo seu professor.


- Meu Deus, senhor Hale, onde você
encontrou esse menino? - comenta o professor brincando. - Ele é brilhante!


- Não sei, o encontrei na rua
pedindo comida outro dia. - ele diz sarcástico.





Apartamento
de Mulder e Scully


3 meses
depois





Frankie era médica no hospital geral
perto dali e Larry era professor substituto na escola primária e consultor de
psicologia da Universidade. Cada um tinha um laptop e Frankie quase sempre o
deixava usar o dela. Quanto a Larry, William não tinha idéia porquê, já não era
tão seguro em deixá-lo usar o dele. Ao que Frankie sempre virava os olhos.


Mas, enfim, ele estava divagando de
novo. Sempre que William podia colocar as mãos em um computador, procurava
pelos nomes Scully e Mulder. Estranhamente, ele nunca encontrara foto alguma,
mas toda vez que procurava, algo acontecia. Um dia, ele estava procurando e
encontrou fotos estranhas sobre Pistoleiros Solitários ou algo do gênero e
resolveu entrar.


William ficou boquiaberto quando
reconheceu os homens na capa do site.


- Hei, o que você está fazendo aí?


William desligou o computador logo,
ele não queria que eles soubessem que ele estava procurando seus pais, já que
eles pensavam que seus pais estavam mortos.


Ele sempre via esses homens em seu
caminho, eles sempre o ajudavam, então eram os pistoleiros solitários, e pelo o
que ele podia entender esses homens conheciam seus pais. E sem perceber ia
falando para si mesmo:


-
Espantalho, leão covarde e totó!


Mulder e Scully se viram para ele de
olhos arregalados.


- O QUE FOI QUE VOCÊ DISSE?! -dizem
em coro.


-
Eu queria assistir esse filme... disse disfarçando - que tem o leão covarde, o
espantalho e o totó...


Scully
ergue a sobrancelha não caindo na história.





----------------X----------------





Os
dias passaram e William cada vez mais parecia parte da família, eles iam ao
parque, ao mercado, ao cinema, e todos os lugares que pessoas comuns iam, tanto
que Mulder começou a esquecer as coisas ruins do passado, e ficou surpreso ao
ouvir Scully comentar:


-
Sei que não devemos nos arrepender do que fizemos, mas, talvez deveríamos ter
desistido de tudo, seriamos mais felizes... – e quando uma lágrima começou a
cair, Mulder a puxou pela cintura e beijou seus lábios.


-
Você me faz feliz, em qualquer situação.


Scully
riu e voltou a beijar Mulder, e as ondas de calor começaram a subir e eles só
pararam quando perceberam que estava silencioso demais. William estava parado
todo vermelho, totalmente chocado.


-
Não nos olhe assim garoto! Seus pais nunca se beijaram?


-
NÃO! – disse categoricamente o menino, os Vam de Kamp nunca nem mesmo davam as
mãos.


A
frase enfática do garoto deixou Mulder abismado e Scully com um sorrisinho
amarelo.


-Pois
é Mul... Larry, não são todos os homens que curtem aqueles filmes que você
tinha no seu apartamento. Então Mulder ficou totalmente vermelho.


E
com um silencio tumular eles voltaram de mãos dadas para casa.





----------------X----------------





William não acreditava no que estava
vendo, lágrimas caíam de seus olhos sem que ele percebesse. Todo aquele esforço
havia sido em vão. Ele nunca conheceria sua verdadeira mãe, ela estava morta.
Era um documento oficial, ela estava morta! Morrera em serviço no dia 19 de
maio de 2002, apenas 2 meses depois de ele ser posto para adoção. Ela estava
certa, ela o havia colocado em outro lar para protegê-lo e ele pôs tudo a
perder saindo da casa dos Van de Kamp. Mas ele não deixaria os Hale, ele já os
amava demais.


- Hei... O que foi?- ele ouviu
Frankie chegar, ele desligou o laptop e a abraçou, carente como o cãozinho que
havia caído da mudança.- William, você está me assustando... O que aconteceu?-
ela disse numa tentativa fútil de enxugar suas lágrimas.


- Eu... Eu... - William soluçou.-
Estava me lembrando da minha mãe.


Uma lágrima caiu dos olhos dela e
ela o apertou mais forte, o carregando até a cama e se deitando abraçada com
ele. Eles ficaram deitados até William dormir. Então Scully começou a
cantar “Joy to the World” para William.
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MensagemAssunto: Re: Adiemus [O primeiro baby da parceria Dana-Jú(DKSMulder)/Elfa]   Dom Ago 24, 2008 12:53 am

Larry
comprou um Playstation 3, um jogo muito animado de corrida, William e Frankie
disputavam agora, ele não tinha certeza mas achava mesmo que Frankie o deixara
ganhar. Mesmo assim estava feliz demais para se preocupar, os Vam de Kamp nunca
haviam brincado com ele. Então totalmente elétrico, disse sem pensar:


-Viva!!!!!
Ganhei!! Agora é sua vez papai!!!!!


No
mesmo instante, William sentiu o sangue gelar em suas veias, parou vidrado,
colocou as mãozinhas sobre a boca, juntou toda coragem que pode e se virou para
Larry. Ficou muito triste, em ver a cara de choque de Frankie e Larry. Eles
estavam boquiabertos, talvez até mesmo bravos, é isso, eles deviam estar
furiosos, pq ele estava tentando tomar o lugar do William deles... E pensou
desesperado, "sinto muito mesmo!” E logo veio a visão egoísta, "eu
queria muito ser o William de vocês!"


-
O que você disse? - perguntou Frankie que agora tinha lágrimas nos olhos.


Então
nessa confusão percebeu que havia dito em voz alta tudo aquilo. Ficou nervoso e
gritou:


-
Isso mesmo!!!!! EU QUERIA SER O FILHO DE VOCÊS! E QUER SABER DE UMA COISA?
AINDA BEM QUE ELE TEVE QUE IR. ASSIM, AGORA VCS SÃO MEUS! MEUS! - e se jogou
nos lençóis e começou a chorar compulsivamente.





----------------X----------------





A
Sra. Tyller estava na varanda ainda tentando absorver o conteúdo da sua última
conversa. Um homem, comum a seu ver, havia batido na porta de sua casa,
procurando um menininho. O mesmo alegava que aquela criança era seu filho.
Muito estranho, ele não parecia realmente preocupado, e ela sentiu remorso de
ter dados as informações que havia passado.


Ela
lembra perfeitamente quando o Sr.Tyller precisou expulsar aquele menininho de
sua caminhonete. Ela havia dito para ele deixar o garotinho pegar uma carona,
mas o seu bondoso marido, tinha razão, ele estava fugindo, e provavelmente
depois do susto que levou voltaria para casa. Mas agora ela estava em dúvida,
achava mesmo que o menino havia precisado fugir, e esse homem tão frio devia
ser um dos motivos.


Tentou
não pensar mais nisso, resolveu ir até seu quarto onde pegou o terço e fez uma
oração silenciosa para que o senhor ajudasse aquela pobre criança, sendo o
"pai" encontrar ou não...





----------------X----------------





A luta da adaptação foi árdua, mas
não insignificante, e logo chegou o natal. William estava louco para ver o que
havia naquele pacote comprido que Frankie e Larry haviam escrito Papai Noel,
como se William já não soubesse a verdade sobre o Papai Noel.


Larry havia se deliciado ao saber
que William adorava o espaço e eles haviam passado noites e noites, deitados, com
a cama encostada na janela, olhando para o céu, aprendendo e ensinando sobre as
constelações.


William adorava esses momentos, pois
com seu pai, na fazenda, apesar de lá ele conseguir ver muito mais
constelações, nunca se deitara com William para ficar olhando o céu ou lendo
para ele, ou apenas conversando. Larry já era mais seu pai do que seu pai
adotivo jamais fora. Não que ele não o amasse, mas simplesmente não era.


William acordou às 6 da manhã embora
nunca fosse de acordar cedo, foi para o quarto de Larry e Frankie e pulou na
cama, acordando os dois e gritando:


- É NATAL!
É NATAL!- ele gritou com a felicidade que só uma criança pode ter.


- VAMOS,
GENTE! QUE QUERO ABRIR OS PRESENTES! VAMOS, VAMOS!


Scully olhou sorrindo para Mulder,
divertida pela cara de indignação que ele fez ao ser acordado daquele jeito.


- Vingança.
– disse ela rindo dele, se lembrando de tantos casos em que ela fora tirada da
cama quentinha para ir com ele.


William
correu em frente e quando eles chegaram, ele já estava com o dele no colo.


- Posso
abrir o meu primeiro? Posso abrir o meu primeiro?


Os dois riram e assentiram com a
cabeça. William começou a abrir o pacote e Mulder começou a ajudar. William
olhou para o pacote e ficou confuso.


- É um
telescópio... Ele serve para podermos olhar aquelas constelações mais de perto.



- Jura?!-
os olhinhos azuis brilharam.- Meu Deus, eu tenho um telescópio! Olha Frankie! É
um telescópio!- William pulou e abraçou os dois.- Obrigado! Muito obrigado!


- Hum, acho
que você gostou...- Mulder comentou divertido


- Ta
brincando? Eu adorei! É melhor do que um computador! UAU! Meu próprio
telescópio.- Will ficou orgulhoso olhando para ele.


- Quer ir
montar ele? - Scully sugeriu e antes mesmo dela terminar a frase, ele já estava
fechando a caixa e tentando arrastá-la para o seu quarto.
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MensagemAssunto: Re: Adiemus [O primeiro baby da parceria Dana-Jú(DKSMulder)/Elfa]   Qua Set 10, 2008 7:11 pm

Haunted Elementary


2 de fevereiro


16:10


Scully
estava tendo um dia péssimo, a menina nova do laboratório havia entregado dois
resultados de exames trocados, e ela quase tinha receitado medicamentos
errados, por sorte as doenças eram totalmente diferentes e ela percebeu
prontamente, depois disso descobriu que alguém havia riscado o carro dela no
estacionamento, depois de 20 minutos discutindo com o imbecil do manobrista,
resolveu que era melhor esquecer, então pegou um congestionamento enorme, e
estava 10 minutos atrasada para pegar William.


Mulder
teria reuniões depois das aulas e não poderia levá-lo para casa. Ah, claro,
para melhorar tudo, ela ainda estava de TPM... Quando parou o carro no
acostamento percebeu que havia algo anormal acontecendo, muitas crianças
estavam aglomeradas perto dos latões de lixo, e até mesmo alguns pais estavam
por perto todos riam, então algo bateu fundo em Scully. Ela pensou: “Por
favor, não com o William, por favor, não seja o William!”.


Dois garotos gordos riam e gritavam:


-
Vamos Spooky! E agora que seu papai que é professor não está aqui? Agora não
tem ninguém para proteger você!


-
VAMOS LÁ, SEU...


-
SEU O QUÊ? - Gritou Scully furiosa - VAMOS CONTINUE, SEU O QUE?


O
menino olhou apavorado para a mulher de cabelos ruivos, ela estava tão
transtornada que parecia que era feita de fogo.


-
Estamos brincan...


-
ENTÃO ME DEIXA BRINCAR TAMBÉM SEU BALOFO! VOU DIZER UMA COISINHA A VOCÊ...


-
Não grite com o meu filho! - disse uma senhora com cara do “Papaburger” do Mc
Donald's;


-
ENTÃO ESSA PESTE É SUA? ENTÃO O RECADO SERVE PARA OS DOIS, O MENINO DENTRO DO
LIXO É MEU FILHO E SE ALGUÉM, QUALQUER UM, TOCAR NOVAMENTE NELE, NÃO SERÁ O
PROFESSOR HALE QUE IRÁ APLICAR UM CASTIGO, E ACREDITEM VÃO SE ARREPENDER.


-
Você está fora de controle... Se o seu filho é esquisito...


A
mulher nunca terminou a frase, pois a mão de Scully acertou o seu rosto antes
que qualquer um pudesse segurá-la e quando a briga realmente ia começar Mulder
chegou a tempo de segurar o pequeno furacão vermelho.


-
Me larga!- Disse ela num tom de ódio


-
Calma, por favor, não precisamos de polícia perguntando a nós o que aconteceu e
do filho que não é nosso...


- Esquisito é o seu filho, por
colocar crianças inocentes dentro de latões de lixo! Aprenda a se comportar
como ser humano antes de vir falar qualquer coisa da minha família!


Somente
isso fez Scully parar, o medo de perder o pequenino que ainda estava dentro do
lixo, e com todo o carinho que podia retirou o menino do lixo e disse:


-
Vem com a mamãe Will... - E ele se agarrou a ela.





As pessoas aos poucos foram se
dissipando enquanto Scully apertava William contra o peito. Ele chorava
silenciosamente envergonhado por não ter conseguido se defender e ter precisado
da mãe para isto. Scully dava beijos na cabeça de William tentando ignorar o
cheiro de bananas e hambúrgueres que exalava do garotinho. Ele se agarrava
nela, querendo apenas o conforto e a segurança que ele precisava.


Já em casa, Mulder arregalou os
olhos à história que William contou todo empolgado.


- Ta brincando, e eu perdi essa?!-
ele disse com ar brincalhão frustrado por ter perdido mais uma da Scully e
depois sorriu para ela.


- Não foi bem assim...


- Não, foi mais! Você devia ter
visto, pai, ela foi incrível!- repetiu o pequeno pela 17ª vez aquele dia.


Depois de tudo, perto da hora do
jantar William estava impossível e Scully começou a pensar como uma criança se
recuperava rápido de algo como o que havia acontecido aquela tarde.


- Posso comer um muffin?


- William, daqui a pouco o jantar
vai estar pronto, vai pra sala brincar.


- Mas eu estou com fome!- diz
fazendo cara de cachorrinho pidão.


- Eu já estou terminando aqui... Tenha
paciência.


- Eu sou paciente.- disse ele
impetuoso.- Por favor.- disse ele com carinha de cachorrinho pidão.


- Não!


- Por favooor!!!.- disse ele com uma
cara de cachorrinho pidão que se parecia tanto com a de Mulder que doía.


- Não!


- Então um cookie.- disse ele
sorriso maroto.


- Não!


William ficou olhando com aquela
expressão de Mulder para ela, com apenas as pontas dos dedos sobra o balcão da
pia.


- Isso não vai funcionar, Will, ela
já está vacinada contra essa carinha...- ele ouviu Mulder quando ele chegou e
deu um beijo na bochecha de Scully.


- Por favor!


Scully suspirou e respondeu.


- Está bem...


- EBA!


-... Mas só depois do jantar.- disse
ela em um tom decisivo.


William então se jogou no chão e
começou a espernear.


- EU QUERO UM MUFFIN! EU QUERO UM
MUFFIN! EU QUERO UM MUFFIN!...


Scully parou de picar o que estava
picando e apenas olhou com a sobrancelha erguida e o lábio entreaberto para a
petulância do garoto. William, ao ver que tinha ido longe demais, parou e foi
para o quarto com a cara de pau de Mulder.


- Se eu não soubesse, diria que ele
é seu filho.- comentou Mulder rindo.


Scully o olhou com a mesma cara que
havia acabado de mostrar para William.


- Hum... É... Eu ouvi a televisão
ligada lá na sala. - ele também sumiu.





No dia seguinte quando Scully foi entregar o lanche para William
levar para a escola, ele estava de pijamas assistindo TV.


-
William! Você vai se atrasar para a escola!


-
Eu não vou! - disse determinado, e sem olhar para ela.


-
Vai sim! - disse em tom muito firme, pronta para mais um escândalo de William,
mas algo diferente veio dessa vez. Com um rostinho cheio de lágrimas William
disse baixinho:


-
Por favor, mamãe, não me obrigue a ir...


Então Scully percebeu, que não poderiam continuar ali, o
apartamento estava pequeno, seu emprego não era um dos melhores, e agora William
enfrentava problemas na escola, talvez um lugar novo para recomeçar, a família
que tinha sido negada a muito, a eles... Ela falaria com Mulder à noite...


Não demorou muito, e Scully
precisava ir para o trabalho. No corredor do prédio, como sempre, William saiu
correndo para chamar o elevador. Inesperadamente, então, Scully percebeu alguém vindo em sua
direção, olhou cuidadosamente e percebeu algo ruim, era Billy Miles, um
supersoldado. Scully tirou a arma do coldre, correu e entrou na frente de
William ficando entre ele e Miles.


- Fique longe dele! – ela
gritou!


Ela mirou, mas Billy
Miles continuou andando em sua direção, devagar, como um predador, certo de sua
caça. O tirou o acertou em cheio no peito. Ele a olhou com um humor malévolo,
como se dissesse, “você só pode estar brincando”. Mas então, ele começou a
tremer, ficou rígido e começou a derreter no chão antes de chegar perto deles.
Antes que ele se derretesse por completo, ele a ouviu dizer.


- Eu disse para você
ficar longe da minha cria!- ela tinha um olhar de leoa nos olhos azuis.


William olhou
maravilhado, abraçando-se a ela.


- Minha heroína!- William
falou com a emoção.
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MensagemAssunto: Re: Adiemus [O primeiro baby da parceria Dana-Jú(DKSMulder)/Elfa]   Qui Out 02, 2008 12:36 pm

2 meses depois





Ela estava arrumando o quarto de
William, que como sempre estava uma bagunça, quando encontrou sua velha
mochila, agora, William nem parecia mais o garoto franzino que eles haviam
encontrado naquele restaurante, ela colocou a mochila no armário, mas alguns
papéis caíram no chão, pelo rasgo que havia do lado, ela riu, pensando em
comprar outra mochila para ele, já que esta já não serviria mais, porque as coisas
mais caíam do que ficavam dentro dela.


Quando Scully olhou para o papel em
suas mãos e viu o nome William com a sua letra. Ela arregalou os olhos e abriu
o envelope com as mãos tremendo. Não era possível, ser ele... Como era
possível? Será que desta vez o destino havia funcionado a seu favor? Por dentro,
ela pedia em um mantra silencioso – “por favor, seja ele, por favor, seja ele”.
No instante em que Scully abriu a carta, não precisou ler seu conteúdo. Ela já
o conhecia décor.


Scully abriu a bolsa pelo zíper e
tirou de lá a boneca de Mulder e os papéis de adoção, lá estava, em sua frente,
a prova de que seu coração estivera certo. Ali em sua frente, estava a prova de
que William era o seu William, o William deles.


Mulder a encontrou ainda com lágrimas
nos olhos e ainda com os papéis nas mãos.


- Scully? O
que foi?


Ela ofereceu a boneca suja em suas
mãos, Mulder não entendeu, não sabia que ela havia trazido a boneca de Samantha
quando eles fugiram.


- Mulder, é
ele. – o sorriso que ela tinha no rosto poderia acender uma cidade e quando ele
viu os papéis de adoção, ele sorriu e chorou ao mesmo tempo, como ela havia
feito.


- Hei, por
que vocês estão demorando t...? – ele veio feliz e parou de supetão ao ver os
dois com lágrimas nos olhos.- Por que vocês estão chorando? – William teve
medo.


-
William... Meu William. – Scully o abraçou soluçando. – Não sabe quanto tempo
eu quis isto. Oh, meu Deus! Não dá pra acreditar! – ela o abraçou mais forte
ainda.


-
Ar...ar...- William disse sufocado.


- Oh, desculpe...



- O que
foi?


- William,
lembra quando te contamos que tivemos um filho, e que ele se chamava William
também?


William fez
que sim com a cabeça.


- É uma
longa história, mas os nossos nomes na verdade são Fox William Mulder e Dana
Katherine Scully... Esses nomes te dizem alguma coisa?


- Vocês
são... – um sorriso começou a se formar no rosto do garoto. – De verdade?


Mulder e
Scully menearam que sim com a cabeça e William correu para abraçá-los.


- Ainda
bem! William pulou de alegria, porque eu queria tanto chamar vocês de pai e mãe
– William disse ainda nos braços dos dois e soluçando. Eles continuaram
abraçados por um longo tempo até que Mulder comentou.


- Bem,
agora sabemos por que os supersoldados estão atrás de nós de novo.


E todos
riram.


Mulder e Scully olharam para o filho
que ainda os estava abraçando e o indagaram...


- Por que
você mentiu para nós, William? - Foi Scully que perguntou em tom calmo, mas
severo.


William apenas ergueu os ombros, não
queria confessar que tinha medo de que eles o devolvessem aos Van de Kamp.


-
William...- Mulder começou.


- Eu estava
com medo.- ele começou em um murmúrio.


- Medo de
quê?


William deu
de ombros mais uma vez e Mulder e Scully entenderam.


- William,
nós precisamos que você seja sincero conosco, ou como vamos poder confiar em
você?- Mulder continuou.


- Por
favor, não me façam voltar!-


Em meio a
essas palavras doídas, William se dirigiu ao sofá e sentou-se em posiçõ fetal. Ele
enxugou as lágrimas com raiva, não queria chorar, queria mostrar a mesma força
que seus pais sempre demonstravam em todas as situações, mas lá estavam elas,
para confessarem por ele o que ele não queria.


Scully se
sentou no sofá e o abraçou.


- Eu estou
feliz com vocês, eu estou feliz como eu nunca fui antes, é como se eu sempre tivesse
pertencido a vocês.- Eu amo vocês!- ele soluçou, se encolhendo mais perto de
Scully.


- Nós não
vamos te devolver, William, agora sabemos que separar você de nós novamente só fará
mal, a nós três. - sua mãe tinha lágrimas nos olhos. - Mas precisamos resolver
isto. Se eles foram capazes de te reconhecer, outras pessoas o farão também, e
isso nos coloca em perigo.


- Não quero
que você minta mais para nós, ok? Você não gosta quando mentimos para você,
gosta?


William
balançou a cabeça com afinco.


- Então, se
vocês não querem mentiras entre vocês, quem comeu o último bombom do vidro? -
William perguntou sarcástico.


Scully encarou Mulder que tentou
disfarçar. Os três riram, mas de agora em diante, havia sido decidido
silenciosamente que eles se mudariam da cidade, afinal, já haviam sido
reconhecidos ali, naquela noite, eles empacotaram tudo que gostavam, colocaram
em sacos de lixo, e rumaram para outra cidade, onde, agora, William seria
educado em casa.





9 meses
depois


Hospital Trinity


Washington,
DC


4:53 AM





Mulder saiu da sala encontrando
William na sala de espera junto a Mônica e Doggett, o garoto estava um branco
ainda mais pálido que sua cor usual e Mulder suspeitava estar mais ou menos da
cor dele. Haviam sido às 8 horas mais difíceis e milagrosas de sua vida. Scully
não quis que William a visse em trabalho de parto, mas William se recusou a
ficar em casa, então ele ficou o mais perto que podia deles. Ele provavelmente
imaginara que os gritos vindos de todos os lados da ala de nascimentos da maternidade
fossem de sua mãe, daí seu aspecto esverdeado.


Mulder ficara estupefato quando
Scully lhe disse, que este parto havia sido mais curto e melhor que o de
William, ele de repente criou uma nova admiração por sua parceira. Ele se olhou
no espelho e viu que faltavam alguns botões de sua camisa, provavelmente fora
há alguns minutos, quando ela o puxou pelo peito da camisa em uma das últimas
contrações. Mulder respirou fundo, para
parecer melhor para o filho deles.


- É uma menina!- disse ele sorrindo
e tirando a touca que lhe cobria a cabeça.- 3 quilos e 500 gramas, 50 centímetros, uma
cabeça cheia de cabelos ruivos, mãe e filha passam bem.


Todos na sala de espera respiraram
aliviados e vieram lhe parabenizar dando tapinhas nas costas, ele agradeceu e
se abaixou na altura dos olhos de seu filho mais velho.


- Quer conhecer sua irmãzinha?- ele
perguntou sorrindo.


William olhou para o pai, assustado,
e preocupado.


- A mamãe está bem mesmo?


- Está sim, campeão, ela me pediu
pra levar você lá pra dentro.


William pegou na mão de Mulder e os
dois foram para o quarto de Scully. Ao entrarem, Scully lhes sorriu da cama,
com o bebê, enrolado em uma manta cor de rosa clara, ela a estava amamentando. Mulder sorriu, ele havia
presenciado a primeira refeição do bebê e havia visto Scully amamentar William,
mas ele nunca se cansava da imagem.


- Olhe quem está aqui, neném, é o
papai e o seu irmãozão.- ela disse para ao bebê.


William se aproximou devagar da cama
e Mulder o colocou em cima da escadinha.


- William, quero que você conheça
Katherine Grace.- disse Scully.


William olhou rápido para ela e
sorriu. Aquele havia sido o nome que ele havia escolhido para o bebê. Ele olhou
de Scully para Mulder e de volta para Scully feliz quando os dois acenaram que
sim com a cabeça. Ele olhou de volta para o bebê, era pequena, mas ele já havia
visto bebês recém-nascidos antes, então não se espantou, era até bonitinha,
para um recém-nascido.


- Oi, Kathy, sou seu irmão mais
velho.- ele pegou a pequena mão que lhe apertou com força.


O bebê soltou o peito e olhou sonolenta
para o garoto que interrompera seu lanche, antes de fechar os olhos.


Scully se cobriu e a levou a nenê para
na direção do ombro para fazê-la arrotar.


- Posso pegar ela no colo? Disse
William.


Mulder olhou para Scully preocupado.
Scully disse que sim com a cabeça. E bateu em seu lado na cama para que William
se sentasse ao lado dela. Mulder tirou o sapato do garoto e Scully colocou o
bebê no colo dele. Ela não pareceu ligar de ser passada. William olhou para ela
maravilhado.


- Tem algo de especial em irmãzinhas,
não é, William?- Disse Mulder em meio a um sorriso calmo e singelo.


William sorriu de volta, mostrando
os dentes novos que cobriam sua janelinha.


- Ela é legal.- ele concluiu fazendo
os dois rirem.


E de repente uma pergunta que fez
arrepiar até o último pêlo na nuca de Mulder:


- Pai? Como se fazem bebês?


Mulder o olhou com sua cara de
pânico para Scully, que o olhou divertida.


- Não olhe pra mim, acabei de dar à
luz.


Mulder respirou conformado.


- William... Bebês... São feitos... Com...
– Mulder coçou a cabeça.- Ham.... Assim....Uma parte da mãe e uma parte do
pai...


Will ficou perplexo ao ver seu pai nervoso tentando lhe
explicar então comentou:


-
Pai, você não quer pesquisar, depois você me explica?


Mulder ficou ainda mais nervoso
sabendo que se William pesquisasse na internet, ele provavelmente encontraria
mais do que ele deveria.


Então
Scully suspirou e foi bem objetiva:


-
Will, quando duas pessoas, se amam...


Mulder
deu uma risadinha atraindo a atenção de Will, e Scully deu um olhar feio ao seu
amado, do tipo, "Se você não ajuda...NÃO
ATRAPALHE!!”



-
Quando isso acontece, eles resolvem ter filhos, então o papai coloca uma
sementinha dentro da mamãe...


-
Como ele coloca mamãe? - Com cara de curiosidade e deixando Scully quase da cor
dos próprios cabelos.


-
Fazendo... Hãããã... Amor Will...


-
Ah... Eles fazem sexo? Como aquelas pessoas do filme que vocês estavam vendo
outro dia?


-
William eu achei que tinha mandado você dormir!


-
Eu estava sem sono e... Espera aí então por que todo mundo tem vergonha de
falar isso se é só amor?


-
Então, é isso que acontece! - interrompeu Mulder, antes que a conversa chegasse
a outro ponto que ele não gostaria de ter que explicar.


A
bebê Katherine reclamou nos braços de Scully revoltada com o quase grito do seu
pai, e todos sorriram para ela. Então Scully olhou a sua família, e pensou em
tudo que eles haviam passado e disse:


-
Mulder, se tudo o que passamos foi o preço para termos essa família, eu faria
tudo novamente...


E
Mulder deu um olhar profundo para ela, e assentiu com a cabeça, com lágrimas
nos olhos. Sim ele entendia perfeitamente o que ela estava dizendo e concordava
com cada parte. Então esse era o: “Felizes para sempre” deles, o fim do conto
de fadas, ou melhor, apenas o começo...
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Adiemus [O primeiro baby da parceria Dana-Jú(DKSMulder)/Elfa]
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