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 Fic : Untitled

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MensagemAssunto: Fic : Untitled   Qui Jan 15, 2009 10:23 pm



Disclamer: Emily, William, Mulder, Scully, não são nossos, são da fox todos os outros são frutos do maravilhoso inconsciente élfico da minha parceira. (Ðåñå Kåthërïñë $¢µ££¥). Corrigindo, James e Julie são a criação mais fofa da tia Ju... hihihi (*Elfa*).



Gênero: MSR. Resumindo Shipper! Sr. Noromo, a menos que esteja disposto a mudar de lado essa fic não é feita para você então tchau! Só para não perder o hábito, ABELHAS FORA!



Classificação: NC - 17 (graças a Ba) hihihi



Agradecimentos: A Eve Dallas (Ba) que fez a cena NC-17, sem comentários, ficou maravilhoso miga obrigada!



Resumo: Quando a felicidade parece ser parte de um passado remoto a vida muda e mostra que sempre há alguma surpresa para aquele que tem amor...



Nota da autoras:



Ðåñå Kåthërïñë $¢µ££¥ : Mais uma vez, estamos aqui apresentando uma fic, ela é cheia de aventura, mas principalmente amor , que esta fic traga tanta alegria para vocês lendo quanto continua trazendo para nós escrevendo! À nossa sobrenatural conexão, todas aquelas vezes que eu disse uma idéia e vc respondeu : Eu tive a mesma idéia. VIVA ARQUIVO X! AND LET THE SHOW BEGIN!!!!!



* Elfa * : É Ju, faz quase um ano que começamos essa fic, e finalmente vamos começar a postar agora. Espero que vocês gostem pois do fundo do coração essa fic foi feita com muitooooo carinho. A Kathy meu bb ruivo, assim como o começo da história é baseada em um sonho que tive, mas o desenvolver do meu sonho foi um tanto diferente, como a Ju pode confirmar, mas ficaria muito longe do universo de Arquivo X então modificamos. Gostaria de ressaltar que a fic é fantasiosa, melosa e irreal, mas e aí tio CC fez coisa pior e ninguém falou nada... Então relaxe, chame uma babá e se prepare para nossos pimpolhos porque eles vão conquistar todos os corações.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Qui Jan 15, 2009 10:31 pm

Gente vai funcionar assim, vou postar um capítulo todos os sábados, provavelmente sábado a noite. Então como eu estava devendo esse post desde semana passada, sábado agora vou postar outro capítulo. Eu infelizmente não vou poder conectar todos os dias, minhas férias terminam dia 23/01, então se alguém mandar recado talvez demore para poder responder. Qualquer dúvida por favor entrem em contado.

Obrigada,
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Qui Jan 15, 2009 10:32 pm

2006

Gothenburg, Nebraska
10:53 AM
Ela abriu os olhos e tentou enxergar na escuridão. Algo havia acontecido, não havia movimento, luz ou barulho. Mas estava errado, eles nunca deixaram ela solta quando terminavam. Talvez... ela podia se lembrar do homem falando:
- Dessa vez ela não sobrevive. Essa substancia é extremamente tóxica. Nenhum ser humano sobreviveria...
- Mas ela é uma mutação...
- Ela é só um bebê resistente...
- Por isso mesmo, ela é extremamente resistente, você tem alguma idéia do quão resistente ela pode ser, e se sobreviver...
- Se sobreviver ela nunca sairá dessa sala...
- Não devemos confiar na filha de Mulder... Já tivemos muitos problemas com essa família...
- Mulder... Ele nem imagina o que fazemos com a pequena dele...
- Ela é a mãe dela todinha...
- Scully... ela é tão resistente quando a própria mãe...
- Estou com medo de deixar...
- Vamos logo e mande aquele imbecil vir tirar ela daqui e levar para a geladeira. "Eles" querem conferir tudo sobre ela.
- Além do mais... tem aquele outro bebê. A família Scully Mulder tem genes fortes. Ele ainda está na incubadora mas logo estará pronto para novos testes.
Eles achavam que ela estava morta... Então a pequena criança saiu no escuro tentando se orientar, ela sabia que a porta estava a sua direita, e caminhou até ela, estava aberta. Ficou praticamente cega no momento em que abriu a porta do corredor estava muito claro lá.
Foi perambulando por corredores vazios, sempre sentindo se havia alguém por perto para poder se esconder ou desviar. Ela encontrou uma placa que leu com facilidade, eles ficaram assustados quando ela pode ler o relatório deles também não se lembrava de como havia aprendido a ler, dizia Ala F, berçários. "Berçários?" Ela ia seguindo quando lembrou:
"Além do mais... tem aquele outro bebê. A família Scully Mulder..." sabia que provavelmente Scully Mulder eram os nomes de seus pais... então essa criança era da sua família, ela aprendeu sobre família nos vídeos q eles mostravam, e mostraram muitas e muitas coisas, só nunca sabiam se realmente estava entendendo, ela nunca os deixaria saber... "preciso achar a minha família..." pensou "famílias se amam e se cuidam... " repetiu mecanicamente como o filme que lhe foi apresentado. "Seria certo deixar esse bebê aqui? Ele vai passar pelas mesmas coisas que eu?"
Então entrou pela porta dupla, e sentiu a presença de alguém, o desespero a invadiu, aquele centro estava cheio de gente, e aquela parte onde ela estava não era diferente. Então ela sentiu alguém se aproximar.
- Olá garotinha! - disse uma mulher toda em branco, mas desfez o sorriso quando viu a cor pulseira que identificava que ela era do centro. - O q você está fazendo aqui?? - mas Katherine sentiu algo correndo por sua espinha, então ela controlou e percebeu que estava no comando da enfermeira. Enfermeira tirou a menina do chão, levou até um balcão apanhou uma tesoura e cortou a pulseira, levou ela no colo até a área dos berçários, "Encontre o bebê Mulder" e logo ela viu a coisa mais linda desse mundo, um bebê ruivinho, todo embrulhado numa manta branca, então deu outro comando.
"Nos tire do centro" a enfermeira colocou eles dentro de um carrinho com roupas sujas e quando perceberam já estavam em um lugar muito barulhento. "Cidade" e Katherine se lembrou mais uma vez dos vídeos.
- Preciso achar nossa família... qual é o seu nome bebê? - mas o bebê não respondeu, ficou olhando para ela.
- Ei estou falando com você! - disse zangada e o bebê começou a chorar. Mais uma vez lembrou dos vídeos "bebês choram".
- Então eu vou te chamar de bebê...
- Oi bebê eu sou a Katherine... - e sorriu - eu escolhi esse nome pq não gostava de ser 4.654.654.005, eu não sou um número...
- Sabia que esse nome é um dos nomes da mamãe? Eu sei pq vi na cabeça daquele moço... e o nome do papai é engraçado... ele tem o nome de um bicho muito bonito, ele se chama Fox... - ela viu o bebê chupando o avental dela - ei que para de comer a minha roupa!
Uma senhora parou atenta ao movimento das crianças, Katherine pegou o pensamento dela, "ela acha que estamos perdidos" e completou mentalmente " e estamos mesmo..."
Mais uma vez, se aprofundou nos pensamentos da senhora, ela só viu coisas boas. Ainda estava assustada, mas o bebê estava começando a ficar pesado, precisava de ajuda.
- Eu me perdi da minha família... a senhora pode nos ajudar? - disse a pequena menina.
- Claro garotinha você sabe onde mora? Ou o telefone de sua casa?
Ela sacudiu a cabeça num sinal negativo.
- Mas não vou poder ajudar, melhor levar vocês até o conselho tutelar assim eles podem procurar seus pais...
Algo na cabeça de Katherine trouxe algumas imagens terríveis, eles sabiam que ela havia fugido e estava furiosos, se essa tal de conselho procurasse esses homens?? Então mentiu pela primeira vez na vida:
- Por favor, não faça isso, na verdade eu fugi! - bom isso era verdade... - Minha madrasta é má! - disse em desespero real.
- Ok, mas não posso ficar com vocês... o que posso fazer?
- Por favor cuide de nós escondido por favor...
A senhora olhou de rabo de olho, mas não resistiu a aqueles olhos tão azuis.
Gothenburg, Nebraska
Duas semanas depois
Senhora Gare era uma ótima pessoa, e durante as duas semanas Katherine experimentou como era bom viver, ela sempre tinha uma guloseima para sua ruivinha. E sempre deixava a menina brincar no computador de seu neto.
E Katherine sempre aproveitava para procurar informações de seus pais ou do centro onde nascera. Até que um dia encontrou. As senhas, códigos e travas era bobos para ela, rapidamente Katherine achou sua ficha e de todas as outras crianças que haviam sido criadas com os genes de seus pais. Estavam em ordem numérica... Lia cada nome e ao lado a data do falecimento. Alguns viveram algumas horas apenas, e poucos mais que dias. Quando chegou a um certo número a data de falecimento estava em branco... E não estava ao lado de seu proprio número, e era um numero menor que o seu, o que significava que também não era o bebê, ela tinha outro irmão então... Será que ele estava em apuros? Katherine buscou mais informações no sistema logo viu a foto de uma menina muito bonita dizia que seu nome era Emily, e ela morava a dois quarteirões dali, no orfanato do centro. Ela olhou para a foto e pensou "familia se amam... familias se cuidam" ia saindo sem que a Sra Gare visse, e levou o bebê com ela, porque famílias se cuidam... Pegou alguns papéis, esperou que ela dormisse, então saiu, atrás de alguém que ela nem sabia direito quem era.
Orfanato Luther King
20:58
A pessoa que abriu a porta nem teve chance de registrar quem realmente estava na batendo, em poucos segundos Katherine tomou conta de sua mente e ordenou "traga Emily", e logo ela viu uma menina de cabelos claros e olhos azuis na porta.
- Oi Emily...- sorriu a pequena menina.
- Quem é você? - perguntou desconfiada, mas não deixou a menina responder... - você é minha irmã? A menina que fugiu do centro? - então com uma força incomum segurou a mulher havia atendido a porta.
- Ela está dominada... - ela disse a Emily que estava confusa da mulher não ter feito nada para se defender - precisamos ir, arrumei um lugar para ficar... - abriu a coberta que tinha em seu colo mostrando o bebê. - preciso que você me ajude a achar nossos pais...
- Claro, vamos nessa... - sorriu - qualquer coisa é melhor que viver aqui. - mas ficou arrepiada com as imagens que recebeu de Katherine.
- Ok existem coisas piores...
Quando elas chegaram a porta do prédio da Sra Gare viram um carro preto, e fumaça saindo das janelas de um dos apartamentos.
Casa de Sarah Gare
22:09
- Oh Sra Gare...
- Não Kathy eles estão lá ainda...
- Mas ela precisa...
- Kathy eu sinto muito, mas não podemos... - segurou a menina pelos ombros- Por favor eu preciso de você... - então a pequena começou a chorar, a única pessoa nessa vida que a tinha tratado com carinho estava morta, ela podia sentir isso, como um elo cortado. Sra Gare estava morta...
Então uma raiva tomou conta dela e ouviu era como se uma bolha de força saísse da menina explodindo todos os vidros do prédio e jogando os homens de preto de dentro do apartamento janela afora. Emily olhou assustada para Katherine.
- Kathy! PARE!- Katherine olhou para ela inocentemente.
- O que foi?
Emily pegou a menina pela mão e o bebê no colo e andou o mais rápido que as perninhas de Katherine podiam andar.
- Me promete que não vai mais fazer isto!
- Isto o quê? - Katherine perguntou. O que ela havia feito?
- Esquece, pentelha, vamos sair daqui.- Emily a pegou pela mão e elas se esconderam na traseira de um caminhão enquanto ninguém estava olhando.
Emily abraçou Katherine que chorou pela senhora Gare. Ela sabia o que era perder um ente querido.
- Não chore, pimentinha, vamos encontrar nossos pais.
Mas a menina continuou chorando então ela resolveu mudar de assunto.
- Ei, qual é o nome do bebê?
- Não sei. - ela disse soluçando.- Ele não me falou...
Ela disse simplesmente. Emily olhou para ela com uma sobrancelha erguida e o cenho franzido e então começou a rir.
- O que foi?- indagou sinceramente Katherine.
Mas Emily não conseguiu parar de rir.
- O que foi Emily?
- Em. A gente aqui fora usa apelidos, pra encurtar nomes, sabe? O meu é Em.
- Então o meu é Kathy.
- Ok, Kathy, bebês não sabem os nomes deles, são os responsáveis por eles que dão.
- Ah... mas por quê?
- Sei lá, acho que por que eles não sabem ainda.
- Então se eu chamar ele de Presuntinho, ele vai responder por este nome a vida inteira?
- Bem, ele provavelmente vai te odiar a vida inteira também, mas sim, ele vai responder... por isso nomear uma pessoa é uma coisa muito importante.
Ela ficou em silêncio por um momento e então disse.
- Mas fui eu que escolhi meu próprio nome... então eu posso estar com o nome errado?
- Não, Kath... você escolheu o seu porque você já sabia o que era nome... provavelmente... do que eles te chamavam antes?
- 4.654.654.005... o seu número era...
O coração de Emily doeu ao saber disto e ela parou de rir.
- Ei... tudo bem, você escolheu um nome bonito, Kathy...
Katherine sorriu sabendo que aquilo era um elogio.
- Você também, Em...
- Na verdade... foram meus pais que escolheram esse nome para mim.
- Você conheceu o papai e a mamãe?
- Já nos cruzamos uma vez, mas foram meus pais adotivos que escolheram este nome pra mim.
- E onde eles estão?
- Eles morreram, há muito tempo atrás...
- Sinto muito, Em.
- Tudo bem, agora vamos ganhar novos pais e eles vão ser maravilhosos e eles realmente se amam. Então... que nome vamos dar ao pirralhinho?
- Pirralhinho?
- Ao bebê, Kathy.
Kathy olhou para o bebê e olhou para uma lata de coca jogada no canto do caminhão.
- Que tal Coke?
- Não... tem que ser um nome de gente...
- Eu não sei, e se forem mãe e pai que tiverem que nos dar nomes?
- E se a gente demorar muito pra encontrá-los?
- Eu quero... eu quero... - Katherine não sabia o que queria direito - acho que eu quero a Sra. Gare. Eu quero que ela me pegue no colo e diga que me ama... - e baixou o rostinho e começou a chorar.
- Calma Kathy... - então começou a contar para Katherine. - quando eu estava no centro descobri muita coisa sobre o papai e a mamãe... - forçando a memória para se lembrar Emily teve uma ideia. - SAM! - o bebe olhou prontamente para ela.
- Quem é Sam, Emily?
- Sam era a irmã do papai... podemos chamar o bebê de Sam...
- Mas como vai ser o apelido de um nome tão curto? Vamos chamar ele de S?
- Não, Sam já é o apelido Kathy... o nome dela era Samantha...
- Mas o nome dele vai ser Samantha então?
- Não isso é nome de menina...
- Mas ele não é menina - disse a pequena puxando as mantas e a fralda para mostrar o pipi do bebe.
- Ok Kathy - riu a irmã mais velha. - ele pode se chamar ... Samuel o que acha?
A menina pequena sorriu, era um nome bonito, bem melhor que presuntinho ou Coke...
- Hey Kathy... você sabe que - antes que Emily pudesse falar a menina completou.
- Que temos um irmão que não mora no centro?
- Isso...
- Eu sei, eu fui feita por causa dele...
- Como assim?
- Eles tem medo do que somos capazes Em... Eles querem ter certeza de algo que possa destruir a nossa família quando for preciso.
- Então resolveram testar em mim...
- Mas não deu certo...
- Não.
- Temos que achar o nosso irmão, ele pode estar encrencado...
- E eles estão atrás dele? - novamente Emily confirmou. - Precisamos fazer algo...
- Ele está na casa de uma familia chamada Van de Kamp. Podemos achar eles na lista e avisar.
- Mas ele nunca vai acreditar...
- Precisamos tentar algo!
- Ok...
Emily emprestou um telefone em uma loja dizendo para a atendente que ela precisava ligar para seus pais para irem buscar elas ali.
- Alô?
- *alô* - disse um garotinho sussurando.
- William - disse Emily
- *socorro estão invadindo a minha casa* então o garoto começou a choramingar *eles estão levando meus pais...*
- William meu nome é Emily, voce precisa fugir.
- * eu to com medo*
- Nos vamos buscar você
- * quem é você? *
- Depois eu te falo se esconde. - e desligou.
Lugar desconhecido, Wyoming
Elas só conseguiram uma carona para aquele endereço muito tempo depois. Então só chegaram no dia seguinte. A cena era muito parecida com a do dia anterior. Havia o carro preto parado na porta da residencia, e a casa estava queimanda. Emily sentiu um calafrio na espinha e se assustou quando Katherine falou.
- Ele está perto...
- Onde Kathy?
- Ali! - apontou para uma árvore muito grande, meio afastada.
Quando chegaram perto não havia nenhum movimento, então Emily chamou:
- William? É a Emily!
- VAI EMBORA.
- Não grite seu burro! - disse Katherine.
- Quem é você?
- Eu sou a sua irmã.
- Não Kathy...- disse Emily mas era tarde demais.
- Eu não tenho irmã.
- Vamos William, se não esses homens vão te pegar.
Ele parou de se esconder e sumiu no meio do mato, ele mal sabia a surpresa que esperava por ele.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Sab Jan 17, 2009 4:45 pm

8 meses depois



Kallispell, Montana

Outubro de 2006

6:21



- Hey William acorde...

- Hummmm...

- ACORDA!!

- AHHHHHHHH!!!!!! – o menino gritou assustado- Eles estão invadindo!!!!!!!!!!!!! AHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!- parou e olhou tudo ao seu redor – Kathy? Você me assustou – disse o menino coçando os olhos com sono. – O que você quer?

- Eu encontrei eles... – disse a menina com um olhar misterioso.

Ao ouvir isso William sentou rapidamente na cama. E viu as outras pessoas no quarto.

- Onde Kathy?? Onde eles estão? Estão bem? Alguém os pegou?

- Não Will, eles estão escondidos, mas não sei como estão, sei quais nomes estão usando, mas como mudam sempre está difícil ter notícias precisas. Porém acho que agora conseguimos alcança-los, estão perto daqui, acho que aquele boato que espalhamos sobre os pontos de luz no vilarejo vizinho atraiu o papai.

- Mas será que ele trouxe a mamãe? – disse olhando seus irmãos.

- Claro William, é mais fácil os homens do Governo serem inocentes nessa história toda do que papai e mamãe se separarem de novo. - disse Emilly como toda adolescente com um tom impaciente. Fazendo o pequeno Samuel sorrir em seu colo.

- Então vamos encontrar com eles- disse William já se levantando e pegando o primeiro casaco que viu- Vamos lá.

- William é muito perigoso sair todo mundo junto, precisamos decidir quem vai. – Disse a menina mais jovem.

- É claro que sou eu – disse William – eu nasci da mamãe, então eu sou o filho principal.

- Isso não é justo William – disse Katherine, colocando as mãos na cintura – ela não é mais sua mãe só porque você saiu dela...

- Verdade, - completou Emily- Eu vou pq sou mais velha, e mais madura. Vocês são muito pequenos.

Então uma pequena discussão começou, todos queriam ir ao encontro de seus pais. Então Emily disse:

- Não adianta, não vamos conseguir decidir quem deve ir, todos nós queremos muito isso.

-Então vamos juntos!!!! – gritou William querendo logo ir ao encontro dos seus pais.

- William Scully Mulder... como você acha que eles vão se sentir em ver quatro crianças...

- Eu não sou criança – Emily disse dando um olhar zangado em direção a Katherine.

-Ok, três crianças e uma adolescente chamando eles de papai e mamãe???? Sendo que eles acham que só tem um filho e que esse filho está seguro no lar adotivo que eles arrumaram??!! Oi estamos falando da família Mulder lembra-se? Não confie em ninguém??

William ficou triste, queria muito mesmo ver seus pais, mas entendeu o que sua irmã disse.

- Vamos tirar na sorte então! – sugeriu Will.

- Ok boa idéia...

Katherine cortou sua fita rosa em vários pedaços diferentes e completou:



- Cada um escolhe um pedaço, quem tirar o maior é quem vai encontrar papai e mamãe...



Will foi o primeiro, tirou um pedaço pequeno de fita e ficou emburrado, logo Emily puxou o seu, e sobrou um para Katherine e quando ela abriu a mão, ela disse:



- É Will, ela é mais velha de qualquer forma ia saber explicar tudo de uma forma bem melhor que nós... - disse Katherine bem triste. William chegava a fazer biquinho.

- Eu não vou demorar, enquanto isso, tomem conta de Samuel.

E Emily apanhou um agasalho e piscou para os irmãos.

- Kathy... e se mamãe e papai não acreditarem nela? E se nunca mais acharmos eles?

- Nós temos que ter fé Will.

William não estava se conformando, então Emily se ajoelhou em sua frente.

- Will, você é forte igual a mamãe?

Will fez que sim com a cabeça.

- Então faça igual a Kathy e fique aqui cuidando do Sam, ok?

Will deu um suspiro.

- Tá bom...

Estava bem tarde e escuro, a cidade vizinha não era longe, mas ela precisava passar por uma estradinha de terra, ela tremia, não sabia se era nervoso por estar indo ao encontro dos pais, se era o frio seco que batia em sua pele ou se a bicicleta que passava pelas pedras. Logo ela estava na entrada de Whitefish e já conseguia ver o hotel de onde estava.

Repetia o número do quarto como um mantra:

- Quarto 21, quarto 21, quarto 21, quarto 21, quarto 21...

Ela bateu na porta e quando seu pai a abriu, ela caiu sobre ele. Ele a pegou e a carregou para dentro do quarto.

Quando Emily acordou, ela estava ladeada por Mulder e Scully a olhando preocupados.

Então ela se lembrou de seus irmãozinhos sozinhos na pequena cabana próxima à ponte. Scully lhe ofereceu uma caneca de chocolate quente.

- Tome isso, vai ajudá-la a se esquentar...

Emily tomou. E começou a se levantar, mas Mulder a segurou.

- Ei, vai com calma...

Era engraçado, ela havia querido tanto vê-los novamente, mas agora que estava na frente deles, não sabia como jogar uma bomba... ou melhor, 4 bombinhas em cima deles. Então resolveu falar tudo de uma vez.

- Não sei se vocês se lembram de mim... mas meu nome é Emily, tenho 12 anos...

Mulder olhou triunfante para Scully.

- Eu DISSE que era ela!

Scully ofegou.

- Não pode ser...

Arregalou os olhos azuis, e começou a chorar.

- Oh, meu Deus...

Emily agora se viu em um impasse, como ela poderia dizer agora que ela tinha mais três crianças se só ao vê-la, sua mãe tivera aquela reação.

- É... mãe? - Eu encontrei o Will...

- Mas eu pensei que você havia morrido, oh meu Deus! - Scully a abraçou. - Você está bem?- Scully se lembrou da última vez que havia visto Emily.

Ela não havia escutado a última linha dela. Ela espera a notícia registrar. Scully desmaia e Mulder a olha em pânico.

- Scully - diz segurando a ruiva que caia.

- Sinto muito, mesmo, ai meu Deus, e agora... imagina quando eu falar dos outros?!!!!!!



Mulder pareceu ignorar as desculpas de Emily focado em ajudar Scully. Quando Scully acordou viu Mulder observando ela:



- Noite... tive um sonho e tanto...

- Não foi sonho...



Scully se virou e viu a menina loira que a observava assustada no canto da cama.



- Oi mãe...

- William... Onde ele está? - Se levantando depressa.

- Ele está bem, estamos escondidos aqui perto...

- Ele está sozinho? - disse Mulder se levantando.

- Não... ele está com Kathy e Sam...

- São seus pais adotivos? - perguntou Scully, extremamente triste, sabia que os pais adotivos não iriam abrir mão de suas crianças.

- Não... na verdade... não sei como dizer isso...

- Então tente, nós te ajudamos- disse Mulder tomando a postura de psicólogo.

- Katherine e Samuel, são nossos irmãos, são filhos de vocês também, foram feitos como eu... quando Kathy fugiu do centro tirou Samuel da incubadora, ele havia acabado de nascer... então ela me encontrou, e eu me lembrava de você, e com isso fugimos e começamos a procurar vocês... e acabamos encontrando o William.

Emily tinha muito a contar, mas se sentiu obrigada a parar diante da cara de choque dos seus pais.

- Nós temos quatro crianças... - disse Scully, Mulder olhava em pânico para ela.

- Três, eu não sou criança...

- Meu Deus, Scully, 4 filhos, nós temos 4 filhos! - ele exclamou extasiado. Sabia que Emily não podia ser sua, mas era sua só por ser de Scully.

Scully não tinha palavras, então como um pequeno furacão Scully se levantou e gritou ordens a todos. E Mulder pensou, "Wow, vamos lá G Woman".

- Mulder, pegue suas coisas, e você Emily, coloque esse casaco logo, vamos rápido.

- Calma Scu...

- Não pense, nosso filhos estão sozinhos, mexa o seu traseiro antes que eu chute ele dessa cadeira!!!!!

- Cuidado Emily, mamãe está brava.

Scully lançou um olhar gelado a Mulder, que imediatamente calou a boca e foi pegar suas coisas.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Sab Jan 17, 2009 4:46 pm

A viagem foi curta e logo eles estavam na cabana que as crianças ocupavam. Eles mal haviam saído do carro e William correu para abraçar Scully. Ele a abraçou pelos joelhos e ela o puxou para um abraço forte, beijando tudo que podia encontrar no filho.

- Senti saudades, mamãe!


Os cílios de William e Scully se congelaram com as lágrimas que eles derramaram.

- Meu Deus, como você está grande.- ela disse entre beijos estalados.- Mamãe também estava morrendo de saudades.- disse Scully aliviada por ter o vazio em seus braços, finalmente preenchido.

Eles entraram na cabana com William ainda grudado ao colo de Scully, era como se ninguém mais existisse. William sempre fora o garotinho da mamãe.

Quando eles entraram, viram uma garotinha com cabelos incrivelmente ruivos carregando um bebê de poucos meses no colo, como se fosse uma bonequinha. Eles olharam para aquele pequeno clone de Scully e sorriram. Scully finalmente colocou William no chão, mas ele não largou da mão dela. A garotinha linda colocou delicadamente o bebê no chão e ele engatinhou até o casal, se sentou em frente a eles e levantou os bracinhos gorduchos para ser carregado. Scully o pegou e decorou cada pedacinho dele. Apenas Mulder percebeu que Katherine havia ficado para trás, tímida atrás do velho sofá que ocupava o centro da sala.

Mulder caminhou para ela com um sorriso apaixonado.

- Você deve ser a Katherine.

Katherine fez que sim com a cabeça.

- Quer me dar um abraço, Katherine?

Katherine fez que sim com a cabeça novamente e entrou nos enormes braços de Mulder, chorando.

- Ei, não chore, isto é bom, não é?- ela se aconchegou no peito do pai.- Quantos anos você tem?

Ela mostrou 5 dedinhos para Mulder.

- Uau, uma mocinha já.- ela ficou impossivelmente vermelha, como sua Scully sempre ficava quando ninguém estava vendo.

- Ei, o gato comeu a sua língua?

Ela deu uma risadinha.

- Não.

- Hum, ela tem voz... que voz bonita que ela tem.- Katherine riu de novo.

- Obrigada.

Ele olhou para Scully com um enorme nó na garganta. Scully o encontrou no meio, e ambos sorriram.

- Posso chamar você de papai?- ela disse baixinho, com medo que ele escutasse dissesse que não.

Mulder quis chorar quando ouviu a dúvida e o medo na voz de uma criança que nunca deveria ter conhecido tais sentimentos.

- Claro que pode princesinha.- ele disse com carinho o apelido que lhe saíra com tanta naturalidade.



Katherine sorriu para o pai, e agarrou o pescoço dele novamente, e ele ouviu um barulho estranho.



- Kathy... que barulho foi esse?

Ela ficou sem graça, vermelha quase da cor dos seus próprios cabelos.

- Foi minha barriga... estou com fome...

- Mas você nem comeu o jantar... você e nem ninguém! - disse Emily

William deu um sorriso maroto e se escondendo atrás da mãe gritou

- Lógico Emily, vc fez uma gororoba nojenta para a gente comer.

- O que você fez para eles? - perguntou Scully divertida ao ver o aborrecimento da menina.

- Gelado de arroz integral!

- Ok! Eu tive uma idéia - disse Mulder, vendo que aquela conversa ia levar ele a ter que comer a gororoba que a menina tinha feito.- Eu vi uma pizzaria na cidade aqui ao lado. Quem quer ir???



Todas as crianças gritaram juntas : " EUUUUUUUUUU" até Emily esqueceu que estava aborrecida, e se juntou ao coro. Scully olhou para Mulder pensando em questionar, olhou as cinco bocas que ia ter que alimentar se fosse retrucar a ideia da Pizza...



- O que foi Scully? Não gostou da ideia?

- Amei... Viva a pizza, mas não podemos sair com as crianças de pijamas...E você vai me ajudar.

- Ok!

- William e Katherine, eu quero que vocês peguem uma muda de roupa bem quente para vocês, e você Emily, coloque mais uma blusa, e um gorro antes que pegue uma gripe, eu vou me trocar e depois eu troco o Sam, Mulder, pegue nossas coisas e separe algo quente para nós... está muito frio hoje...

Scully se virou para Emily.

- Em, vocês trouxeram roupas?

Em foi para o quarto e Scully a seguiu. Eles não tinham muitas roupas, a maioria eram roupas que lhes foram dadas, mas algumas estavam em bom estado, Scully anotou na cabeça que teriam que comprar roupas no outro dia e escolheu algumas para cada criança, tendo o cuidado de escolher blusas o suficiente quentes para o ar lá fora. Pegou uma bolsa e colocou fraldas e um pouco do NAN1 para Sam.



Quando Scully estava colocando seu casaco, virou e se deparou com um William sorridente.



- Já estou pronto mamãe...

- Eu também- disse Emily que chegou esbaforida vestindo um casaco rosa berrante.

- Onde está a Katherine???

- Estou aqui, Scully- disse a menina bem baixinho, e quando Scully virou para dentro do quarto ela estava pronta, na cama, trocando o Sam.



Todos foram correndo para o carro, e Emily que era maior correu e se sentou em uma das janelas, quando William e Katherine chegaram a briga começou.



- EU QUE VOU NA JANELA KATHERINE - e William puxou a irmã que já estava escalando o carro.

- Mas eu cheguei primeiro...

- MAS EU QUE VOU...



Então Mulder virou para Scully, e disse:



- Meu amor, acho que nossos filhos nunca viram um carro na vida

- Não meu amor, acho que eles já viram sim o pior é que só temos duas janelas para eles dividirem...

- Crianças não briguem - disse Scully, mas a gritaria continuou - Crianças... - ninguém prestou atenção - CALEM A BOCA!!!!

As duas crianças olharam para ela caladas na mesma hora e todos olharam assustados, e Katherine foi empurrada para o meio por um William muito esperto

- William vai na janela na ida e Katherine vem na janela na volta.

William mostrou a língua para Katherine a olhando vitorioso. Katherine abaixou a cabeça e começou a chorar bem baixinho...

- William, não mostre a língua para sua irmã.

E Mulder, olhou pelo retrovisor, olhou para Scully, e olhou novamente pelo retrovisor para Katherine e disse:

- Scully, que tal você dirigir hoje?

- Claro Mulder... mas por que isso? - vendo a expressão do seu parceiro.

- Ah nada não, você se incomoda?

- Não sem problemas...



Ele saiu do carro e ela se sentou no lugar do motorista, mas ele não foi para o lugar dela, foi para o banco de trás e abriu a porta pegou Sam do colo de Emily e disse:



- Querida vai na frente com sua mãe por favor...

- Ok - disse eu uma contende Emily que foi animada para o banco dos adultos, e para o assombro de Scully, Mulder sentou no banco de trás entre os filhos e colocou Katherine na janela... Katherine olhou para Mulder como se ele fosse seu herói.



Eles foram para a pizzaria e Mulder e Scully ajudaram William e Katherine a comer, eles pediram que a garçonete esquentasse a mamadeira de Samuel e enquanto Mulder cortava a pizza de William e de Katherine (em suas cadeirinhas), Scully dava a mamadeira para Sam. Foi uma noite muito animada apesar da viagem agitada.

Scully parou no umbral da porta olhando extasiada para os quatro milagres adormecidos.



Quase não conseguia acreditar no que estava vendo.



Sentiu os braços de Mulder a envolverem e se encostou no corpo dele, apreciando o silêncio confortável que os dois sempre tiveram juntos.



-Quase não consigo acreditar nisso, Scully. Quatro. Nós temos quatro filhos.



Scully virou nos braços dele, esfregando o nariz no tórax de Mulder, sentindo a emoção inunda-la.



-Quatro, Mulder.- Ergueu os olhos, vendo os dele rasos d'água. -Quatro milagres.



Mulder olhou para as camas, sentindo o coração bater forte no peito, a saudade e a dor que ele prendeu por tanto tempo chegando próximas as superfície.



-Quando Emily morreu, senti que estava perdendo uma filha, Scully. Queria tanto poder ter dividido aquilo com você.



Scully ergueu os olhos, vendo a emoção crua nos olhos dele. "Onde ele escondeu tudo isso?"



-Não queria dizer nada porque você estava sofrendo tanto. Mas senti que tínhamos perdido nossa garotinha aquela noite

-Nós a temos de volta, agora. Junto com nosso outro milagre.

-Nosso bebê.

-Sim, nosso bebê.

Mulder vira dos dois, ficando de frente para uma outra porta.O quarto iluminado apenas por um raio de lua.

Os dois olham para William, vendo-o dormir encolhido na cama, as cobertas enroladas nele como um casulo.

-Meu pequeno Mulder.

Os dois riem, assistindo William dormir.

-Nosso bebê tem os seus olhos. O mesmo adorável tom de azul.



Scully sorri, as bochechas ficando vermelhas.



-Ganhamos mais dois milagres essa noite.

Os dois assistem Sam dormindo, tranqüilo, no moisés.



-O cabelo dele é ainda mais ruivo que o seu. Nosso pequeno furacão.



-E nosso anjinho tímido.

Eles viram de volta, olhando para Katherine dormir na cama ao lado de Emily.

-Tão parecida com a minha Scully. Tímida igual ela, mas com o coração tão doce. - Scully sorri, sentindo a felicidade tomar conta dela.

-Fica vermelhinha igual você, Scully.- Ela cora, fazendo-o rir.

-Venha, vamos pra cama. Amanhã teremos um dia muito agitado.



Scully fica parada, assistindo seus filhos dormirem mais uns minutos antes de ir com Mulder para o quarto.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Sab Jan 24, 2009 6:57 pm

************ /////////////??????????????????????????????????\\\\\\\\\\\\\\\\\\****************

ATENÇÃO NC - 17, menores de idade e pessoas que não


curtem cenas quentes por favor pulem esse capítulo.


Participação especial (mentira ela que fez sozinha essa parte Embarassed ) : Eve Dallas (Bazinha I love you ), mais uma vez obrigada.


************ /////////////??????????????????????????????????\\\\\\\\\\\\\\\\\\****************


Quarto


20 Min depois





Scully está deitada na cama, assistindo Mulder terminar de se aprontar para dormir. Deus, ela ama tanto esse homem. Ele tem sido seu parceiro de todas as formas possíveis a tanto tempo, que não consegue se quer pensar em sua vida sem ele. Assiste ele vir para a cama, o corpo e o coração respondendo a presença dele como faziam a anos. Sorri ao sentir os braços deles a puxarem para junto do corpo dele, a cabeça se encaixando entre o ombro e o pescoço. Sente os lábios dele sobre o cabelo, erguendo o rosto pra ele. Mulder deposita um beijo suave sobre a testa dela, as mãos acariciando as costas, puxando-a suavemente para junto de si até coloca-la sobre o seu corpo. Os cabelos dela caem suavemente ao redor do rosto, criando uma cortina ruiva que sempre o deixou cativado.



-Amo você, Scully. - Ela sorri, mordendo suavemente os lábios dele, percorrendo o caminho até mordiscar o lóbulo sensível.

-Amo você também, Mulder. - Ela passa os dedos pelo peito dele, vendo a pele ficar arrepiada.

-Estou tão feliz, Mulder. Tão feliz... - Ela desce pelo corpo dele, fazendo um caminho de beijos até a marca de bala no ombro, beijando-a.

-Tenho você comigo e nosso bebê de volta. - Os dedos de Mulder escorregam por entre os cabelos dela, as mãos acariciando as costas, descendo até os quadris.



Os movimentos suaves fazem a pele dela ficar arrepiada e ela suspira alto quando sente os dedos brincarem sobre a tatuagem que ele nunca deixou que ela removesse. Mulder os gira na cama, ficando parcialmente deitado sobre o corpo dela.



-Scully... - O nome dela. E somente isso. Tanta coisa, tanto sentimento, tanto amor numa única palavra.



Ela sente os lábios dele roçarem suavemente sobre os lábios dela, imitando os seus próprios movimentos. Ele percorre o corpo dela com beijos suaves, mordendo o mamilo de leve, ouvindo os gemidos baixinhos que ela dá. Quando a língua acaricia a ponta endurecida ela geme o nome dele, os dedos puxando os cabelos dele. As mãos de Mulder percorrem o corpo dela, descendo pelo estômago, percorrendo com as pontas a pele suave das coxas até chegar ao joelho. Ele puxa a perna ligeiramente para fora, subindo a mão pela parte interna da coxa, ouvindo um suspiro suave de prazer. Ele sente as unhas dela correrem pelas costas dele, o arranhando de leve ao mesmo tempo em que sua mão alcança a área sensível entre as pernas dela. Ele se move suavemente na cama, até ter o rosto sobre o dela. Fica assistindo a expressão dele mudar à medida que seus dedos começam a se movimentar sobre o sexo de Scully. Ela abre os olhos suavemente, e ele vê o azul vívido ficando borrado de prazer. Movimenta os dedos suavemente, sentindo a maciez do corpo dela acentuada pela umidade.Scully sente um dos dedos de Mulder penetra-la suavemente, gemendo o nome dele. Ela o puxa pra cima de si, fechando os olhos e murmurando coisas desconexas. O corpo dela está ficando cada vez mais tenso, o prazendo fazendo-a necessitar cada vez mais de tê-lo dentro dela. Os movimentos dele ainda são suaves, delicados, excitando-a cada vez mais.



-Mulder... - Ele sorri, percorrendo o corpo dela com os dedos. O toque delicado e possessivo ao mesmo tempo.

-Dentro de mim, Mulder. Quero sentir você dentro de mim.



Mulder encosta a testa na dela, os olhos dos dois presos um no outro. Sente o corpo dela se abrir pra ele a medida que se move pra dentro dela, uma calidez suave e deliciosamente apaixonada que era só a sua Scully.

Começa a se mover dentro dela lentamente, assistindo a expressão de prazer do rosto dela, os olhos borrados, quase vítreos. As mãos dela percorrem as costas dele, os braços. Scully sabe o quanto ele gosta de assistir os olhos dela enquanto fazem amor, mas o prazer de tê-lo dentro dela, de sentir os movimentos apaixonados dele a vence, e ela fecha os olhos, jogando a cabeça suavemente para trás, sussurrando o nome dele. Os movimentos dos dois começam a ficar mais intensos, os dedos deles se entrelaçando a medida que a paixão aumenta. Scully sente os lábios de Mulder sobre o seu pescoço, os quadris dos dois se movendo cada vez mais forte. Os gemidos roucos dele fazendo o corpo dela se arrepiar, os movimentos ritmados, fortes, deixando-a cada vez mais excitada.

Mas é seu nome, repetido suavemente, na voz cheia de prazer dele que a fazem perder o controle. Ela ergue o torso, movimentando os quadris com força, gemendo um rouco "Mulderrrr" que o faz se mover ainda mais rápido sobre ela. Os corpos estão cobertos com uma camada suave de suor, os movimentos lisos, fluidos. Os lábios dele percorrem os seios dela, mordiscando, sugando. Os dedos dela se apertam ainda mais aos dele. Ela sente o corpo ficando tenso, os movimentos dele ficando mais profundos ao senti-la se aproximar do gozo. Ela sussurra o nome dele, vendo-o erguer a cabeça e assistir o rosto dela. Aperta os dedos dele, assistindo o rosto dele se aproximar do seu. O prazer está tomando conta do corpo dela. Os olhos dele mostram a ela todo o amor que ele sente, todo o prazer que estar dentro dela traz a ele. Quando sente o rosto dele se encaixar na dobra do ombro dela, Scully vira o rosto suavemente, sussurrando numa voz rouca, o êxtase completo expresso em palavras.



-Meu Mulder.



O gemido rouco dele mostra pra ela o quanto ele está perto. Os movimentos ficam menos ritmados e mais profundos. Os corpos estão tensos. Nos rostos, o prazer nu. Scully geme alto o nome dele, fechando os olhos e apertando os dedos dele com força ao sentir os dentes dele mordendo-a suavemente. O nome dela. A voz dele, rouca e suave pelo prazer, a embalam enquanto o corpo dela voa pela extremidade e ela goza. O aperto do corpo dela e o gemido longo o levam além do controle, e Mulder se perde no prazer. Ao sentir ela gozar e murmurar o nome dele, ele se entrega, gozando junto com Scully enquanto, arfante, diz o nome dela repetidas vezes.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Sab Jan 31, 2009 6:33 pm

No dia Seguinte



Scully acordou com um Mulder sorridente e totalmente vestido à sua frente e crianças totalmente vestidas e agasalhadas a olhando empolgadas.



- Mamãe! Acorda!- William disse pulando na cama com ela.- Papai disse que vai levar a gente no shopping!

Scully olhou confusa para ele e ele deu de ombros.



Ela se vestiu enquanto Mulder alimentava as crianças e viu a bagunça que estava a cozinha.



- Não se preocupe, vá comendo que eu limpo a cozinha.



Ela comeu rapidamente e limpou cada criança depois de comer.



- Você não deu muito açúcar pra eles, né?



Mulder a olhou sem entender qual era o problema.



- Mulder! Você encheu as crianças de açúcar?!- ele a olhou em pânico.

- Por quê? Acha que isso vai fazer mal pra eles?

- Não bem pra eles, pra nós. Crianças ficam agitadas quando comem muito açucar.



Kallispell Shopping Mall

10:16



E dito e feito. Tudo naquele dia, desde o café da manhã foi exaustivo, desde a briga pela janela do carro.

William estava impossível e Katherine só tentava se segurar, Scully via que ela se segurava muito e que William tirava proveito dessas situações e quase sempre saía ganhando. A primeira parada foi a ala de bebês, onde Scully escolheu um carrinho com cadeirinha de carros combinando.



Eles compraram roupas novas para as crianças e para Emily. Cobertores melhores, e Mulder insistira em levar uma fantasia de Anastácia para sua princesinha, com sapatos e arquinho. Scully achara adorável como ele insistiu em levar o kit inteiro.



Depois disto, já era hora de almoçar. Eles foram à praça de alimentação onde Emily e William insistiram em comer um McLanche Feliz. Scully quase perguntara por que as roupas novas tinham que ser de "mocinha" se ela queria tanto o brinde de McLanche Feliz, mas resolveu ficar quieta. Katherine olhava confusa para o grande M amarelo à sua frente e não entendia por que todo aquele alvoroço, Mulder e Scully lhe perguntaram que brinde ela queria ao que ela respondeu de olhos arregalados.



- Eles DÃO esses brinquedos de brinde?!



Mulder quis chorar mais uma vez e Scully engoliu um nó na garganta.



- Escolhe qualquer um que você quiser, querida.- Scully lhe sorriu.

- Eu quero o cachorrinho cor de rosa, pode?



A simpática atendente lhe deu seu cachorrinho e ela ficou o encarando com admiração.

Eles terminaram o "almoço" relativamente rápido e William entrou na loja de brinquedos no caminho para a saída do Shopping.



William entrou embalado e quis tudo, Scully recusava e raramente dizendo que sim para algumas coisas, que eram um pouco úteis e educativas. Mulder resolveu ficar com Katherine, que olhava com olhos arregalados a tudo ao seu redor. Ela parava de vez em quando e ao contrário do que Mulder pensou, não se interessou por nenhuma boneca, mas parou extasiada na seção de bichinhos de pelúcia, ela viu um gato de pelúcia, branco, e olhou em volta antes de alcançá-lo. Ela o ficou olhando e disse admirada para Mulder:



- Ele é lindo, náo é?

- É sim, parecem os seus olhos.



Ela riu e colocou o gato de volta na prateleira com uma expressão dolorida, como se ela nunca pudesse possuir coisa tão bela. Ela saiu da loja sem nada enquanto William saiu com um livro, um DVD e um quebra-cabeças. Scully olhou para Mulder impotente.



- Ele tem o seu olhar de cachorrinho pidão. - ela o acusou.



Mulder puxou Kathy enquanto Emily e Scully colocavam as outras crianças dentro do carro e deu um embrulho dourado para a filha. Katherine o olhou confusa, mas pegou o presente. Ela abriu rápido e quando viu o gato dentro do pacote, sua felicidade era tanta que Mulder podia senti-la de onde ele estava.



Cabana Abandonada



Naquela noite, quando eles estavam colocando as crianças para dormir, Katherine os abraçou forte e sussurrou:



- Obrigada, papai, obrigada, Scully, este foi o melhor dia da minha vida. - Ela disse sorrindo em sua camisola nova, se abraçando ao seu amigo inseparável.



Quando Katherine se abraçou ao gato, Mulder sentiu uma curiosidade.



- Qual vai ser o nome dele?

- É ela.- ela sussurrou.

- Ok, qual vai ser o nome delA?

- Posso dar um nome pra ela?

- Claro, ela é sua agora.

- Kitty.- ela disse rindo.- Kitty da Kathy.



Mulder riu e bagunçou os cabelos da filha.



- Boa noite Kathy, Boa noite Kitty.



A noite estava sendo muito tranqüila, as crianças dormiram fácil, e eles estavam realmente cansados. Como tanta coisa poderia mudar em apenas em 24 horas, pensou Scully, como tudo com o que mais sonharam, cai do céu, assim simplesmente em seus colos, ela não faz idéia, mas nunca vai reclamar nem mesmo questionar, pois tudo que sempre questionaram só resultou em aborrecimentos. Agora não, sem aborrecimento chegou a época do felizes para sempre da família Scully Mulder...

Então Mulder a abraçou como se ele compartilhasse da mesma idéia, como se aquilo fosse belo demais para ser Verdade então ele disse:



- Estou com medo de acordar e estarmos sozinhos em um quartinho de hotel de beira de estrada, ou então estar em meu sofá e acordar com Skinner me ligando dizendo que você abandonou os Arquivos X ou qualquer outra besteira...

- Eu também Mulder... então vamos combinar de continuar sonhando para sempre - ela disse e lhe mandou um olhar de derreter.

- Hum Scully acho que você está tentando ter um sonho pornográfico aqui...

- Seria um sonho bem melhor que aqueles seus vídeos que não eram seus...



Ele a puxou num beijo quente, e deslizou os dedos pelas costas dela, e sentiu quando ela se torceu no aperto dele, tudo estava ficando bem quente quando ele ouviu um grito de cortar o coração, então ele sabia, não era o bebê, Sam ainda não era capaz de gritar "não", nem William o menino era pequeno mas tinha a voz grossa, e Emily era grande demais para um grito tão fino, só podia ser ela, sua pequena ruivinha, ele correu desesperado pelos corredores da casa sem mesmo notar que seus outros filhos estavam lá, o medo de ver a luz levando a sua pequena era enorme, então ele alcançou o quarto, a pequena criança estava se torcendo na cama, obviamente tendo um pesadelo.



- Não me machuque mais, Ahhhhhhhhhh, por favor NÃOOOOO...



- Acorde Kathy... vamos acorde... ACORDE..



- NÃOOOOOOOO ME MACHUQUE - e acordou empurrando Mulder com toda a força de seu pequeno corpo, pulou pela cama e foi parar no canto do quarto com os olhos arregalados em terror, tremendo dos pés a cabeça.

- O que eles fizeram com você?



Ela chorava baixinho, encolhida, então ele se aproximou.



- Querida, o que está acontecendo?

- Não deixe que eles me machuquem papai...- ela implorava com os olhos.



Foi quando ele viu, pequenos cortes na cabeça de Katherine, marcas quase invisíveis e totalmente cicatrizadas, mas sinais de que ela havia passado por algum tipo de experiência. E Mulder mais uma vez os odiou com toda a força de seu coração. Então Mulder a agarrou pelos lados, até mesmo a assustando.



- Vem com o papai docinho... - ela não questionou só apontou para o gato branco sobre a cama, então seu pai sorriu e pegou o novo companheiro de sua pequena... Quando ela tentou descer do colo dele, ele completou:

- Nah... amanha a gente limpa os pesadelos desse quarto, hoje você vai dormir no quarto da mamãe e do papai, lá eu tenho certeza que só tem sonhos bem bonitos...

- Eu também quero papai!!!!!!!! - Pulou William na cama.

- Mulder temos mais um para o acampamento - disse Scully que estava com Sam a tira colo. Então todos sorriram ia fica bem apertado.



Então quando eles iam para o quarto passaram pelo quarto de Emily, e Mulder fez sinal para Scully.



- Você vem Em?

- Não - sorriu boba - isso é para bebês...
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Sab Jan 31, 2009 6:34 pm

Quando todos estavam encolhidos na grande cama de casal, ouviram uma batida na porta.



- Sim Em...


- Acho que o aquecedor do meu quarto está ruim, tá muito frio lá.

- Eu acho que ela está com medinho - caçoou Will

- Eu te pego pirralho...

- Ei tem lugar para todo mundo - disse Scully... só que não havia.



Então Mulder tirou o colchão da cama, e pegou os colchões das crianças fazendo um grande tatami improvisado no chão.



- Bom trabalho Mulder... - sorriu Scully

- Ta orgulhosa do seu McGyver particular?



Todos dormiram juntos, e Mulder estava certo, naquele quarto não havia nenhum pesadelo. Mesmo porque, se algum tivesse a coragem de se aproximar da sua pequena ele estaria acordado para afugentar. Mulder acordou todo babado, durante a noite Kathy havia escalado ele, e agora dormia de bruços em seu peito a boca aberta e escorrendo. Era uma visão linda, e então ele fitou o resto de sua família, até mesmo Emily que não era sua filha, estava perfeita nesse quadro de família feliz. Mulder nunca havia conhecido isso, nem mesmo quando era criança, nem mesmo quando Samantha estava viva, esse conceito de felicidade era totalmente novo. Ele alcançou no criado-mudo por seu celular e tirou uma foto de todos, inclusive Scully, babando ao seu lado, e de cada um de seus filhos e Emily.

Então ele tentou descer a menina de seu colo, mas ela estava firmemente agarrada ele, puxou ela para seu colo sentando e encostando a cabeça dela em seu ombro, ela continuou dormindo profundamente, e então pensou "noite difícil hein pequena", resolveu fazer café, mas ela estava tão confortável dormindo que sentiu pena em deixa-la, desceu as escadas com ela a tira colo, mal sabia que ali estava nascendo um hábito...

Quando Scully chegou na cozinha Mulder já havia preparado o café da manhã, e William estava sentado sorrindo para o seu cereal, Emily já estava terminando seu pão com geléia, Sam estava no cadeirão sendo alimentado pelo pai mais lindo do mundo, ele lhe deu um sorriso iluminado, e quando se virou ela viu a pequena ruivinha presa à cintura dele agarrada a uma mamadeira velha.



- Mulder, não é bom dar mamadeira assim, ela já está grande, e faz mal aos dentes...- Antes de ter oportunidade de continuar a falar ela viu seus filhos tampando os ouvidos e o biquinho de choro de Katherine se formando e o espetáculo começou.

- Não leve a minha dedeira Scully... - fez outro biquinho- eu amo minha dedeira... por favor... - e desatou a chorar.

- Calma Katherine - disse assustada- fique calma querida...



Mulder olhou divertido para a Scully que estava apavorada com a fragilidade da menina.



- Shhhh calma anjinho, ninguém vai pegar a dedeira da Kathy. – ele disse.



E só depois de muitos soluços é que ela parou, mas continuava agarrada ao velho objeto. Mulder sentou Kathy sobre a mesa, e foi e abraçou Scully e lhe deu um beijo.



- Pegue leve querida, acho que você assustou ela.

- Ela está um pouco arredia comigo Mulder, não sei o q está acontecendo.

- Talvez você precise de um pouco mais de paciência, nem mesmo reparou que a mamadeira é bem antiga, Emily disse que quando encontrou a Kathy e o Sam ela já estava com essa mamadeira...



Scully tentou passar a mão na cabeça de Kathy, mas Kathy apenas se agarrou mais ao objeto. Scully tentou lutar contra a tristeza que lhe tomou quando viu que a menina tinha dificuldade em lhe aceitar e parecia tão natural com Mulder. Ela soltou a xícara sobre a pia e encarou Katherine, a menina tremia cada vez que Scully a olhava. Então ela decidiu que isso não poderia continuar assim e disse:



- Não vou pegar sua mamadeira Katherine, mas ela não faz bem a saúde e ... – Antes de terminar a frase Scully deu um passo em direção a Kathy e com uma agilidade fora do comum a menina saltou do balcão correu para a sala e subiu as escadas e assim sumindo de vista. Mulder encarou Scully preocupado e ela fez sinal que estava tudo ok, apesar dela não ter confiança nisso.

- Hum, que cheiro é esse? - Mulder disse cheirando o ar.



Scully olhou dentro das calças de Samuel e disse:



- É, Mulder, parece que você vai poder aprimorar a sua técnica de troca de fraldas. - Mulder a olhou com cara de pânico.

- Mas Scully, eu...

- Não tem desculpa, Mulder, dessa você não escapa.- ela disse jogando o bebê no colo de Mulder. Sam dá uma gargalhada gostosa e Mulder o olha indignado.

- Vocês combinaram isso, né?



Mulder foi para o quarto com o bebê e quando Scully chegou, ele já havia terminado, a fralda estava toda aberta do lado do trocador e quando Mulder ergueu o bebê, a fralda, que estava do avesso, caiu. Scully suspirou e pediu que Emily cuidasse dos irmãos menores. Mulder olhou com cara de nojo para a fralda suja, ele estava até suado tentando decifrar o mistério. Ela deu uma risadinha e enrolou a fralda suja.



- Mulder, quando você tira uma fralda, você a enrola assim.- disse ela enrolando a fralda. - E gruda estes adesivos de volta na parte onde estavam grudados quando estavam no bebê.- ela disse fazendo.

- Como uma coisinha deste tamanho pode fazer tanta sujeira? E o que você andou dando pra ele pra feder tanto? - Scully o olhou revoltada.

- Meu filho não é fedido! Tenho certeza que o seu também não é cheiroso...

Ela colocou as mãos na cintura e ia continuar, mas foi interrompida quando viu a pequena fonte de urina atingir a camisa de Mulder. Mulder olhou a camisa em pânico e em seguida indignado para ela.



- É assim, é? Vem aqui, meu amor! Deixa eu te dar um beijo.- ele foi em direção a ela com a camisa molhada.

Ela parou de rir e correu.

- Quer que eu te ajude ou vai continuar tentando me abraçar?

- Humpf... quem é a nojenta agora.- Mulder murmurou.



Scully ignorou o comentário e continuou instruindo.



- Me dê essa camisa que vou colocá-la para lavar. Enquanto isso, encha a banheirinha e vá lavando ele.- Quando Mulder voltou para o quarto, com o bebê na toalha de toquinha, Scully quase o beijou de tão lindos que eles estavam.

Scully colocou uma fralda nova enquanto Mulder secava o bebê, que balbuciava sem parar. Quando Mulder terminou, ele deitou o bebê na fralda.



- Agora, proteja as genitais dele com a fralda para ele não te acertar de novo, pegue um algodão com água e limpe o pipi dele, isso... descole a fita adesiva de trás e cole na parte da frente, nessa parte mais lisa... não aperte muito, mas não deixe muito solto.



Mulder seguiu as instruções e logo eles tinham um bebê limpo e com fralda. Ergueu o bebê para ver se não caía e não caiu, ele sorriu para Scully e seus olhos brilhavam, ele não tivera chance de treinar com William, nem com nenhum de seus filhos, ele foi para a abraçar e ela o parou.



- Mulder? Que tal um banho? - ela também estava feliz de ter presenciado este momento. Mulder assentiu com a cabeça.

- Agora você não tem mais desculpas, vai ter que fazer sozinho.


- Sim, mamãe.- ele caçoou e ela deu um tapa no braço dele.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Sab Fev 21, 2009 5:50 pm

Alguns Dias Depois



A casa estava uma bagunça, Sam estava gritando a plenos pulmões, Katherine estava chorando em um canto da sala, William estava jogando seus brinquedos no ar, Emily estava com o som no máximo. E pela primeira vez, Scully pensara. "Como minha mãe conseguiu fazer isso?!?!?!" Ela e Mulder passavam o dia todo cuidando dos três menores, e tentando lidar a montanha russa de emoções que era Emily. Não estava sendo fácil, nesse momento eles haviam se escondido no velho porão da casa, e Mulder colocou a mãos na cabeça e perguntou a Scully:



- Quando isso vai melhorar?

- Mulder daqui para frente só vão dar mais trabalho...

- Impossível Scully...

- É só você imaginar 4 Emilys... – Mulder olhou em pânico para ela. Ele coçou a cabeça em um gesto de desespero. Quando William os encontrou. Mulder encarou Scully que lhe deu um olhar cansado, William estava com o um sorriso iluminado na face, ele foi até seu pai o abraçou e disse:



- Papai? – Ele escalou o colo de Mulder e lhe agarrou o pescoço.

- Sim William – disse Mulder em tom cansado.

- Só queria te dizer que eu te amo... Igual eu amo a mamãe... e que eu sempre senti sua falta... – Mulder sentiu um nó na garganta. Meninos dificilmente faziam declarações como essa, principalmente um menininho que havia sido abandonado, mesmo que contra vontade, ainda no berço por ele.

- Obrigado William, eu também te amo... – ele disse inalando o perfume do xampu do menino e lhe beijando o topo da cabeça.

- Você me ama mais do que você ama a Kathy? – disse ele desconfiado.

- Amo vocês igual, assim como você ama a sua mãe e a mim. – William olhou em seus olhos procurando algo que pudesse desmentir essa declaração, como não encontrou sorriu mais uma vez e saiu saltitando pela escada.



Scully sorriu ao ver tudo isso e tentou segurar o riso quando viu lágrimas nos olhos de Mulder.

- É, Scully... dá trabalho, mas vale a pena.



Os meses se passaram e a família caiu numa rotina confortável até que Mulder e Scully chegaram a pensar que eles quase eram um casal normal com seus 4 filhos.



Quando eles foram ao supermercado outra vez, Scully pegou Kathy pela mão e a levou até a prateleira de copinhos com bico.



- Ei, Kat, o que acha de você escolher um copo com bico?.



- Mas eu gosto da dedeira. - Katherine começou a fazer cara de choro.



- Não, querida, a gente não vai jogar a dedeira ainda... mas a gnt não pode escolher outro copo pra ser só da Kathy?



- Vai ser só meu?- Kathy parecia gostar da idéia.- Kathy sorriu.



- Sim, querida, só seu.



Katherine apontou para um copo rosa com as princesas da Disney e Scully o pegou sorrindo.



- Que bonito! Pra sinalizar que você é a princesinha da casa, não é?



Katherine fez que sim com a cabeça.

- Então é esse que vamos levar.- Scully pegou o copinho e deu um beijinho na bochecha cheia de sardas da menina.



- E o que você acha de a gente escolher um bico pra dedeira?



Katherine balançou a cabeça vigorosamente.



- É só o bico, meu amor, é pra você não pegar doença por aquele bico velho...- Scully disse suavemente.



- Mas eu... eu gosto do bico velho.- ela esfregou as lágrimas que já caíam.



- Está bem, está bem.- Scully a pegou no colo.



- Não precisa chorar, meu amor, eu não vou trocar o bico se você não quiser, é que o bico pode deixar você dodói se a gente não trocar de vez em quando.



Katherine respirou fundo e acenou que sim com a cabeça.



- Tá bom...



- Tá bom?



- Esse daqui.- ela pegou um bico de silicone igual ao dela para a mamadeira e o deu à sua mãe.

Scully pegou o bico com um sorriso no rosto.



- Você me fez muito orgulhosa agora, viu.- Katherine sorriu orgulhosa e feliz e voltou a encostar a cabeça no pescoço de Scully.



Emily estava cuidando de Sam quando viu e pensou " Oh meu DEUSSSS!!!!!!!!!!! Eles tem o dvd do High School Musical" e nem percebeu quando o pequeno saiu engatinhando pelo hipermercado, pelas araras de roupas, e se perdendo entre as muitas pessoas que estavam por ali. Quando Scully chegou perto dela pergunto:



- Cade o Sam?



- Está aqui- e apontou para a bolsa de bebe que estava em cima dos seus pés sem olhar não se dando conta do menino sumido -



-NÃO EMILY ISSO NÃO É SEU IRMÃO - disse desesperada.



Mulder percebendo que Scully estava brigando com a menina que estava pálida como cera foi ajudar.



- O que houve?



- ELA PERDEU O SAM...



- Calma Scully nós vamos acha-lo



- MULDER ELE NÃO TEM NEM MESMO UM ANO...



- Scully, calma



- CALMA ????????? VC DEVIA ESTAR AJUDANDO ELA E...



- Eu estava segurando meus dois furacões de cinco anos... talvez se vc perguntar a mãe do SAM vc receba uma resposta melhor que essa, pois eu acho que ela não estava com criança nenhuma... - disse ferido.



- Cade a Kathy e o Will? - disse depois do choque inicial.



- Eles estão ali - e olhou para o carrinho de compras abandonado do hipermercado.



- OH MEU DEUS...



Scully teve vontade de machucar fisicamente seu parceiro de oo anos...



- Will devíamos ter avisado que vamos procurar o Sam, acho que eles vão ficar meio preocupados...



- Deixa de ser boba Kathy, mamãe vai ficar feliz quando nós acharmos nosso irmão.



- Ok só tente não esquecer onde estávamos, pq eu não lembro mais...



- Vc não lembra? - disse com cara de pânico.



- Will a gente se perdeu também...



A pequena menina colocou as mãos sobre o rosto e Will caçoou.



- Já vai chorar?



Ela olhou para ele com a bochechas bem rosas e os lábios vermelhos formando um biquinho lindo.



- Vou...



Ele balançou a cabeça, e tentou rir, mas não tinha graça, ele estava assustado... e não agüentou e começou a chorar. Foi quando ela viu, em baixo da banca de verduras, o pequeno sorridente.



- Sam...



- Dadadadada -disse pqno esticando os bracinhos para irmã.



- Tive uma idéia Will, vamos falar com o segurança...



- Não, não confie em ninguém Kathy lembra?



E ela ignorou o menino e foi até o segurança, em menos de cinco minutos seus nomes tinham sido anunciados e Scully corria ao encontro de seus filhotes e Mulder, com cara de desorientado ainda não sabia se abraçava ou dava bronca em cada filho. Scully abraçava William e o beijava no rosto e depois abraçava Katherine e a beijava no rosto e depois o fazia com Sam enquanto dizia.



- Nunca... mais... façam... isso... estão me ouvindo?! Meu Deus, não sabem como assustaram a mim e seu pai!



- É verdade, eu quase apanhei... e ainda nem sei como responder a tudo que sua mãe me chamou... - ele cutucou o ouvido ainda chiando pela gritaria de Scully.



- Mamãe, o papai ainda está assustado... - disse William, não perdendo a piada...



Scully olhou para Mulder o fuzilando para que ele não falasse mais nada.

Ela deu um último abraço nos três menores.



- Vocês vão andar no carrinho até completarem 15 anos.



- Graças a Deus que não fui eu quem desapareceu.- Emily riu imaginando seus irmãos em carrinhos de agora pra frente.



- E você, dona Emily, vai aprender a não se dispersar de seus irmãos, vamos andar juntos de agora pra frente.-



Scully disse séria.



Emily fez cara de pânico.



- Mas, MÃ...- o argumento se perdeu quando ela viu a expressão de sua mãe e ficou resmungando.



Quando eles voltaram pra casa, estavam cansados e outra briga teve de ser apartada antes da hora de dormir.

Scully comentou com Mulder que teriam que arranjar um lugar maior que tivesse um aquecedor mais eficiente antes de irem dormir.



William pega o a boneca de Katherine e ela começa a chorar quietinha, Scully a pega no colo.



- Katherine, o que foi?- Katherine apenas chora e se encolhe mais perto de Scully.



William, tomado de ciúmes, tenta empurrar Kathy do colo de Scully dizendo:



- Sai, ela é a minha mãe! É só minha! SÓ MINHA!



Scully olha possessa para William.



- William, eu sou mãe de vocês quatro! Você tem que aprender a dividir! Sente-se lá no canto até você aprender que tem irmãos e que não pode tratá-los assim.

William olha para ela a desafiando, cruzando os bracinhos e fincando os pés no chão. Scully se levanta ainda com Kathy no colo e o pega pelo braço. Ele vai esperneando.



- NÃO NÃO Não é justo! Não é justo! - ele chora inconsolável.- POR QUE ANTES VOCÊ ERA SÓ MINHA E AGORA EU TENHO QUE DIVIDIR?! NÃO É JUSTO! - Scully parou tensa e se agaixou em frente ao filho.



- Como assim, "você era só minha e agora eu tenho que dividir?"- Scully perguntou ao filho que agora tinha uma expressão mista de ter revelado um segredo sem querer e desafio para não dizer.



... - William.- o tom de Scully era grave como nunca antes e Emily teve impressão de que alguns criminosos provavelmente se sentiam como William quando sua mãe os interrogava.



William olhou para suas irmãs, que não ajudaram muito.



- Do que você se lembra?



William viu algumas lágrimas ameaçarem a cair dos olhos de Scully e sentiu a dor dela.



- Tá bom, mamãe, tá bom, mamãe! Eu conto!- ele disse abraçando a mãe dele. Como Mulder, William odiava ver a mãe chorando.



- Depois do eu conto, não chora mamãe vai isso... Eu me lembro que você cantava William was a bulfrog... e que quando eu era pequenininho, só tinha eu, e que a gente andava bastante de carro, e que eu ficava bastante na vovó, mas que quando a gente ficava junto, você me pegava no colo e me balançava, e olhava pra mim... eu não gosto quando você chora, mamãe, porque da última vez que eu vi você chorando, você me deu pros Van de Kamp, e eles me trataram bem, eles também gostavam muito muito muito de mim, mas eu queria ter ficado com você.- William soluçava.

Scully segurou o menino entre os braços sentindo a culpa por ter deixado William as lágrimas caiam.



- Mamãe nunca mais vai te deixar Will... – ela disse ao seu ouvido – eu prometo.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Sab Fev 21, 2009 5:57 pm

Duas semanas depois...



Mulder havia estado cheio de mistérios nas últimas semanas, hoje, quando ela voltara do trabalho, ele lhe receberam com um sorriso no rosto e não deixara ela se trocar, dizendo para ela vir com ele assim que pudesse. As crianças já estavam todas prontas para sair e ela não teve outra escolha a não ser ir.

Eles dirigiram por uns 20 minutos e Mulder estacionou em frente a uma casa enorme, no meio do que parecia uma chácara.



- Mulder, por favor, não diga que veio encontrar um informante com as crianças!



Mulder tirou uma chave do porta-luvas. e a guiou para dentro da casa. Ele entrou e algo estranho chamou a atenção dela, não havia móveis na casa, foi então que sua mente cansada se deu conta do que ele estava tentando lhe dizer...



- Mul...



- Não, não diga nada, apenas venha comigo.



As crianças correram pela casa.



- Crianças, não corram! Fiquem juntos com a gente.- Scully se preocupou.



Mulder a guiou para as escadas e para o final do corredor. Ele abriu a porta.



- A Suíte master, com direito a banheiro com banheira... - ela lhe sorriu, sentia falta de sua banheira em seu apartamento de Georgetown.- tem 8 quartos, e mais 3 banheiros, dois escritórios, um sótão e um porão, cozinha completa, sala de visitas, sala de TV, sala de jantar, um quintal enorme, uma piscina para os dias quentes, a gente podia construir um parquinho para as crianças, um balanço na varanda.



- Mulder... olha o tamanho dessa casa... a gente não pode... como vamos pagar a hipoteca, ou mesmo as...



- Não se preocupe com isso, Scully... - ele disse enigmático.



- Como assim, não se preocupe com isso? Mulder? O que você não está me contando?



- Antes de fugirmos, coloquei todo o meu dinheiro em contas na suiça, eu herdei as casas de Quonochontaug e Martha's Vineyard quando meus pais morreram e, bem, eles não me deixaram exatamente com uma mão na frente e outra atrás...

As crianças corriam de um lado para o outro explorando toda a casa enorme e reivindicando quartos já, elas corriam felizes, até mesmo Emily estava empolgada.



- Vê? As crianças gostam...



- Mamãe, a gente vai morar aqui?- perguntou William empolgado a olhando com olhar de cachorrinho pidão.



- William...



- Por favor? Eu gostaria de morar aqui e Kathy e Emily também.



- Mulder, mas como vai fazer para...



- Eu pedi sigilo para a corretora, só estamos esperando sua resposta.



Neste momento, todos olharam esperançosos para Scully.



- Está bem, está bem...



- YES- veio o grito empolgado de todos e Mulder se aproximou dela e lhe deu um beijo apaixonado que demorou

vários minutos.



Se ela não estava de sua decisão até ali, aquilo a convencera.



3 Semanas Depois



Em duas semanas eles estavam de mudança pronta, não havia muita bagagem além as roupas das crianças, um tanque com peixes dourados, e o básico para o bebê.

Cada criança pôde escolher um quarto. Mulder não havia poupado despesas ao comprar a casa, e com o dinheiro da casa em Martha's Vineyard, eles conseguiram comprar a casa e a decorar ao gosto de Scully.

O quarto de William, era com o tema de Harry Potter, eles haviam comprado todos os livros e todos os filmes e já estavam nas prateleiras. A cama dele já estava arrumada com a colcha do bruxinho, as prateleiras exibiam os bonecos de Harry, Rony e Hermione e havia um grande W na cabeceira da cama, pois William dizia que era a letra de seu nome e que eles eram os Weasleys.

O quarto de Katherine era o quarto da Bela, sua cama era em forma de livros, tinha cortinas como uma cama de princesa, o quarto era inteiro cor de rosa, o banquinho de sua escrivaninha era uma xícara, completo desde o Relógio e o Candelabro até o vestido amarelo dentro do armário. O quarto de Emily já era personalizado, todo em lilás, com direito a notebook na mesa de estudos e um painel com foto de book na parede. O quarto de Sam era em azul e branco, com tema de Procurando Nemo, todo em fundo do mar, inclusive os bichos de pelúcia do desenho.

Haviam mais dois quartos de visitas, um escritório, e o quarto do casal, Mulder havia deixado Scully se deliciar na decoração, o banheiro deles tinha uma banheira de hidromassagem o triplo da banheira dela em Georgetown, um chuveiro separado, e duas pias.

A família entrou no carro, e olhou uma última vez para o casebre que frequentaram.



- Gente, vamos dar tchau para a casa?- Scully perguntou empolgada do banco da frente.

Quatro pares de olhos se viraram para a casa. Emily olhou um pouco melancólica para a velha casa, Kathy e William disseram "Tchau casa" em coro enquanto Sam acenava com a mãozinha, gesto que havia aprendido há alguns dias.

- Tau, asa.

William e Katherine riram.

Mulder deu uma última olhada para o lugar que nunca esqueceria, pisou no acelerador e foi em direção à cidade. Kathy tirou o cinto de segurança e se virou para tras, dando tchau enquanto o carro se afastava. Quando a casa não era mais vista, ela se sentou de volta e abraçou Kittie.seu gato de pelúcia.

Quando eles chegaram na frente da nova casa, cada criança tomou o cuidado de pisar primeiro com o pé direito, como Mulder havia dito, Scully ergueu os olhos, só mesmo Mulder para falar para as crianças para fazerem aquilo.



Algumas semanas depois



Mulder havia acabado de fazer o café-da-manhã e viu Scully verde carregando Samuel entrar na cozinha seguida de William e Emily.



- O que foi?- ele perguntou preocupado.- Você não me parece bem.



- Deve ter sido algo que eu comi...



- As crianças parecem bem... e Emily também.- ele disse quando Emily o olhou torto quando ele a incluiu nas crianças.



Scully então jogou Samuel no colo de Mulder e saiu correndo para o banheiro mais próximo.

Mulder colocou Sammy na cadeirinha e olhou para Emily que suspirou e começou a arrumar os irmãozinhos. Ele saiu correndo atrás de Scully.

Ele a encontrou debruçada sobre a patente regurgitando o conteúdo ainda não digerido da pizza de noite passada. Ele se ajoelhou e puxou o cabelo dela para trás esperando para ela terminar. Quando ela terminou, ele lhe passou uma toalha úmida e lhe enxugou o rosto.



- O que foi aquilo?- ele indagou duro e preocupado.



- A pizza de ontem.



Ela disse enxugando o rosto e se encostou no peito de Mulder, que a envolveu em seus braços. Ela ouviu as batidas fortes e rápidas do coração dele.



- Estou bem, Mulder, não se preocupe... é só uma indisposição.



Mulder não acreditou naquilo, mas viu que ela estava cansada demais para discutir. Quando ele olhou para a porta, ele viu quatro pares de olhos azuis olhando para eles preocupados. Ele tentou assegurá-los de que tudo estava bem, com o olhar, mas não conseguiu transmitir pelos olhos esta mentira, pois ele mesmo estava desesperado de medo.

Ele carregou Scully para o quarto e a deitou no colchão. Scully se virou para o outro lado e dormiu.



- Papai, a mamãe está bem, não está?- William perguntou com lágrimas nos olhos.



- Não é o câncer de novo, é?- sussurrou Kathy.



Emily viu o estado emocional do pai e começou.



- Não, gente, a mamãe está bem, vamos comer, senão vocês vão ficar doentes também.



Eles relutaram em sair do quarto, principalmente Kathy, ela nunca procurava contato com a sua mãe, mas agora ela parecia bastante interessada no mal estar dela, ela olhava intensamente Scully que suava frio na cama, então fitou William, e novamente olhou a sua mãe e disse:



- Will, você também pode ver?



- Ver o que Kathy?



- Aquilo. - e apontou para Scully.



- A mamãe é claro - disse com uma voz tímida.



- William Scully Mulder... você sabe que não é isso que eu estou perguntando - disse tão firme que conseguiu pegar a atenção de seus pais.



Mesmo assim William continuou com a cabeça baixa e rodando um dos pés no carpete. Só quando ela lhe lançou um olhar, que Mulder mais tarde taxou como olhar patenteado Scully, é que ele corou e respondeu.



- Claro Kathy você sabe que eu posso ver tbm.



Ela sorriu para o irmão, mas ele não retribuiu, na verdade ele teve a pior reação, saiu correndo chorando, o que deixou os expectadores assustados.



- Katherine, o que está acontecendo? O q vcs viram que fez William chorar? - perguntou Mulder



- Ele não gosta de compartilhar a mamãe...



- É já percebemos isso, mas o que ele viu e pq ele vai ter que "compartilhar a mamãe"?



- Ah papai, Will acha o máximo ser o único que nasceu da mamãe...



- E... isso não vai mudar meu bem - disse Scully - Não podemos voltar no tempo e...



- Isso já mudou Scully - disse a pequena com olhar misterioso - você não está doente, e vc papai não precisa ficar tão verde... agora o Will vai dividir o reinado com o bebe novo - E Kathy imaginou se devia corrigir a frase para os bebes, mas não, era melhor eles se acostumem primeiro com a idéia de um novo bb, depois com a idéia de dois novos bbs.



Sorriu e saiu sapeca saltitando pelo corredor. Mulder olhou retardadamente para o corredor, e voltou novamente sua atenção para Scully.



- Duhhh Scully... nossos filhos são Arquivos X em miniatura...



- Nem brinque com isso Mulder... - disse como se seus filhos não tivessem dito nada além de que o dia estava nublado.



- Você acha q...



- Por favor Mulder no momento não quero pensar nisso...



- Mas Scully...



- Mulder vc já parou para pensar - e disse isso com um brilho feroz nos olhos - que serão cinco...



- NOSSA.... Verdade...



- Mulder por favor me deixe ficar quieta e pensar que isso que acabei de ouvir é irracional demais para acreditar, que eles são apenas dois bbs crescidos que estão se divertindo contando uma mentira aos adultos...



- Mas Dana...- mas a tática não deu certo e ele recebeu o olhar patenteado, e foi procurar os seus pequenos para mais detalhes.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Sab Fev 21, 2009 5:59 pm

Alguns dias depois



Scully estava sentada à mesa, as crianças finalmente tirando a soneca da tarde e Emily estava sentada à mesa da cozinha com seu inseparável iPod na mão, fazendo a lição de casa e olhando para o teto enquanto segurava um lápis e pensando só Deus sabia em quê, quando ela sentiu uma estranha impressão de déja vu, quantas vezes ela vira Mulder naquela mesma posição tentando formar uma teoria sobre um caso.



"Não, isso deve ser só coisas da minha cabeça." E balançou a cabeça, mas não conseguiu tirar aquela idéia dela.



- Emily, você sabe quem comeu as sementes de girassol do seu pai? Ele estava louco, já estava até formando teorias sobre poltergeists na casa...

- Ai, mãe! Que que foi! Agora não posso nem comer nessa casa?!- ela respondeu indignada, pegou seu material e subiu para seu quarto.



Naquela mesma tarde, quando Mulder voltara do trabalho, sem perceber, Scully estava reparando mais nos trejeitos de Emily e Mulder. Ela reparou em como ela tremia a perna do mesmo modo que ele quando estava nervoso, ou interessado em alguma coisa, e como ela comia as sementes de girassol... peraí?! Como ela comia as sementes de girassol???



- MÃE!- Scully olhou assustada para Emily que a olhava com um misto de medo e irritação.- Por que você tá me olhando assim? “Cê ta” estranha hoje.



Então Scully olhou ainda mais assustada e arregalou os olhos ao ver que Emily tinha os olhos um pouco caídos, como os de Mulder.



- Hã... não é nada, querida, só acho que preciso ir dormir. Boa noite, meu anjo...- ela disse e beijou a testa da filha mais velha um pouco ausente e subiu as escadas para o quarto que dividia com Mulder.



"Meu Deus, eu estou ficando louca, deve ser a falta de dormir... ou os quatro filhos de uma vez... ou os últimos 13 anos..." Haviam milhares de motivos pelos quais ela podia estar tendo estas ilusões, mas algo lá no fundo lhe dizia que havia mais do que os olhos podiam ver neste caso.



No dia seguinte estava tudo muito silencioso naquela casa, Mulder havia se ninado junto com Sam no cobertor no meio da sala e Scully não encontrou William nem Katherine. Ela foi procurar pela casa, aquilo não era bom. Quando estava chegando na porta do quarto de Katherine, ela ouviu um barulho e correu para impedir o que imaginava.

Quando Scully chegou, viu William e Katherine em meio a mechas ruivas e mechas castanho-claras e William e Katherine assustados cada um com uma tesoura sem ponta na mão. E os lindos cabelos de cada um cortados totalmente tortos.



- MULDER!



O pobre homem saltou das cobertas assustando Sam que começou a chorar, e quando ele chegou a porta do quarto e viu a cena sorriu sendo imediatamente fuzilado pelo olhar de Scully.



- Ohhhhh! Foi muito feio o que vocês fizeram... – ele disse e dois pares de olhos tristes o encararam, William fazia um biquinho de rachar o coração. – Mas ok vamos...



- OK???????!!!!!!!! – berrou Scully histérica. – Não há nada OK! – Vocês dois já para o corredor, sentadinhos um em cada canto e só vão sair de lá quando eu mandar! E VOCÊ MULDER – ela disse em tom acido fazendo o homem se encolher, ela estava assustadora – Pare de encobrir seus filhos.



Ele encolheu os ombros e viu a mulher andando de volta ao quarto deles no corredor, Sam que havia desistido de chorar fazia tempo e se encolhera no colo do pai como se não existisse, agora o encarava assustado. Mulder pensou que ser mãe de quatro crianças com a quinta a caminho não estava sendo fácil e começou a catar os cabelos espalhados pelo carpete. Guardando alguns para colocar no álbum de cada um.



Quando ele foi se deitar, Scully já estava na cama com os pés para cima por causa do inchaço nos pés. Ele chegou, pegou um pé dela e começou a massagear.

- Oh... eu sabia que você serviria pra alguma coisa.- ela disse sorrindo.- Mulder, me desculpe... eu sei que as crianças fizeram aquilo por que são crianças... eu só...

- Está bem, Scully, você está cansada e além de tudo, ainda está grávida, eu deveria ajudar mais.

Scully o olhou balançando a cabeça.

- Você ajuda bastante.- ela o puxou para um beijo.- Quero que esse bebê nasça logo... como estão nossos cabeleireiros amadores?

- Estavam um pouquinho murchos quando os pus na cama. Principalmente Kathy, mas eles vão superar... o que será que se passa pela cabeça deles?

- Não sei... só não sei se desejo que eles cresçam logo ou que eles cresçam mais devagar...



Alguns meses depois





Sam gostava de testar as águas, primeiro ele pegava uma coisa que sabia que não podia, e então olhava para seus pais.

- Nããããão... - um deles diria e ele riria e iria para outra coisa começando a mesma brincadeira.

Eles estavam no meio de uma discussão sobre quem iria levar Emily para a escola no dia seguinte quando Scully parou de repente e olhou intensamente para a sala, chamando Mulder para perto dela. Ela tinha um sorriso enorme no rosto e quando Mulder chegou ao seu lado, ele viu o que captara sua atenção.

Era Sam apoiado em um dos sofás da sala, ensaiando para ir para o outro, mas havia um espaço no meio deles e ele teria que dar ao menos 3 passos sem apoio.

- Mulder, pegue a câmera.- Scully sussurrou.

Ele pegou a câmera do balcão da cozinha e ela começou a filmar, narrando.

"Nosso Sam arriscando os primeiros passos."

Sam chegou à ponta do sofá, juntou as mãozinhas e deu um, dois, três passinhos antes de se agarrar ao outro sofá.

Scully e Mulder se olharam orgulhosos do filhote e correram para ele para banhá-lo em beijos e abraços.

A discussão fora esquecida e logo seus irmãos se juntaram a eles e deram beijos atrás de beijos no irmãozinho que fizera uma conquista. No meio da gritaria, uma pequena vozinha surgiu.

- Vedadi!

Todos se silenciaram e olharam para Sam.

- O que você disse, Sam?

- Vedadi.



Todos começaram a rir, a felicidade estampada no rosto de Mulder e de seus filhos fez Scully se emocionar e sem que pudesse se controlar lagrimas começaram a rolar de seus olhos. Mulder preocupado correu para ela.

- Você está se sentindo mal?


- Não... eu estou bem... – Mulder lhe lançou um olhar questionador – sério, só estou feliz por estar aqui com você e nossa família... eu nunca imaginei que a vida tinha guardado alguma felicidade para nós... – Mulder compreendeu o que ela dizia e a abraçou. E ele pensou “Agora só há felicidade meu amor”.



Todos estavam deitados e era tarde quando celular de Mulder tocou, “só podia ser engano” pensou, ninguém ligava para ele sem ser Scully e essa hora ela estava ao seu lado dormindo.



- Alô.- disse Mulder pronto para dizer a outra pessoa que era engano.

- Alô Larry – disse a pessoa que estava na linha. Mulder conhecia essa voz. Por muitos anos ouvia ele todos os dias.

- Skinner?

- Não, “Larry” – disse Skinner acentuando o codinome que deveria ser usado – é Roger...

- Oh me desculpe Roger...

- Eu tenho urgência em falar com você mas não pode ser por telefone.

- Infelizmente eu acredito que não será possível.

- Preciso falar com você e com Frankie.

- Sem chances Frankie está impossibilitada.

- É sobre a família dela... é importante...

- Hum...

- Pegue um papel, e anote o endereço...

- Mas...

- Anote...
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Dom Fev 22, 2009 12:31 am

*As casas em Martha's Vineyard são caríssimas, se não me engano a partir de 1 milhão de dólares, por isto deu pra comprar a casa e reformá-la. Detalhe: Claro que isso foi em 2006, antes da crise imobiliária.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Dom Mar 01, 2009 5:49 pm

Billings, Montana

McDonnalds

12:39 PM



Eles chegaram ao ponto de encontro. Era uma lanchonete movimentada, era fácil se misturarem à população, seria difícil machucarem eles ali, pois haviam muitas testemunhas. Ainda mais atacar um casal com 4 crianças, e a mulher estando tão visivelmente grávida. Mulder analisou a situação... O que Skinner poderia querer com eles, ele insistiu que Scully estivesse presente, então tiveram que levar as crianças. Foi roubado de seus pensamentos quando um elétrico William implorava a ele para deixar que eles ficassem no parque que havia dentro da lanchonete, Mulder encarou Scully preocupado, e ela disse:



- Sei que parece perigoso, mas não acho bom que eles percebam isso, eles precisam viver...

- Eu tbm penso assim - e virou para o filho - Ok fiquem aqui, mas não quero que saiam, e nem mesmo falem com estranhos...

- Ok papai.

- Ei, pode deixar que eu olho eles- se ofereceu Emily, que parecia extremamente boazinha para seu temperamento.



Scully riu e apontou o motivo de Emily se oferecer, um grupinho de meninos jogando fliperama e com aparelhos nos dentes fazia bagunça e um deles parecia ter notado Emily também. Mulder não gostou, mas nem mesmo tentou reagir, pela postura de Scully essa era uma briga perdida.

Então eles perguntaram a uma atendente da lanchonete pela mesa 37, como combinado com Skinner, e ela lhes explicou o caminho, e depois de ensinar Emily a como achá-los foram procurar seu antigo chefe.

Sam dormia no colo de Scully quando chegaram ao corredor correspondente à mesa procurada. E foi então que Mulder por ser mais alto viu.



- Scully... sua mãe... ela está na mesa com Skinner - e parou de andar, e quando Scully olhou para ele, o viu pálido feito um fantasma.

- Mulder o que houve...

- Seu irmão está aqui...



Como se adivinhando Billy Scully havia visto Mulder também e lhe lançou um olhar assassino.



- Uhhhh Scully eu acho melhor eu ficar cuidando das crianças...

- Mulder... nem pensar, você me “desonrou” agora pelo menos seja homem para assumir. - E riu da própria piada, mas vendo que Mulder tomou a sentença como verdadeira completou- Estou com você porque te amo, nada é mais importante que isso.

- Mas...

- Cale a boca Mulder, você acha que meu irmão pode mudar a minha idéia? Acho que todas as vezes que eu já provei isso a você não foram suficientes.

Ele sorriu então respirou fundo e segurou a mão de Scully indo ao encontro da família q provavelmente o queria morto e enterrado.



- Olá. - disse Scully baixinho.

- DANA - respondeu Sra. Scully com lágrimas nos olhos. - Minha filha... por favor nunca mais faça... - quando percebeu o bebê nos braços de Scully, ficou paralisada. - Oh Deus, que criança linda.

E abraçou sua filha e seu netinho, Mulder estava com a cabeça tão baixa que provavelmente no dia seguinte estaria com seu pescoço dolorido.

Ela então olhou para ele. Com os olhos cheios de lágrimas disse:



- Fox...

- Senhora Scully, sinto mui...

- Ora cale a boca Fox... - abraçou ele como se fosse seu próprio filho. O que fez o homem ficar chocado e emocionado ao mesmo tempo. Ele retribuiu o abraço. E logo todos sentaram-se à mesa.

- Mãe o que você faz aqui?

- Você, mocinha, nem mesmo devia me fazer uma pergunta absurda dessa, eu achava que você estava morta...

- Isso colocou ela EM UMA CAMA, DANA.



Mulder não gostou de ouvir o cunhado gritando com ela. Até mesmo a Tara, a esposa dele estava irritada.



- Billy...
- Fique quieta Tara, isso é um assunto de família.


- Você não tem o direito de gritar comigo Billy...

- NÃO??? – chiou Billy- eu te achava inteligente e responsável Dana, mas você só pode estar louca em fugir com esse vagabundo pelo mundo e...

- Pare com isso Billy,- disse a senhora Scully.

- Não é hora para brigas Sr. Scully – tentou ajudar Skinner que estava calado até este momento.

- Não me digam o que fazer, ela que precisa de orientação... Não saí pelo mundo arriscando a minha vida, nem dei o meu filho para adoção, só para DEPOIS FAZER OUTRO COM ESSE VAGABUNDO!!!! ME AVISE MANINHA QUANDO VC ENJOAR DESSE TALVEZ SE TIVER UM ESPAÇO NO MEU PORÃO POSSA COLOCAR ESSA POBRE ALMA AO INVES DE LARGA-LO NO ORFANATO COMO FEZ COM WILLIAM. – A essa altura muitas pessoas que estavam na lanchonete pararam para assistir a briga, então sem avisos ele explodiu, Billy nunca soube de onde tinha vindo aquilo, só pode ver sua irmã chorando e a reação de seu companheiro o pegou de surpresa.
- NUNCA
EM SUA MALDITA VIDA WILLIAM SCULLY GRITE OUTRA VEZ COM A MINHA MULHER OUVIU???- disse Mulder segurando Billy pelo colarinho da camisa sobre a mesa.


- Mulder... – disse Scully, mas não conseguiu pará-lo.

- Papai??
E só quando viu a face chocada de William foi que Mulder conseguiu se controlar.


- Vamos embora Scully... - disse Mulder, mas Scully segurou a sua mão e olhou implorando a ele que ficasse.

- Por favor Mulder, minha mãe não tem culpa...

- Mulder... - disse Skinner- fique pelo menos mais um pouco.

Parecia que todos tinham perdido a capacidade de falar.

- Papai?? Você quer que eu bata naquele homem feio??- Mulder se arrependeu de dar um exemplo violento ao filho, e com toda dignidade que pode reunir disse:

- Não filho isso não se faz, papai errou, me desculpe Billy... - e fez uma cara de que estava comento algo podre, mas não ia se permitir estragar a educação de seu filho por causa daquele infeliz a sua frente. Pegou o menino no colo e ele sorriu ao pai.

- Obrigado papai...

- Pelo o quê William?

- Por ser tão legal... - abraçou Will.



A Sra. Scully estava tentando digerir a informação. William?!!!! Eles estiveram meses procurando a família a qual ele tinha sido entregue, mas nunca acharam. E agora ele estava com seus pais verdadeiros.

Mulder olhou em desafio a Billy, que teve que engolir tudo o que tinha dito. O garoto era grande e saudável. E era...



- Cruzes esse moleque é a cara do infeliz...

- Billy...- disse a Sra. Scully e Tara juntas. Fazendo William rir.

- Menino de sorte, pena que o seu não teve a mesma... - disse baixinho para Scully e fitou o garoto com cara de sono que acabara de chegar à mesa.

- Mulder... - disse Scully.

- Hey Will, o que você está fazendo aqui porque não está brincando?

- Eu quero chá gelado...

- Pegue querido. - ofereceu Scully o chá que a garçonete tinha acabado de entregar.

Quando William estava em pé e pronto para brincar, um movimento na parte dos brinquedos fez todos pararem, um grito fino veio de lá e em uma batida de coração Mulder e Scully se levantaram. Olharam William se torcer e gritar.

-Corre papai, Kathy se machucou... por favor rápido - disse em agonia como se a dor fosse nele mesmo...

- William o que está havendo? Você está bem?

- Mamãe, eu posso sentir, ela está machucada...

Mulder nem mesmo pode ouvir o que Scully disse a William ele estava sobre os brinquedos antes mesmo de William explicar o que estava sentindo. Encontrou Emily tentando arrancar Katherine que estava presa ao escorregador que havia tombado, e o garoto de aparelhos estava ajudando... E com ajuda de Mulder logo Katherine estava solta. Parecia assustada e tinha um belo risco roxo na pele da perna.

No colo ela recebeu os primeiros cuidados do pai, mas logo veio a especialista, Dra. mamãe como as crianças costumavam chamar. Ela verificou que o brinquedo havia apenas beliscado a perna dela, e que com certeza não havia fraturas. “Mas está bem dolorido” pensou ao ver a pele magoada.

- É querida, vai ficar bem roxo... - e pensou como a menina parecia com ela própria, a pele clara ficaria com a marca muito mais tempo do que qualquer outra - mas acho que um pouco de gelo ajuda... - e Scully ofereceu seu colo a menina, mas Mulder não estava muito disposto a dividir o brinquedinho ruivo então ela caçoou - Ei seu egoísta.



O que fez a pequena sorrir entre as lágrimas.



- Deixa eu brincar com minha bonequinha.

- Você já tem um aí no seu colo...

- Pai?? - disse Emily

- Princesinha do papai - disse para Kathy

- PAIIIII???????

- OIIIIIIIIIIIII????? - respondeu assustado.

- Posso ficar aqui conversando com o Justin?

- Claro que nã... - Mas mudou de idéia quando levou um cutucão de Scully- claro - disse entre dentes com um

olhar ameaçador ao menino.

Mulder e Scully voltaram à mesa, ela vinha caminhando na frente, quando se sentou a mesa todos ofegaram ao ver o pequeno ser ruivo aninhado no colo de Mulder.

- Mas como isso pode ser possível?? - perguntou a Sra. Scully

- É como Emily? - Perguntou Skinner.

- Mais ou menos, ela não é um clone. E não há nada de errado com a saúde dela...

- Ela é nossa filha... -disse Mulder pondo um ponto final na história. - Como todos os outros...



Scully sorriu e só pode concordar.



- Isso, nossa filha e a princesinha de Mulder...

- E aquela antisocial ali é a Emily.

- Como isso é possível???? - disse Skinner horrorizado

- Vem cá Emily - gritou Mulder - Queremos que nossos parentes vejam todas as nossas "crianças".

E a menina ficou vermelha do topo da cabeça e Mulder poderia jurar que até os pés se eles não tivessem cobertos por lindas botas rosas que ela havia pedido a ele.

- Mulder não faça isso.

- Estou brincando docinho - disse a ela já ficando assustado com a postura dela. William riu deixando o canudinho que usava para tomar o chá gelado entre os dentes e Kathy ainda estava agarrada a Mulder não deixando ninguém ver o seu rosto.

- Parece que você ganhou um parasita Mulder. - brincou Scully - Vem com a mamãe anjinho.- a menina hesitou por um instante mas foi com a mãe. Quando virou se viu de cara com uma senhora muito simpática e lhe deu um sorrisinho tímido só para depois esconder seu rosto nos cabelos de sua mãe.

- OH DEUS ! Dana ela é igualzinha a você quando era um bebê ainda...

- Por que você acha que ela é o dodói do papai? - disse William que era muito atirado. - E eu sou o da mamãe, porque sou a cara do papai... E a Emily é uma aborrecente bem chata, e o bebe Sam é lindo mas o papai disse que o cocô dele fede muito... - e sorriu.

- Nossa que criança educada Dana. - disse Billy muito sarcástico.

Isso chamou a atenção da pequena Kathy, ela tirou o rosto do ombro da mãe, e encarou o homem rude a sua frente, e ficou olhando para ele fixamente.

- O que é hein garotinha? Você perdeu alguma coisa aqui? - disse Billy rudemente, mesmo sendo censurado por Tara, e Mulder já ia reagindo quando tudo aconteceu.

- Ele tem pensamentos muito ruins Scully, pensamentos ruins principalmente sobre o papai... eu não gosto dele... - e mais uma vez seu olhar ficou fixo no dele. Então Billy começou a suar frio e a sussurrar.

- Não, não... Não... não façam isso.

Então Kathy começou a chorar e Will segurou a cabeça e disse.

- Pare Kathy, segure isso, eu não quero ver isso outra vez. Por favor dá muito medo... PARE SE CONTROLE.

Ela então segurou a própria cabeça e chorou mais ainda.

- Papai me ajude. - Mulder olhou ela querendo salvar a sua pequena desse lugar escuro que às vezes ela ia sem querer. E quando tudo parou Billy estava muito pálido...

- Meu Deus... como eles podem fazer isso a alguém tão indefeso?

-É por isso que estamos tantos anos lutando Billy. - disse Scully que já tinha compartilhado uma vez a visão com Kathy, era extremamente terrível reviver com ela todo aquele tormento.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Dom Mar 01, 2009 5:50 pm

Mulder balançou a pequena no colo, enquanto esfrega as costas dela e repetindo mais para si mesmo que para ela:

- Acabou querida nunca mais ninguém vai te machucar assim, papai vai cuidar de você...


- Mulder, vamos para casa... - disse Scully se levantando da mesa.

- Ok Scully, vai ficar tudo bem, ela só precisa descansar...

- Não Mulder, não está nada bem, vamos para casa isso já basta. - e Scully virou para sua mãe- Desculpe mãe, mas nossas vidas ficaram para trás, e agora a única coisa que importa para nós dois são apenas nossos filhos...

- Mas filha... eu quero muito poder estar com vocês por favor não sumam novamente - e a Sra. Scully começou a chorar.



Skinner olhou revoltado para seus antigos subordinados, 'como eles podem fazer isso', se voltou para Scully, e ele percebeu que a dor da mulher era quase física.



- Scully, eu sei que vocês podem estar preocupados, mas já pensei nos detalhes, conseguimos uma... uma... digamos uma nova identidade para sua mãe e seus irmãos...

Billy olhou com desgosto para o chão. E Mulder percebeu que apesar da grosseria do seu cunhado ele realmente amava Dana.

- Meus irmãos... Charlie?

- Ele chega em algumas semanas com a esposa... e oficialmente a família Scully morreu em um naufrágio semana passada... - disse a Sra. Scully com os olhos cheios de lágrimas.

Scully se sentou, com as pernas bambas e olhou com lágrimas nos olhos para sua família à sua frente.

Ela olhou para Bill, que acena que sim um pouco contrariado.

Mulder olhou chocado. Eles haviam aceitado essa vida clandestina por eles, ou melhor, pela Dana... Mas logo a surpresa passou, claro, ele faria isso por qualquer uma de suas crianças, e fitou a pequena ruiva em seus braços e sorriu.

- Não fique feliz Mulder... não ache que com isso poderá fugir de suas responsabilidades.



Ele não queria brigar, não agora, com Scully tão feliz.



- Obrigado Billy, obrigado pelo sacrifício...



Billy não esperava isso, ninguém esperava isso, todos olhavam chocados para Mulder, que beijava o topo da cabeça de Sam que tinha acordado, e agora tentava puxar o prendedor do cabelos de Kath.



- Hummmhumm... Sr...

- Oh olá John... Monica...



Mulder olhou para trás assustado, seguido por Scully.



- Mas o que vocês fazem aqui? - perguntou Scully.

- Digamos o mesmo que vocês - e Scully reparou o casaco grande que assim como ela tentava esconder a mesma coisa que ela.

- Como vocês agüentaram tanto tempo ? - Perguntou John.

- Não sei... respondeu Mulder, entendendo o que ele queria dizer. Monica começou a chorar.

- Ok Mon, fique calma - disse Jonh abraçando ela. Ela fez sinal que precisava ir ao banheiro e quando estava distante Skinner disse.

- Eles mataram a família toda dela, e quase pegaram ela e John...

- Para o FBI eles morreram no mesmo incidente que a família dela, na verdade foi quase isso, se Monica não tivesse desmaiado antes eles estariam lá quando tudo foi pelos ares.

Quando Mônica voltou. Mulder olhou para Scully e ela assentiu com a cabeça.

- Bem, pessoal, que tal levarmos essa conversa para um lugar mais privado?

Todos se levantaram para procurarem algum lugar mais calmo, e quando Scully entregou o pequeno Sam para Emily seu casaco abriu, e a barriga de cinco meses era notável, o que fez o sangue de Billy gelar.



- Você... você... você...

- Você está grávida filha- disse a Sra Scully chocada.- Cinco crianças.

- ...

- Ohhh Deus.



Mulder estava começando a ficar encabulado como se fosse um colegial que engravidou a sua namoradinha, e foi quando pensou é que seu deu conta que não era, e não precisava dar explicações a ninguém e disse como em desafio a cara de dor de barriga de Billy.



- É Sra Scully, estamos muito felizes também.



Então a Sra Scully percebeu que havia ofendido sua filha e seu companheiro então se desculpou.



- Hã, estou feliz tbm Fox, mas confesso q não esperava isso...

- Nem nós Sra Scully, mas nossos filhos sempre são bem vindos, mesmo que outras pessoas não concordem, mesmo que eles não tenham sido gerados pela Dana, nem feito por nós, são nossos e nós os amamos.



Emily abaixou a cabeça e começou a chorar, ela como mais velha entendia o drama da família, apenas a genética lhes fornecia os laços familiares. Desde que sua busca pelos pais havia começado esse era o seu maior medo, de que eles não os reconhecessem como filhos. Eles não tinham feito nenhum deles, apenas o Will, não tinham obrigações, mas quando naquela primeira noite ela recebeu o olhar de seu pai e sua mãe ela sabia que eles seriam a família mais feliz do mundo.

A Sra Scully baixou a cabeça envergonhada ao ouvir isso, mas quando viu a menina mais velha chorando ela quebrou.



- Oh querida, desculpe a falta de senso de sua velha avó... - e tentou abraçar a menina, mas ela parecia arredia, de uma forma muito familiar, ela lembrou muito Mulder, quando Scully estava doente, era até perigoso se aproximar.

- Emily, não faça assim com sua avó- ralhou Scully e a menina lhe lançou um olhar de cachorrinho chutado que lembrava tanto o Mulder que chegava doer.



Billy ainda estava calado chocado fitando a barriga de sua irmã, ele olhava com nojo e raiva.



- Seu desgraçado... - e avançou para Mulder, ele nunca soube como aconteceu, algo prendeu seus pés e ele se estatelou no chão.



Kathy lançou um olhar a William com a sobrancelha erguida em dúvida, ele tinha uma expressão de raiva no rosto, é realmente ele havia feito seu tio desabar no meio do restaurante, ela sabia, William dificilmente mostrava seus dons em público, ele sabia que a maior parte das pessoas não era capaz de entender, e ela concordava com ele, mas nesse caso ele não ia deixar aquele homem horrível machucar o papai. Como se em um acordo silencioso ela sorriu para o irmão e ele para ela.



- Tio Billy precisa aprender a andar - disse ele cínico.



Mulder o olhou desconfiado enquanto oferecida uma mão que foi ignorada pelo seu cunhado no chão.

William o olhou com a expressão mais angelical que uma criança poderia ter. Exatamente a expressão, Mulder havia aprendido, que William fazia quando fazia uma arte.



- William, seja educado com seu tio.- Scully avisou.

- Mas ele não é educado com o papai!- William protestou franzindo o cenho.

- Ele pensa coisas muito feias do papai Scully. - e a voz de Katherine saiu mais alta que o esperado e todos fitaram a menina.

Ela se assustou e leu o pensamento de todos, então olhou magoada para Bill, se escondeu no pescoço de Mulder e começou a soluçar.

- Eu não sou esquisita...- ela dizia de novo e de novo para si mesma. - Papai, você também me acha anormal?



Mulder a abraçou e lançou um olhar assassino para Bill que tentou mais que tudo não pensar em nada.



- Ninguém aqui é anormal, Kathy, só alguns, que pensam que crianças como nós podemos machucar alguém.- a afirmação do garotinho para confortar a irmã surpreendeu a todos, principalmente a seus pais, que sabiam do tamanho do ciúmes do garoto.



William olhou com mágoa e desprezo para Bill. Mulder e Scully tinham lágrimas nos olhos, pois sabiam que seus filhos, apesar de briguinhas de irmãos, viam uns nos outros, como irmãos e estavam dispostos a passar por cima de diferenças para proteger o próximo. Eles olharam orgulhosos para o homenzinho que tinham à sua frente.

Mulder sorriu e olhou presunçoso para todos à sua volta. Ele tinha vontade gritar para o mundo "Esse é MEU filho" de bocha cheia, mas se segurou para não chamar muita atenção.

Bill, começou a se sentir por fora e continuou resmungando.



- Temos que aceitar as diferenças dos outros, tio Bill. Foi a minha mamãe que me disse isso, a sua mamãe não te disse isso também?- William continuou. Scully o abraçou e sussurrou no ouvido dele.

- Muito bem, meu anjo, mamãe e papai estão orgulhosos de você ter defendido a sua irmã.

Os olhos de Will brilharam e ele estufou o peito.

- Ai, agora ele vai ficar insuportável.- veio a reclamação sarcástica de Emily e todos riram.

- Mamãe, Tara, Matthew, Walter, John e Monica, vocês estão convidados para conhecer a nossa casa... Bill. - Scully suspirou, o olhando profundamente magoada.- Você também está convidado, mas por favor, não ofenda mais nem a meu marido e nem a meus filhos, este é o jeito que eu escolhi para viver a minha vida, eu amo o Mulder, eu amo meus filhos, nossos filhos, e não há nada que você possa fazer que vá mudar isto.- Scully disse olhando para Mulder.- Se você não consegue aceitar, não vou poder te aceitar na minha vida.



O clima ficou tenso e Bill acenou que sim contrariado.

Quando eles foram para o estacionamento William saiu correndo na frete e disse:



- EU VOU NA JANELA...

- NÃO WILLIAMMM NA VOLTA É A MINHA VEZ!!!!!!!!!!!!

- Crianças... - chamou Scully - Não ... Não... NÃO BRIGUEM!!!! - gritou apenas vendo a cena acontecer. William no desespero de chegar primeiro empurrou Katherine que caiu com o rosto no chão. Pronto, agora era só esperar o choro... mas ela se levantou correu mais e empurrou William de volta. Agora sim, ele chorou muito, estava acostumado a sempre ser o que ficava em pé e agora tinha as mãos e os joelhos ralados.

Scully pegou os dois pelas orelhinhas.



- Papai socorro...

- O CARRO TEM DUAS JANELAS, AGORA NENHUM DE VOCÊS VAI EM JANELA NENHUMA!

ATÉ VOCÊS APRENDEREM A SE PORTAREM COMO SE PORTARAM NAQUELE RESTAURANTE!

- Mas era a minha vez...

Scully suspira e olha para Mulder.

Maggie sorri.

- Agora você sabe como é ter quatro filhos.

- Mãe, eu nunca te admirei tanto quanto nos últimos meses.

Mulder não sabe o que dizer.

- Não é não, Kathy, o papai te levou no colo na ida, então vocês dois foram na janela. William gritou.

Scully o olhou confusa, como ele podia ter sido tão adulto lá dentro e tão criança aqui. William deu de ombros.

- Os dois vão no meio, entre a cadeira de Sam e Emily.- Mulder resolveu.

- Mas...

Scully os olhou com uma sobrancelha levantada.

- Tá bom.- os dois disseram em coro olhando rancorosos um para o outro.

- E quero que peçam desculpas um para o outro.

As duas crianças começaram a falar ao mesmo tempo.

- Não quero saber, esse comportamento é inaceitável! Não quero ver meus filhos se espancando por uma janela de carro! Agora peçam desculpas.

- É tão injusto.-Katherine resmungou.

- O que, dona Katherine?

- Nada.- ela voltou a se calar.

Eles trocaram desculpas obrigados, mas enviavam mensagem silenciosas um aos outros. ' Seu bobo, a culpa é toda sua' e ele respondia ' por sua culpa a mamãe brigou comigo Kath' e assim eles discutiam mentalmente sem que seus pais pudessem perceber.



- Mãe,- disse Emily,- eles estão se xingando por telepatia...



Os dois viraram pálidos para Emily, nenhum deles sabia que ela também podia fazer esse tipo de coisa, dava para perceber quando alguém entrava em sua mente tentando descobrir segredos, ou quando alguém telepático, pelos menos aqueles que tiveram contato, estava tentando ouvir seus pensamentos. E em telepatia ela respondeu ' É questão de treino eu faço isso há muito mais tempo que vocês...'

O olhar de indignação que eles lançaram para a irmã mais velha foi cômico.

- Chega, vocês dois estão de castigo até segunda ordem.

- AHH NÃO - gritaram em protesto juntos.

- Pelo menos nisso vocês concordam - riu Mulder da situação, e só ele e Emily acharam graça.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Qua Mar 25, 2009 7:54 pm

A volta para casa foi silenciosa, todos estavam tentando digerir o que haviam acabado de presenciar. Bill ficou boquiaberto quando viu o tamanho da casa em que eles estacionaram o carro.

Quando Mulder estacionou o carro foi direto a porta, abriu e saiu de lado para que Scully pudesse entrar com o pequeno Sam no colo. Bill torceu o nariz, narcisista ele pensou, escolheu a maior casa...



- Quando os proprietários descobrirem que vcs estão aqui provavelmente serão presos. - riu maliciosamente- Vcs imaginam Dana na cadeia com esse barrigão?



- Billy - reclamou Tara.



Ninguém gostou da piada, mas Mulder ria.



- O que foi palhaço, acha engraçado??? VC QUER VER A MINHA IRMÃ SOFRER?

- Se a dona resolver me colocar para fora de casa Billy, eu não me importo de ser preso, nem mesmo morto... Já a sua irmã eu acho que ela não vai expulsar a si mesma...

Mas Bill não entendeu a piada. A Sra Scully, e todos os outros ofegaram, somente Skinner sabia da real situação de Mulder e foi só por isso que ele nunca se preocupou com a situação financeira de seus "quase filhos".

Só o Skinner riu

- Por favor Scully, não me expulse de casa, disse em tom ironico...



Foi quando a ficha de Bill caiu.

A casa era enorme.



- Vamos entrar está muito frio aqui para os meu filhos - disse Mulder, chegando a ser muito mal educado.



Quando entraram ele pegou a mão de Kath e William que ainda estavam emburrados, e puxou Sam do colo de Scully, fazendo o garotinho rir.



- Eu coloco eles para dormir vc faz sala para a visita.



- Mulder nem pensar.

-Venha Emily - gritou Mulder- Eu te nino tbm se vc quiser.

- Pai, fala sério- disse Emily corando.



E lá estava Scully, sem seu parceiro, sem os filhos e uma sala cheia de gente para conversar.



- Meu Deus a noite vai ser longa.



Mulder desceu meia hora depois, o silencio no andar de cima era total. Scully ficou feliz em ter Mulder ali mas estranhou, "os filhos de Mulder nunca, NUNCA dormem cedo"



- Com quantas cordas você amarrou eles nas camas?- ela perguntou.

- Incrível não??? Não sei o que houve, acho que muita emoção para um dia só...

- Eles estavam a bastante tempo vigiando a família de Reyes, nem sei direito como escapamos.

- Destino... disse Monica emocionada.

- Vamos Mon, vc sabe que não acredito nisso...

Foi quando ouviram.



Inheeeeeeeeec, inhec, inheeeeeeeeec, inhec



- Mulder???



Ele olhava para o teto de onde vinha o barulho.



- Eles estão em nosso quarto.



John e Monica pegaram suas armas, e Mulder e Scully olharam assustados.



- Calma são apenas as crianças...



Quando Mulder subiu as escadas e abriu a porta do quarto, o queixo dele caiu.

Emily estava usando um vestido longo de cetim que Scully usava para festas, Katherine estava sentada a penteadeira passando batom, no que Mulder mais tarde descreveu, na cara toda menos na boca, William estava de mãos dadas com Sam pulando na cama.

- Oh ho, acho que papai está bravo- disse Kath que derreteria um iceberg, mas nesse momento seu pai estava tão bravo que estava mais para o bloco de gelo que era chamado polo norte.

- Oh DEUS - disse Scully, - Ok Mulder, cuide deles eu vou fazer sala para as visitas, e sumiu escada a baixo.

Emily arrancou o vestido pela cabeça jogou ele no chão e sumiu batendo a porta do quarto dela. Mulder lançou um olhar fulminante a William e só nesse momento ele percebeu o lençol e seus filhos estavam cobertos de chocolate.



- Mas o que é isso?

- Totolate - balbuciou o pequeno Sam.

- Schhhhh Sam, cale a boca...



- OH DEUS... - disse Mulder - Os três para o banho.



- Ah não!!!!!!!!

- Ah sim... - e tirou a roupa de Sam primeiro, seguido de William e partindo para Kath, mas eles estavam muito quietos, e Sam ria o tempo todo.- parem com isso vcs dois...

- Agora!!!!!!!!!!! - então Kath e William correram, cada um para um lado. Mulder não sabia aonde ia pois Sam querendo participar da brincadeira tentava se jogar da cama a qualquer custo.



- VOLTEM AQUI AGORA MESMO!!!!!



William e Katherine, correram pela casa pelados, descendo as escadas e parando bem no meio da sala de estar. Silencio total, Katherine tinha o rosto coberto de batom e William estava com a boca e os braços sujos de chocolate. Ambos riram sapecas da cara de terror de Scully. E William disse.



- Oi mamãe.

- Oi Scully - seguiu Katherine.



E continuaram correndo. Scully gritou.



- OS DOIS PARA CIMA.

- Ah não - disseram em coro com risadinhas.



Então eles cruzaram a linha vermelha... E lá estava Mulder. Com uma expressão nunca vista antes. Ele não gritou, ele não bateu, ele não ameaçou. Os olhos dele estavam tão escuros que pareciam que eram castanhos. Kathy tremeu, e William deu dois passos para tras.



- Will, papai está muito bravo..

- Eu percebi...

- Papai é só uma brin...



Mulder apontou para cima.



- Sinto muito...



Ele virou e cruzou os braços. Falou muito baixo e foi seco.



- Subam.

- Você vai bater na gente?

- Vocês vão se arrepender tanto que vão querer que eu tenha batido.



Os dois baixaram a cabeça e subiram em silencio. E assim ficaram até o dia seguinte.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Qua Mar 25, 2009 7:57 pm

No outro dia, William e Katherine estavam tão comportados que nem pareciam as mesmas crianças.



Katherine, tinha manchas escuras sob os olhos. E Scully mostrou isso para Mulder. Ela estava parada fazia cinco minutos em frente ao armário onde as bolachas ficavam guardadas. Quando Matthew passou e esbarrou nela a menina não se equilibrou e bateu o rosto no móvel a sua frente.

Ela estava chorando baixinho, e Matthew estava branco feito uma folha de papel.



- Sinto muito Sr Mulder... - ele tinha uma educação que Mulder nunca viu no seu pai. E ele também tinha visto Mulder furioso ontem. - Foi sem querer, eu mal encostei nela e...

- Ok Matthew, eu vi que foi sem querer. - sorriu fraco ao garoto e pegou a sua pequena no colo. Ela tinha um fiozinho de sangue no lábio inferior, não era nada grave, mas ela estava chorando continuamente...



- O que houve docinho? Pq vc está assim? - o choro parou, e Mulder tentou mais uma vez. - querida diga ao papai o que houve, olha neném não estou mais bravo com vc, por favor fale comigo... pq vc caiu desse jeito? Matthew mal tocou em vc e... então ele virou a menina para poder ver seu rosto e ela estava dormindo feito um anjo.



- Kath- disse ele em tom preocupado e mostrou a menina a Scully.

- Ela só dorme no seu colo papai! Lembra? - disse William sem jeito - Ontem vc não ficou com ela... então ela não dormiu...

Com cuidado Mulder pegou a menina e aconchegou em seu colo.



Emily, desceu as escadas, com o uniforme da escola, sem falar com ninguém pegou seu café da manhã e seu material. Quando estava indo para a porta ouviu.



- Você não podia ter feito aquilo Em.

- Bom dia papai...

- Estou muito decepcionado.

- Sinto muito...

- Não você não sente, olha só Em, vc colocou seus irmãos em apuros, e quando eles mais precisavam de vc... o que vc fez?? Fugiu. Você é a unica que tem idade suficiente para entender que isso não se faz. E vc também entende o que significa covardia...

Emily começou a chorar, ela estava desesperada, mas ela sabia que se pai ficaria bravo de qualquer forma com ela por tudo que estava acontecendo, ela era a única que ele era mais distante, sem brincadeirinhas, sem muitos carinhos... ela não entendia pq ele preferia os menores que a ela. Ou melhor, ela sabia que ele gostava dela, ela podia sentir isso forte vindo dele, mas ele sempre ficava a uma certa distancia.



- Eu não queria te afastar mais de mim...



- Como assim Em??? Pq vc está dizendo isso?



- Vc é muito carinhoso com os pequenos... mas comigo...



- Mas vc é uma mocinha Em... E eu não... olha é complicado.



- Kath tbm é menina...



- Mas ela é minha filha é diferente, eu tenho medo do q voce vai pensar se... não sei explicar Em, se vc fosse minha filha, e isso era tudo que eu mais queria nesse mundo, ok! Mas tenho medo de ser mal interpretado e... Vc consegue entender?



- VOCÊ É O MEU PAI...



- Claro Em eu amo o jeito que vc me trata como se fosse...



- COMO SE FOSSE NÃO, VC É O MEU PAI BIOLÓGICO!!!!!!! MAS DE ONDE VC PODE TIRAR ESSA IDEIA ESTUPIDA DE QUE NÃO SOU SUA FILHA?



Mulder estava chocado. Boquiaberto, em pânico e quase derrubou Kathy.



Scully resolveu pegar Katherine do colo de Mulder para ele não a derrubar e ele começou a tentar falar, ela já havia desconfiado desse fato, mas não queria dar esperanças a ninguém.

Uma parte dela queria que fosse verdade, grande parte dela queria que isso fosse verdade, mas a outra vozinha, sempre lhe dizia para não esperar muito, que sua cota de milagres já havia acabado.



- Ma... ma... c.... como?- ele estava maravilhado, olhando para Emily de cima a baixo como se ela fosse um tesouro.



- Vo... você não sabia?- Emily começou a entender.

- Não... eu... eu... eu queria... eu desejava no fundo que você fosse minha filha biológica também...



Era a primeira vez que Scully via Mulder sem palavras e sinceramente, era até engraçado o modo como ele, de repente não conseguia mais elaborar suas piadinhas infames.

Seu olhar estava brilhando e parecia que ele se esforçava para não respirar. Ele foi em direção a ela, abriu os braços e ela estava lá, os dois soluçavam como crianças e nem ouviram os comentários de William quanto à irmã mais velha estar chorando. Mulder e apertava contra o peito, não acreditando que aquela moça fosse sua filha também. Já era incrível que ela era filha de Scully, mas, dele também? De repente essa vitória tinha um gostinho mais doce.

Ele a olhou nos olhos e lhe deu um beijo na testa. Ele olhou para Scully e disse todo orgulhoso.



- Ela é minha filha, Scully, a Emily é minha filha também.



Todos estavam com lágrimas nos olhos a esse ponto.



- Você tem que falar essas coisas, Em... nós não lemos mentes como vocês... e nós queremos saber tudo sobre vocês que vocês quiserem contar.



Katherine depois de uma soneca no colo de seu pai ainda estava arredia da bronca que levara e na hora do almoço quando todos estava sentados a mesa ela percebeu que sua mãe não era a única mulher grávida, a moça de cabelos pretos que estava ao seu lado também estava, então Kathy ficou encarando Mônica por muito tempo.



- Kathy, não é bonito ficar encarando as pessoas – disse a Sra. Scully. Mas Katherine não estava acostumada com essas pessoas tão diferentes então, mesmo a Sra Scully tendo usado um tom maternal, ela ficou assustada e se encolheu atrás do prato e começou a fungar.

- Ih a Kathy já vai chorar outra vez... – disse William em tom de desdém.

Foi o que bastou para a menina desatar a chorar.

- WILLIAN – brigou Scully – deixe sua irmã em paz...

- Não tenho culpa se ela é chorona mãe...

Então Mulder pegou ela.

- Não chore anjinho...

- É é é... que que... a Sra. Scucuullyy bigou comigooo papaiii... – disse a menina soluçando,- eu só estava olhando a moça grávida... ela é tão bonita...

- Uhhhhh, querida fica quietinha fica... – disse Mulder percebendo o clima chato que ficou na mesa, obviamente a gravidez de Mônica ainda era um segredo.

- Será que ela deixa eu brincar com a filhinha dela quando ela nascer papai? – disse a menina secando as lágrimas com as mangas da blusa.

- Menina? – Perguntou Dogget que parecia animado.

Katherine escondeu o rosto no colo do pai e balançou a cabeça dizendo sim. Então Dogget segurou a mão de Mônica e eles sorriram felizes.



Depois disso Katherine e Mônica ficaram amigas, passaram a tarde toda juntas, deixando Scully com um pouco de ciúmes e sem querer aceitar isso.

- Hum tem alguém com ciúmes da filhinha mais nova??? – disse Mulder brincalhão.



- Claro que não Mulder. Só acho que se aproximar Kathy demais de Mônica agora para depois quando a filha dela nascer e esquecer a menina será pior e... – Mulder interrompeu.



- E você esta com ciúmes pq ela sorri mto para Mônica e vc não tem coragem de fazer o mesmo.



- Mulder vc está insinuado que não sou próxima a minha filha...



- Você é?



- Você sabe muito bem que ela que se afasta de mim Mulder.



- Scully...



- Ok! Estou com ciúmes ok? Vai me prender por isso? Como vc se sentiria se seu filho gostasse mais de Skinner ou de Dogget do que de vc?



- Oh Scully, só de uma chance para ela se aproximar de vc...



Scully balançou a cabeça e saiu andando.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Dom Abr 05, 2009 6:56 pm

Três semanas depois Mulder começou a achar que a casa estava pequena demais. Dogget e Mônica já haviam se mudado para perto, e John já havia arrumado emprego, Skinner também já tinha um emprego e nesse momento procurava um lugar para morar. Esses não eram seus maiores problemas. Os dois ex-agentes do FBI haviam se tornado seus amigos, e o Skinner, o “tio Skinner” era até uma grande ajuda. Na verdade ele ajudava muito com as crianças. O problema na vida de Mulder era William Scully, o grande ruivo era o tormento de sua vida, e não parecia estar muito animado a procurar emprego e nem a mudar de casa. E hoje a família ia aumentar, Charlie, o irmão mais novo de Scully chegava com a esposa e os filhos.



Logo depois do almoço Mulder pegou as chaves do carro e Billy foi atrás dele.



- Eu vou com vc esquisito. Não vou deixar vc assustar meu irmão...

- Ok Billy...

- Papai eu vou com vc... me espere.- disse William do portão de casa enquanto Scully tentava enfiar um casaco nele.

- Ah Mulder vc não vai levar esse moleq...

Mulder apenas olhou para ele com o mesmo olhar assassino da lanchonete.

- Olha aqui Billy, vc pode não gostar de mim, mas pare de ofender meus filhos ou vai ver que eu sou mais esquisito e perigoso do que você pensa...



A viagem de carro foi tranqüila, Skinner e Dogget, acompanharam eles como segurança extra em outro carro, e quando chegaram ao aeroporto William parecia maravilhado com todo aquele movimento. Aconteceu, Mulder viu um rapaz bem ruivo... ou melhor Dana Scully alta com um cavanhaque... Jesus! Charlie era a cara de sua esposa.



- Hey Big Billy... – Acenou Charlie que também não parecia muito animado em ver seu irmão.

- Oi Charlie, vejo que ainda não tomou vergonha para tirar essa coisa ridícula da sua cara.

- WOOWWWW – disse Mulder, não ligando para o que os dois iam pensar- Briga de Scully, filho fique longe...

- Você é?

- Mulder. Fox Mulder. – sorriu sem jeito imaginando o que o rapaz que nem o conhecia iria pensar do comentário. – e esse é meu filho e seu sobrinho, William.

- Ahhhhhh vc é o famoso Mulder... – disse o rapaz sorrindo, - ei eu sou seu fã!

- Vc é fã de alguém que destruiu a sua vida e a vida de toda sua família... ?

- Não, sou fã de alguém que não tem medo nem respeito por vc irmãozão... e quanto a destruir a minha família eu preciso discordar, pelo o que eu vejo esse garotinho parece feliz,- e Charlie brincou com William que era só sorrisos - e ele teve mais sucesso em reunir a família do que você em todos esses anos desde que papai se foi...

- CHARLIE...

- Cara acabei de descobrir que o céu existe e que Deus é muito bom... – sorriu Mulder – achei que nunca ia conseguir a simpatia de alguém na família de Scul... Dana sem ser a mãe de vocês.

- Não Mulder, nem todos os Scully são pés nas bolas como o Billy. – riu jovialmente o rapaz. – Mas venham minha esposa está pegando as crianças...

- Ah! Desculpe esses são Skinner e Dogget. Amigos nossos... – todos trocaram cumprimentos educados.

Então Mulder viu a esposa de Charlie. Não – pensou Mulder. Isso só podia ser uma brincadeira sem graça. Mulder olhou magoado para os cunhados, mas quando Billy olhou para ele e fez careta, ficou sem entender o que estava acontecendo. Quando Charlie olhou para Mulder estranhou a expressão que o mesmo usava para olhar sua esposa.



- Hey Mulder algum problema? Conhece a minha esposa? – Então a esposa de Charlie se virou e disse:

- Mulder????? Oh DEUS FOX???

- SAM! – Mulder olhava para sua irmã, ela carregava uma menininha com os cabelos escuros e cacheados como os dela, e os olhos tão verdes como duas esmeraldas. Um garotinho da idade de William tão ruivo quanto Katherine pulava animado em ver outra criança de sua idade e sendo acompanhado por William.

- Oi – disse o garotinho – eu sou o Stuart e você?

- Eu sou o William – sorrindo então os dois começaram a correr sem se dar conta do que estava acontecendo.

- Como isso é possível? Vc está morta!

- Não você é que está, quando papai me levou embora... para o colégio interno... e ele disse que você e mamãe ficaram doentes e morreram...

- Doentes?

- Sim e por isso me fizeram vários exames, e tive que mudar de nome para ninguém me reconhecer. Mas nunca pude imaginar que você estaria vivo. Mas como??? Você conseguiu se recuperar?

- Eu nunca estive doente. – a mulher a sua frente parecia confusa.

- Como assim.

- Papai vendeu seu material genético para experiências. E durante muitos anos eu te procurei...

- Ele nunca faria isso...- então Mulder abriu a carteira e mostrou a única foto de sua mãe que guardara, - foi quando eu me formei... você se lembra dela? – então os olhos de Samantha correram da foto para o rosto do irmão, então ela acreditou, abraçou seu irmão e chorou.



O clima estava pesado, e todos estavam sem entender direito o que estava acontecendo, somente Skinner tinha uma vaga idéia. Esses anos todos em busca de sua irmã e tudo o que ele precisava era conhecer o irmão de sua parceira para encontra-la...



- PAPAI!!! OLHA A COR DO CÉU! – disse William assustado. – Acho que vai chover muito...

- Não William, vai nevar... como vamos voltar para casa? – então ouviram Billy falando um palavrão.





Casa dos Mulder.



- Olhem só para esse céu... – disse Scully preocupada, pegando o celular e ligando para Mulder.



“- Hi baby”



- Mulder vc viu como está o tempo??



“- Sim meu anjo Charlie está aqui e já estamos indo para um hotel, é perigoso pegar a estrada com esse tempo.”



- Não papai! – Gritou Kathy ao ouvir os pensamentos de sua mãe. – PAPAI POR FAVOR VOLTE!! EU QUERO VOCÊ.



- Mulder é melhor eu desligar, qualquer problema me ligue.



- Nãaaooo – então Kathy sentou no chão e chorou como nunca...





A Noite não foi fácil, Katherine ficou choramingando desde que Scully desligou o telefone, nem mesmo Mônica conseguia animar a menina.

Quando o relógio mostrou meia noite ela ainda estava acordada sentada em sua cama com as pantufas que Mulder tinha comprado a ela. Se Scully estivesse em seu quarto nunca ouviria ela chorando, só mesmo com o ouvido colado a porta alguém conseguia escutar os lamentos de Katherine, ela estava se segurando, Scully sabia disso, não pretendia incomodar ninguém, só estava sofrendo, pois desde a primeira vez que ela teve um pesadelo Mulder a ninava todas as noites até ter certeza que ela estava realmente dormindo.



- Kathy – disse Scully entrando no quarto. Então ela viu uma cena que a fez doer de pena, nunca em sua vida podia imaginar que um rosto tão parecido com o seu próprio podia fazer uma expressão tão igual a de Mulder. Ela estava com um biquinho lindo, os olhinhos caidinhos e cheios de lagrimas e o narizinho vermelho escorrendo.

- Oi Scully – disse fungando.

- Quer que eu fique aqui com você?

- Desculpe! Eu fiz muito barulho e te acordei?

- Não Kathy...

- Não precisa se importar com isso Scully.

- Você precisa dormir...

- Não consigo... Eu quero o papai... – disse choramingando.

- Mas não serve a mamãe? – Então Scully pegou ela no colo. Era estranha a sensação de ter ela no colo, dificilmente ela trocava Mulder por ela. As horas passaram e Katherine não dormia.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Dom Abr 05, 2009 6:59 pm

Cinco horas da manha Casa dos Mulder



Scully desistira de dormir, não havia como convencer Katherine a dormir. Levou a menina para a sala deitou a poltrona do papai de Mulder, encostou a menina nela e tentou relaxar e adormeceu.

Acordou com Mulder lhe dando um beijo na testa e um enorme sorriso de bom dia e acenando com a cabeça para o seu colo. Quando Scully desceu os olhos viu Katherine dormindo sobre sua barriga, calma, como um anjo, como se tivesse passado toda a noite assim.



Então com todo o cuidado para não acordar Katherine Scully se levantou com ajuda de Mulder.



- HEY KATHY VENHA VER O NOSSO PRIMO. – então dois olhos muitos azuis se abriram e olharam para Scully.



- Bom dia Scully – disse a pequena Kathy.



- Nossa!!! Bem que vc disse Mulder, ela realmente se parece muito com a minha irmã.- disse Charlie. E a menina se voltou para o pai.



- PAPAIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!! – E se jogou em sua direção.



- E parece que nisso também.- Charlie falou sarcástico e Scully deu um tapa no braço dele.



- CHARLIE!



Mulder ficou sem entender.

- A empolgação por ver você.- Mulder o lançou um olhar cético.



- Charlie...- Scully disse em tom de aviso, mas Charlie nem deu bola.



- Tinha que ver como ela falava de você! Mulder é um ótimo agente, Mulder se importa com as pessoas, Mulder é tão inteligente, Mulder é....



Scully tapou a boca do irmão.



- Charlie, não faça isso com a sua irmã, ela está ficando vermelha!



- Tio Charlie... olhou a pequena menina confusa - o que você acha mamãe queria tanto dar ao papai? - OHHHHHHHH!!!!!!!! Mas o que é isso que você está pensando.



- Charlie controle os pensamentos. E você mocinha pare de ver o que ele está pensando... Não é educado olhar o pensamento dos outros Kathy...



- Mas Scully o que é isso - passando a imagem para sua mãe .



- Oh MEU DEUS CHARLIE... - Charlie estava totalmente vermelho e confuso.



- É mamãe o que é isso?? - perguntou William que já havia buscado todas as informações na cabeça de sua irmã.



- Crianças vão brincar lá em cima por favor...



- Charlie, guarde esses pensamentos para quando não houverem crianças aqui dentro!



Emily chegou.



- URGH! Que horror, tio Charlie! Minha mãe nunca faria isso... COMO ASSIM ELA FEZ PARA O QUE???? MAMÃEEEE!!!!!! É bom? Como assim eu não sei o que estou perdendo tio?



- CHARLIE PARE DE PENSAR...!



Charlie estava da cor dos próprios cabelos mas os pensamentos vinham sem que pudesse controlar, algo estava bloqueando o controle, ele olhou escada acima e viu a pequena ruiva. E soube, sentiu que ela estava dominando essa parte dele.



- Kathy! Pare de ler os pensamentos dele, depois a mamãe e o papai te explicam.



Era apenas curiosidade. Então não deixava ele se controlar. O pobre já estava agoniado quando Mulder percebeu.



- Não é isso Scully, ela está segurando o controle dele. Pare com isso Katherine. - E ao ouvir a ordem do pai saiu correndo rindo.



Emily estava até vermelha com as informações que conseguiu do tio, ela tinha experiência em ler mentes, se estavam abertas ela conseguia chegar a lugares interessantes, e com a ajuda de Katherine, conseguia ver coisas que estão alem da memória e imaginação.

Quando chegaram no andar de cima, Katherine tentou entrar na mente de Mulder, mas Mulder sabia como bloquear a sua.



- Não senhora, aqui não.



- Papai, o que é isso? Por que todo mundo tem vergonha de sexo? É uma coisa ruim?



Como ele queria Scully agora.



- Não, não, é uma coisa muito boa, filha...



- Posso fazer?



- NÃO!- ele disse em pânico.



- Mas se é uma coisa boa, e todo mundo vive pensando nela, por que vocês não querem que as crianças aprendam?



- Por que crianças não podem fazer isso! Isso é pra adultos fazerem!



- Por quê?



- Porque.... você precisa de um adulto que você ame muito e que você tenha certeza que te ame pra fazer isso.



- Mas eu te amo e tenho certeza que você me ama, faz comigo?



- NÃO! Isso não é pra papais fazerem com filhinhas, isso é pra mamães fazerem com papais.



- Ah... por que só os adultos podem se divertir? Então eu posso fazer com o Will ele me ama tbm...



Mulder estava começando a se sentir nauseado.

Ele precisava da ajuda de Scully urgentemente e não nesse sentido por que ele achava que nunca mais ia conseguir pensar em sexo depois das palavras que Katherine havia dito.



- Filha, a gente fala sobre isso quando você for mais velha, ok?



- Mais velha tipo a Em?



- Não, mais velha.



- Ah, mas vai demorar! E eu quero fazer agora!



Mulder disse bravo.



- Não senhora, você só vai fazer isso por cima do meu cadáver!



Katherine começou a chorar.



- Mas eu não quero que você morra, papai... está bem, eu não vou fazer isso...



Mulder precisava confessar que não estava feliz em ver Katherine assustada daquele jeito mas ficou aliviado quando ela parou de fazer tantas perguntas.

Quando desceu as escadas encontrou sua esposa sorrindo ao lado do seu irmão Charlie.



- Porque essa cor tão verde Mulder? – perguntou Scully vendo a cara de pânico de Mulder.



- Kathy... quer fazer sexo...



- Oh...



- Mas já mudou de idéia!



- Você não assustou ela? Mulder?



- Um pouco, mas depois conversamos sobre isso.



Mulder viu a porta entreaberta e lembrou que Samantha estava no carro esperando ajuda para pegar as crianças.



- Charlie, Samantha ainda está lá fora ? – Scully olhou surpresa para Mulder, esse era provavelmente o nome da esposa de Charlie. Como será q Mulder ia reagir a isso.

Quando a mulher entrou na casa o sangue de Scully congelou, estalou os olhos para Mulder e ele disse:



- Não me pergunte...



- Mas Mulder...



- Dana, essa é minha esposa Samantha...



- Mulder...



- Eu estive pensando Scully, como é impressionante como minha vida não existe sem ser ao seu lado... tudo o que eu tinha a fazer para ser feliz a mais tempo era assumir que te amava, e tudo o que eu sempre busquei viria até mim – e olhou para Samantha. – Como é possível alguém depender tanto de outra pessoa como eu dependo de você... – sentiu as lagrimas nos olhos – tudo que eu sempre busquei, tudo que eu sempre lutei, era só assumir que eu te amava.



- Olá, Dana, então você é a famosa Dana Scully de quem Fox me falou o caminho inteiro para cá? Confesso que do jeito que ele me falou, pensei que você teria uns 2 metros de altura, seria loira com uns peitões...

- Não, Sam, esta aqui é pra casar.- Mulder disse de peito cheio fazendo Scully corar.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Dom Abr 05, 2009 7:03 pm

******************* COMENTÁRIO**********************

Hum... Eu fiz dois desenhos da parte onde a Kathy está tento problemas para dormir. Eles não ficaram tão bons quanto eu gostaria. Embarassed Mas se alguém estiver interessado em ver manda uma mensagem no tópico de comentários da Untitled que eu vou Scannear e mandar. Um deles é da Kathy chorando na cama, e o outro é dela dormindo no colo da Scully. Razz

****************************************************
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Qua Abr 15, 2009 7:42 pm



Kathy triste... que dó Sad



Kathy dormindo... Sleep
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Ter Abr 21, 2009 5:53 pm

No outro dia



- DADADADADADADADADA!



Disse Sam quando Mulder e Scully entraram na cozinha, estava um silencio constrangedor, a Senhora Scully estava balançando Sam, e Charlie e Samantha cuidavam de seus filhos, Emily ficou vermelha e se escondeu atrás da caneca William e Katherine a olharam como se ela fosse um ET e se viraram para seus pais.

Bill entra na cozinha cheia com reboco na cabeça e uma cara de poucos amigos.



- Mamãe, por que você tá andando esquisito? - William começou.



- Acho que ela deve ter caído da cama com o terremoto que teve no quarto deles, Will... papai? Terremotos quando acontecem, não balançam a casa toda?



Mulder a olhou constrangido.



- Então por que o terremoto que deu ontem balançou mais a cama de vocês? - Will completou. – ela ficou batendo na parte da parede onde eu estava e...



Emily engasgou com o café.



- O que foi Emily?



- Ai, pirralhos, vocês ainda têm muto que aprender.



Mulder a olhou em pânico.



- Bill, o que é isso na sua cabeça?



- Não sei, irmãzinha, você me diz... provavelmente é coisa do terremoto que teve no seu quarto ontem.

Meu Deus, Dana, vocês podiam ao menos colocar alguns amortecedores na sua cama...



- É que nós precisamos comprar uma nova, nós quebramos a antiga.



Bill manda um olhar assassino para Mulder que de repente encontrou um interesse inexplicável em cortar a carne de Sammuel em pedacinhos bem pequenos.



- Ela está grávida, seu...!!!



- "Ela" está grávida mas não está morta, Bill.- Scully respondeu.



Bill resolveu parar por aí, não queria saber mais da vida sexual de sua irmã com aquele...



- EIIII MEU PAI NÃO É ISSO NÃO!!!!!!!! - gritou Kathy revoltada, correu e chutou a canela de Billy.



- É ISSO MESMO!!!! - Correu William para ajudar a sua irmã e mordeu o braço de Bill que tentava afastar a pequena menininha que chutava muito.



- SOCORRO... DANA FAÇA ALGUMA COISA - Bill estava desesperado. Até mesmo a Sra. Scully estava rindo.



- WILLIAM, KATHERINE! PAREM AGORA!



Os dois olharam para a mãe que tentava manter o semblante sério.



- Mas mamãe! Ele tava xingando o papai!- William protestou.



- Mas não se bate em pessoas! Seja quem ela seja!- ela deu um olhar fulminante para Bill.- Não quero mais vocês invadindo pensamentos alheios também. É falta de educação, vocês gostaram quando Emily invadiu o de vocês?



Os dois olharam para o chão.



- Mas ele tava...



- Eu sei, meus amores, mas isto são coisas que seu pai e o tio Bill precisam trabalhar, se vocês o ouvirem pensando coisas feias assim, ignorem isso, ok? Mamãe também não gosta quando o tio Bill fala coisas feias para o papai, porque a mamãe também ama o papai, mas vocês já me viram mordendo e chutando o tio Bill? Até o papai ignora algumas coisas...



As duas crianças olharam para o chão e deram um olhar digno de Scully para Bill, mas pararam, se sentaram à mesa e continuaram a comer.

Emily que estava quietinha mas muito roxa foi surpreendida por Scully.



- Emily filha eu queria muito conversar com você...



- Mas o que eu fiz mãe?



- Nada querida, eu só queria falar com você mesmo...



- Sobre... - e a menina fez a cara de Mulder quando encontrava um verdadeiro arquivo X



- Nada disso mocinha - Scully fez uma expressão muito séria. - fique longe dos meus pensamentos Emily - a capacidade de Emily invadir a mente era muito mais forte e muito mais treinada que de William e Katherine, era muito mais raro ela usar esse dom, a menina normalmente respeitava a privacidade alheia, entretanto era praticamente impossível conseguir esconder 100% dos pensamentos caso Emily resolvesse descobrir alguma coisa, e isso sempre terminava numa enorme dor de cabeça. - Por favor Emily, e vou lhe falar, mas não me de uma dor de cabeça...



- EMILY - ralhou Mulder - Não cause dor a sua mãe...



- Desculpe - e a menina baixou a cabeça sentindo-se culpada.



Quando todos terminaram o café Scully pegou Emily pela mão e a levou para o andar de cima.



- Emily, - disse Scully quando chegou ao topo da escada. - queria conversar com você sobre esse assunto que está sendo exposto demais aqui em casa esses dias... não quero que você entenda as coisas da forma errada e...



- Mãe eu não quero falar sobre isso...



- Você não precisa falar se você não quiser, mas eu gostaria de falar algumas coisas para você Emily, e se você não quiser eu também, eu vou respeitar...



- Eu tenho vergonha...



- Eu prefiro que você não tenha... - e Scully ficou indecisa, levar Emily para o quarto dela ou para o seu próprio quarto?



- Eu prefiro o seu mãe...



- Emily...



- Eu não li seu pensamento mãe, eles estão pulando de você...



- Como assim...



- Eu sinto que você está nervosa também, então você deixa o pensamento pular.



Era verdade, Scully estava muito nervosa, a um ano atrás ela nunca imaginaria que teria que conversar com uma filha de quase 13 anos sobre sexo.



- AI MÃE POR FAVOR... - olhou a menina desesperada - eu já sei um pouquinho e acho que é mais do que eu tenho que saber... se eu precisar fazer...



- É exatamente aí que eu quero chegar Emily. - e puxou a menina para o seu quarto.- ... o que você viu sobre sexo está totalmente confuso.



Emily olhava totalmente roxa para o chão.



- Me deixe ver o que você viu... por favor filha...



Então Emily deixou, e as imagens que Charlie passou estavam lá, e até mesmo, OHH DEUSS!!!!! ...



- EMILY - disse Scully totalmente chocada.



-SINTOMUITOEUNÃOQUERIAVEREUNÃOCONSEGUIEVITAREUTAVADORMINDOEACORDEIASSUSTADA EENTÃOEUVIVOCÊSDESCULPAEUNÃOFIZPARAVER...



- Calma Emily...



- EUNÃOQUEROTERQUEFAZERISSO...



- Um dia você vai querer, e é isso que eu quero arrumar agora, você conheceu da forma errada meu bem... isso está além de sexo, envolve amor...



- Como assim amor??? - disse a menina confusa. As imagens que Charlie tinha passado a ela não ajudavam em nada.



- Você deve fazer isso quando você estiver apaixonada. Isso é um complemento Emily... a mulher não sofre...



- Mas vc estava com dor...



- Não, não estava não...



- Mas seu rosto...



- Você está com uma idéia errada...



- Mas não dói...



- Não necessariamente, se você fizer isso errado pode doer, mas você realmente consegue imaginar seu pai me machucando?



- Verdade...



- Então...



- Mas... e como aquilo pode entrar?? E ai... isso vai doer...



- Talvez um pouco nas primeiras vezes, mas se for feito com carinho nada que possa te matar, e acredite em mim filha, vale a pena depois...



- Então... é bom...



- É...



- Eu posso fazer quando encontrar alguém que eu ame...



- Você e Justin ainda são muito novos...



- MAMÃE...



- Eu nem preciso ler seus pensamentos...



Scully riu e fez Emily rir.



- Então com quantos anos é o certo?



- Não tem idade certa Emily...



- Mas vc disse que eu sou nova demais...



- Você vai saber quando for mais velha... mas quando tiver uns 16 anos digamos vamos conversar sobre isso outra vez... e espero que vc ainda não tenha feito digamos...



- Então depois dos 16...



- Filha se você sentir necessidade antes ou depois disso, se você tiver dúvidas, ou estiver pensando em algo relacionado a isso, eu gostaria de ser consultada como amiga... por favor, estou te tratando como adolescente, te respeitando, mas espero que você seja madura o suficiente para lidar com isso...



Emily sacudiu a cabeça, e sorriu.



- Acho melhor você conversar com a Kathy também, a ultima vez ela tinha me dito que ela e o papai se amavam então deviam fazer sexo também já que era uma coisa tão boa...



Scully arregalou os olhos.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Ter Abr 21, 2009 6:04 pm

Quando Katherine acordou ela procurou todos em sua casa, somente William estava acordado, ele sorria ao montar os legos, e sorriu mais ainda oferecendo peças a ela.

Ela se sentou para brincar, mas eles ouviram Samuel conversando sozinho no outro quarto.

Eles estavam aproveitando um montão, com todos os "grandes" dormindo podiam brincar sem medo de ter a atenção chamada.



- Momomomomomo...



Katherine olhou para Will, os dois sorriram... Eles não precisavam falar para saber que tinham pensado a mesma coisa.



- Vc me ajuda a tirar ele do berço Will?



- Kathy pq vc não levita o Sam pela grade?



- Pq vc naum faz isso Will?



- Ah e se eu deixar ele cair ? - então a menina fez uma careta para ele.



- É melhor puxar o trinco...



- Claro...



Os dois correram nas pontas dos pés para o quarto de Sam. O bebe sorriu amplamente ao ver seus irmãos pelas grades.



- Kakakakatiiiiiee! - esticando os dedinhos pelas grades. - IIIIIIILLLLL.



William puxou uma cadeira e ajudou Kathy a subir. Ela puxou o trinco que mantinha a grade do berço levantada. E logo os dois estavam puxando o bebê escada abaixo. Quando eles chegaram na cozinha, colocaram o bebê no chão.



- Fique aí, Sam. Vamos fazer comidinha pra você.



Ela abriu o pote de papinha e pegou uma colher de sopa da gaveta de talheres. - Essa deve servir.



- Não, Katherine, essa não, pega essa, eu vi a mamãe experimentando com essa colher uma vez.



Katherine assoprou a colher cheia de papinha e deu para o bebê que quase respirou a papinha.



- Não é assim, Kathy...



- É sim, eu vi a Scully dando assim.



- Porque você não chama a mamãe de mamãe? Ela é sua mãe também, sabia?



Katherine deu de ombros rapidamente e enfiou outra colherada enorme na boca de Sam.





No Quarto





Mulder abriu os olhos sonolentos, fechando-os rapidamente devido a claridade, ele calculou que deveria ser tarde, pois o sol demorava para bater na "parte dele na cama" então ele ouviu algo caindo na parte de baixo da casa.



Ele imaginou o q Scully estaria fazendo para produzir tanto barulho. Só quando sentiu algo quente contra o seu corpo é que abriu os olhos assustado. E ficou mais assustado ainda ao ver sua esposa deitada ali. Quem estava fazendo barulho?



Com um movimento brusco se levantou e com isso acordou Scully. Scully o fuzilou com o olhar e se virou para o outro lado tentando continuar a dormir.



Quando ele ia começar explicar o que estava acontecendo outro barulho de vidro se partindo.

Eles desceram as escadas correndo imaginando o que tinha acontecido.

Scully parou junto a Mulder na porta da cozinha, estava um caos.



Katherine estava sentada no chão com um pote de papinha aberto ao lado, e com uma colher de madeira tentava alimentar Sam. O bebe estava totalmente untado de papinha de mamão papaia, tinha um sorriso lindo no rostinho manchado.



Quando Katherine virou eles ofegaram, a franja dela estava molhada, suja de roxo, e vermelho, com muitos pingos de papinha do Sam. Ela também tinha um pedaço de pão de forma grudado no cabelo e tinha um bolacha maizena presa a sua camisola que em um passado remoto foi branca.



- Ohhh!!!!!



- Oi pessoal - disse William.



Então os pais encontraram a fonte de barulho, William estava em pé em uma cadeira, e no balcão estavam espelhados todos os tipos de coisa. De geléia de uva até farinha de milho, passando por azeitonas e pimenta do reino. Havia um vidro de geléia de morango espatifado em cima da pia. E também havia muitas manchas no teto. O cabelo e o rosto do menino estavam brancos, cheios de farinha de trigo e havia uma grande mancha marrom na roupa, balcão e na boca de William.



- O que é isso campeão? - perguntou Mulder ao menino.



- É calda de chocolate papai!



- Ei vc está encrencado, essa calda a Srta Em comprou para o "Justin" com a mesada dela. - disse Mulder fazendo uma careta quando disse o nome "Justin".



Scully estava petrificada na porta da cozinha, e quando tentou dar um passo escorregou e quase caiu. Agradeceu pelos anos de correria no FBI, se não fosse agil provavelmente teria se machucado. Quando ela conseguiu se recuperar do susto e analizou o q estava acontecendo seus filhos "sentiram" que estavam encrencados.



- MULDER????



- Mas, papai, a gente tava querendo fazer um bolo pra você e pra Sc... -ela olhou pra Will.- e pra mamãe...



- Oi amor??????



- MULDERRRRR TEM UM LITRO DE LEITE NO CHÃO!



- É e tem um pote de geleia de morango espatifado na pia...



- SEUS FILHOS MULDER FIZERAM... - ela só parou ao ver o olhar de dor na cara de Mulder.



- Meus filhos por favor, levem o Sam lá para cima, mas limpem os pés primeiro... - disse olhando cheio de mágoa para Scully.



As crianças olharam apavoradas para a cena, mas sairam puxando Sam da cozinha que ainda estava tentando lamber a papinha que estava no chão.



- Vai deitar Scully, eu limpo o que "MEUS" filhos fizeram...



- Eu sei que a culpa não é sua Mulder



- ...



- Mulder?



- O que vc quer Scully?



- Desculpe... - e ela saiu tremendo com o olhos cheios de lágrimas, "merda" pensou os hormonios deixavam seu humor terrivel...



Ele a abraçou por tras e Beijou o topo de sua cabeça.



- Não fique assim...



- Sinto muito...



- Está tudo bem, vai até o quarto que eu limpo essa bagunça.



- Obrigada... - o que seria dela sem seu Mulder...



- Vc não seria nada sem mim - riu ele, e ela olhou assustada. - O que foi Scully?



- Nada...



Então ela subiu as escadas. E ele olhou a cozinha, seria uma longa manhã...



Quando Scully chegou ao topo da escada, só foi recebida por um sorrisinho.



- Mamamamama - disse Sam.



- Oi bagunceiro - disse ela.



- mamamamamama - e riu.



- E vocês dois? - Katherine estava com o rosto quase encostado na parede e William aparentemente olhava algo muito interessante no chão. - Estou falando com vocês e gostaria que vocês olhassem para mim... - Então dois pares de olhos azuis assustados a encararam.



- O que aconteceu lá embaixo?



- A gente tava com fome e queria alimentar o Sam... - disse William.



- É... - disse Kathy - vocês estavam dormindo e a gente tava com fome...- disse ela usando uma tática de Mulder, tentar fazer Scully se sentir culpada, "oh baby, esquece esse jogo não funciona comigo."



- É isso mesmo... - disse William.



-É mesmo... e William vc precisava fazer um "bolo"? Vcs podiam comer bolacha.



Então Sam riu e pegou a bolacha grudada na camisola de Kathy e entregou para sua mãe.



- Tá vendo a gente também comeu... - sorriu sapeca o menino e Scully até tendou segurar mas não conseguiu e riu também.



- Me diga Katherine, vc tem fome no cabelo meu anjo? - e a menina balançou a cabeça negativamente. - Então pq sempre tem comida aí?



Mas quando as crianças perceberam que sua mãe não estava mais brava o pior aconteceu.



- William Scully Mulder! - o menino gelou. "Emily" ele pensou. - não me diga que isso no seu cabelo e roupa é a calda de chocolate que EU COMPREI!



Emily saiu embalada, mas William foi mais rápido e bateu a porta do quarto.
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Qua Jul 29, 2009 7:51 pm

Alguns dias depois


Seus irmãos já estavam dormindo. Estava tudo silencioso, William podia sentir que Sam estava sonhando, e Katherine estava sonhando novamente com aquela neblina cinza de quando papai não estava perto dela, se ele colocasse a sua irmã para dormir e ficasse ao seu lado ou mesmo próximo ela sonharia como as outras crianças, mas quando ele estivesse longe demais ela tinha pesadelos, ou então ficava perdida na neblina, como estava agora e Emily, sua irmã "aborrecente", estava tendo um sonho estranho com o carinha de aparelhos que estudava na mesma sala que ela, a menina estava realmente contente. Seus pais haviam ido a festa de aniversário de Mônica, mas apesar dos protestos eles diziam que essa festa não era para crianças, e seu pai disse algo sobre bebidas batizadas aos pequenos resolveriam, ele tinha um ar e um sentimento irônico quando falou isso, e sua mãe lhe deu um olhar duro. E nem mesmo as lagrimas de Kathy funcionaram, normalmente seu pai fazia a vontade dela, mas dessa vez não houve acordo. Nem a vovó estava lá, ela também tinha ido a festa, e seus pais achavam que Emily poderia cuidar de três crianças dormindo.

Tudo estava tranqüilo mas algo mantinha William acordado, algo estava empurrando a sua mente, algo estava incomodando, então Kathy despertou e procurou ele.



"William você também está sentindo? Tem algo errado"

"Sim Kathy, estou sim, mas não sei o que é, vc consegue ver o que está errado?"

"Tem alguém com sentimentos ruins aqui"

"Vamos chamar a Emily" - mentalmente eles tentavam acordar Emily, mas ela parecia não querer deixar os sonhos.

"Vamos Em" - Chamou mentalmente Kathy

"Emily" - gritou William telepaticamente.

" MAS QUE ME**A"

"WOW" - pensou William deixando o controle da telepatia estourar e acordando o pequeno Sam.

- Papapapapapapa!!!!! - gritou o menino revoltado do berço.

" Vão escutar ele" - pensou Kathy

"Shhh fique quietinho Sam" - pensou Emily

Ele pareceu entender, logo ela percebeu que havia algo errado. Havia alguém dentro da casa. Eles tinham mais que pensamentos ruins, eles sabiam que só haviam crianças. Crianças ricas. E um arrepio passou por Emily, e um deles apreciava a bela pré-adolecente. Ela precisava tirar seus irmãos daqui...

Ela rastejou fora da cama, pulou a janela indo para o quarto de Sam, pegou o bebe que estava quieto na cama, ele parecia sentir algo também, a mente destreinada do bebe estava tensa, ela percebia, assim como no dia em que se conheceram, ele tinha apenas duas semanas, mas ele também estava amedrontado, ele e Kathy fugiram de caras bem maus, foi assustador... assim como agora. Estava agora pensando como faria para pegar Kathy e William pelo corredor sem fazer barulho, mas antes que ela pudesse pensar em qualquer coisa ela pode sentir, eles estavam vindo, Kathy e William se juntaram novamente, ela só havia visto uma vez o que esses dois realmente eram capazes, no dia em que um supersoldado atravessou o caminho deles. Ela entendia pq esses homens temiam tanto seus pequenos irmãos, se ela fosse do outro lado também teria medo. Muito medo. A porta do quarto se abriu silenciosamente, e eles passaram, eles tremiam devido a concentração. Eram jovens, e concentração para eles era um grande problema, foi quando tudo deu errado. William apressado queria sair logo da energia que os faziam levitar, fez a concentração de Kathy explodir, e junto com ela todos os vidros do quarto se partiram em mil pedaços William olhou assustado Kathy que estava travada olhando para o nada, Emily que segurava Sam, viu o que ela estava fazendo, agarrou a menina pelo braço e começou a puxar para fora do quarto, ela pensou em tentar sair da casa mas ela podia sentir o homens que corriam escada acima, "precisamos subir Will", ela disse, "o quarto de brinquedos", e ela pensou, claro o sótão, onde seus pais tinha arrumado tudo como um quarto de brinquedos para os menores, a entrada era pela sala de estudos. Ela olhou e não havia outro remédio.

Quando entraram no sótão escutaram os homens no andar de baixo praguejando.



- Achei... - disse Kathy - mas agora preciso que vocês me ajudem...



Casa dos Dogget.

Festa de Aniversário da Mônica

11:37 pm



Eles estavam se divertindo, a muito tempo não faziam isso, desde de muito antes de fugirem, suas vidas haviam sido engolidas pelos Arquivos X. Agora eles tinham uma vida feliz de casal. Um casal normal. Tinham amigos. Família. Filhos. Quando Mulder chegou nessa parte uma aflição o invadiu.

Ele olhou Scully, ela tinha uma expressão estranha



- O que foi Scully? - Você está bem? Ele está mexendo muito?



- Estou bem Mulder. Foi só um arrepio.



Ele olhou pela janela. Tentou se concentrar no jogo a sua frente.

- Outro dia peguei Katherine brincando com suas bonecas, ela colocou as mãos na cintura, e ergueu só uma sobrancelha, uma Scully legítima, ela deu bronca porque as bonecas haviam se comportado mau. É engraçado como ela pega cada boneca com um carinho de mãe.- disse Mulder indicando Scully.



Scully corou e colocou uma mão sobre a de Mulder.



- Outro dia peguei o William e o Mulder comendo sementes de girassol! Como se não bastasse dois comedores compulsivos, agora tenho um aprendiz também. E o duro é que ele aprendeu a comer, mas não aprendeu a jogar no lixo, parece alguém que eu conheço.- ela olhou acusatoriamente para Mulder.



- Contamos que o Sam está tentando a comer sozinho?- Mulder tentou mudar de assunto.- Parece que está tentando pintar as paredes da cozinha, outro dia tiramos uma foto, foi hilário.- Mulder tirou uma foto da carteira, estavam ele e Sam, cobertos de molho de tomate e carne moída da cabeça aos pés.



- Tinha macarrão até na fralda dele, não sei como ele consegue algumas coisas.- Scully riu se lembrando.- Emily outro dia quis comprar um soutien... eu quase disse a ela para não esperar muito, mas combinamos de ir semana que vem.



Mulder olhou um pouco angustiado ao ouvir isto, sua filha estava crescendo rápido demais para o seu gosto.



- Hum... parece que daqui a pouco vai ter que preparar sua espingarda, Mulder.- Doggett riu.



- Vai, pode rir, daqui uns anos vai ser você, aí você vai ver o que é bom pra tosse.



Doggett de repente ficou muito serio e todos riram.



A mão de Mulder viajou para a barriga enorme de Scully, que cobriu a mão dele com a dela.



- Estou louco pra ver este daqui.



- Já sabem se é menino ou menina?



- Não, queremos que seja uma surpresa.



- Katherine não disse nada a vocês?



- Não, proibimos ela de contar... - disse Scully



- Ela e Will estão coçando para nos contar. Eles até mesmo disseram que precisavam contar algo muito importante sobre o bb.



- Mas não vamos cair nessa... - sorriu Scully
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MensagemAssunto: Re: Fic : Untitled   Qua Jul 29, 2009 7:53 pm

Maggie viu toda a interação de sua filha com seu genro e sorriu feliz pois nunca pensou que sua filha pudesse ser tão feliz, ela chegava a brilhar. E Mulder pela primeira vez perdera aquele semblante austero.



O sorriso de Scully sumiu junto com o de Mulder.




- Kathy - ela sussurou.



- Ela está nos procurando... - disse Mulder



Eles se levantaram de supetão Mulder foi até a entrada pegar seu casaco.



- Não, Scully, é melhor eu ir soz...



- Mulder, você está louco se acha que vou deixar você sozinho... eles são meus filhos também...



Então eles sentiram novamente, claro em suas mentes. Seus filhos estavam em apuros.



"Pai, Mãe?" - eles ouviam alguns sussurros de pensamentos cortados com imagens torcidas, sentiam o medo que fluía da ligação. Mas a voz era de Emily, ela era a melhor nisso pensou Mulder. “Precisamos de ajuda... rápido... homens... em casa... estamos no sótão...”



Doggett viu a indecisão e angústia no rosto de Mulder e pegou seu casaco também.



- Agente Scully, eu vou com Mulder, tenho uma arma aqui comigo e você e Mônica têm que ficar aqui caso alguém venha.



- Ah tá, e vamos ficar "cuidando do carro"?!



- Scully, por favor, pense no bebê, não podemos deixar...



Scully pareceu entender, mas mesmo assim.



- Eles também são meus bebês, Mulder...



Mas ela viu o rosto do parceiro e suspirou.



- Está bem. - ela sorriu para tentar assegurá-lo.- Por que só vocês ficam com a ação?



- Por que a ação mais importante está acontecendo com vocês.- ele sussurrou em seu ouvido.



Ela sorriu e o empurrou em direção à porta.



- Vai logo, seja o que as crianças precisam, mas se vocês demorarem, vamos atrás de vocês.



- Eu também vou, mana, eu sei manejar uma arma e eles são meus sobrinhos.- Scully o olhou agradecida e deu sua arma a ele.



Casa dos Scully-Mulder



A casa estava escura e silenciosa...

Eles entraram silenciosamente, e tentavam a todo o custo ouvir qualquer pista de onde estavam os tais homens.



Sótão.



Eles sentiram Mulder chegando. Ele não estava sozinho. Pronto agora o dia seria salvo pelo papai... pensou William.

Então Kathy teve um relance rápido.

-

Eles sabem... ELES SABEM QUE O PAPAI CHEGOU, ELES VÃO ATIRAR NELE...



E antes que Emily pudesse impedir seus irmãos já haviam pulado para a sala de estudos. Sam que estava no seu colo começou a choramingar.



Nesse momento um caco de vidro atravessou o pulso do homem que gritou em horror ao ver a pele sangrando com um corte extremamente fundo.



- Eles estão lá em cima - gritou Dogget.



Quando chegaram ao topo da escada ficaram horrorizados. Os assaltantes estavam encolhidos contra a parede. Um deles estava caído segurando o pulso que jorrava sangue. Os cacos de vidro formavam uma parede. Os cabelos de William e Katherine estavam

agitados, como se estivesse ventando.

Um dos assaltantes gritou:



- Vamos embora rápido.



Então Mulder pensou, se chamasse a polícia talvez tivesse problemas, as crianças ainda não tinha um registro regularizado em suas novas identidades.

Katherine lhe disse:



- Eles não vão voltar papai...

- Mas...

- Eles não vão falar também... Não é mesmo?



Um deles em desespero gritava que sim. Os outros só tremiam.



Mulder olhou para sua filhinha querida e pela primeira vez não sabia o que pensar, eles vieram tentar resgatar as crianças, só para ver que as crianças provavelmente haviam se virado muito bem sem os adultos. Um sentimento de perda veio a ele, eles sempre foram seus anjinhos, até Emily desde os 3 anos dela, sempre tão pequenos e indefesos... mas antes que sua mente formasse todos os perigos para seus filhos, ele sentiu três pares de braços apertados em suas pernas, que era até onde eles alcançavam e três pares de olhos completamente iguais olhando, como a mãe deles, para cima, para ele. Eles tremiam, e tinham lágrimas secas manchando as bochechas de bebê dos três.

- Nós precisamos de você sim, papai.- William disse.

Mulder bloqueou sua mente para pensamentos ruins e puxou os três bebês os abraçando forte, tentando não chorar.
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